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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Em SP, Jardim Ângela e Capão Redondo arrecadam 1,4 tonelada de lixo eletrônico

A comunidade acolheu o Projeto Devolva-me idealizado nas Unidades Básicas de saúde da região.


São Paulo é estado campeão em geração de resíduos eletrônicos. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre) são 448 mil toneladas ao ano – e a maior parte desse montante acaba parada em casa ou descartada irregularmente. Preocupados com a saúde e qualidade de vida, o Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (Cejam) iniciou o projeto Devolva-me em 30 Unidades Básicas de Saúde do Jardim Ângela e Capão Redondo.

Com o apoio de toda a comunidade, o Posto de Coleta já arrecadou 1,4 tonelada de lixo eletrônico que foi destinado para uma cooperativa do outro lado da cidade, a Coopermiti, que fica na Zona Norte de São Paulo. “O projeto colabora com a minimização dos impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos perigosos, bem como o incentivo ao empoderamento da comunidade através da aplicação da educação ambiental local”, aponta Débora Araújo, gestora local do Cejam.

Projeto


Atualmente, o Cejam atende 610 mil pessoas cadastradas, mas a arrecadação de eletrônicos de pequeno porte é aberta para toda a comunidade – assim como os próprios funcionários. Todos os eletrônicos arrecadados foram importantes para a continuidade do trabalho da Coopermiti, especializada na reciclagem desse tipo de material que recebe televisores, rádios, computadores, celulares e diversos outros aparelhos que sem a destinação correta se transformam em vetores de contaminação do solo. Estes equipamentos podem liberar materiais como mercúrio, cádmio, cobre e cromo, caso dispostos em aterros não licenciados e controlados.

Para o futuro, o Cejam pretende continuar com o projeto, que também coleta adequadamente pilhas e baterias, radiografias, óleo de cozinha usado e medicamentos vencidos, além de fortalecer a conscientização sobre o e-lixo. “Os planos são a realização de campanhas de coleta de lixo eletrônico nas Unidades Básicas de Saúde, para que os colaboradores possam fazer um movimento em determinadas épocas do ano usando essa temática”, finaliza Débora Araújo.

Fonte: Ciclo Vivo

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