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quarta-feira, 20 de março de 2013
Enchentes em São Paulo geram prejuízo de R$ 762 milhões por ano ao país
Cada ponto de alagamento formado na cidade de São Paulo após uma chuva forte provoca um prejuízo diário de mais de R$ 1 milhão ao país. Com 749 pontos de alagamento identificados na cidade, as perdas anuais no âmbito do município chegam a quase R$ 336 milhões. E, com o espraiamento dos efeitos pelas longas cadeias de produção e renda, o prejuízo vai a mais de R$ 762 milhões em escala nacional.
As informações fazem parte de um estudo realizado por Eduardo Amaral Haddad, professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), e por Eliane Teixeira dos Santos, mestranda em Teoria Econômica, orientada por Haddad. Um artigo assinado por ambos, "Economic Impacts of Natural Disasters in Megacities: The Case of Floods in São Paulo, Brazil" (Impactos Econômicos de Desastres Naturais em Megacidades: O Caso das Inundações em São Paulo, Brasil), está prestes a ser publicado em número especial da revista Habitat International.
Haddad é coordenador de economia e pesquisador na área de Economia das Mudanças Climáticas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC). Ele também coordena a área de economia da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), do Ministério da Ciência e Tecnologia.
O estudo do impacto econômico dos alagamentos em São Paulo, realizado por Haddad e Santos, poderá subsidiar a tomada de decisões nas várias instâncias do governo para minimizar os efeitos das mudanças climáticas globais.
Projeções decorrentes de estudos mais abrangentes indicam um aumento na frequência e intensidade de eventos extremos de curta duração e anunciam que o número de dias com chuvas fortes deverá crescer até o final do século. Os paulistanos e os mais de 1 milhão de moradores dos municípios vizinhos que acorrem diariamente a seus postos de trabalho na cidade de São Paulo terão que se preparar para esses eventos, inevitáveis.
Ao longo das primeiras seis décadas do século 20, houve pouquíssimas ocasiões em que as chuvas na cidade de São Paulo excederam a marca dos 80 milímetros por dia – na média, apenas uma por década, desde os anos 1930, quando as medições começaram a ser feitas com regularidade. Esse número, no entanto, começou a aumentar a partir do início dos anos 1970. E somou nada menos do que nove ocorrências na primeira década do século 21. Os violentos temporais que já caíram nos primeiros meses de 2013 são um sintoma dessa tendência.
Haddad disse que o estudo chegou a cinco conclusões principais. "As enchentes contribuem para reduzir o crescimento da cidade e o bem-estar da população; os alagamentos aumentam os custos das empresas instaladas em São Paulo e prejudicam sua competitividade nos mercados doméstico e internacional; os efeitos não são apenas locais, mas se espraiam por meio de longas cadeias de produção e renda; para avaliar todos os efeitos, é preciso considerar as interações internas e externas ao sistema urbano; e, dado o espraiamento dos efeitos, a busca por soluções requer a coordenação de esforços dos poderes municipal, estadual e federal."
Integração de dados geográficos e econômicos
O estudo dos dois pesquisadores avaliou os impactos econômicos das inundações na cidade de São Paulo por meio de um modelo espacial de Equilíbrio Geral Computável (Computable General Equilibrium – CGE) integrado aos dados de um Sistema de Informação Geográfica (Geographic Information System – GIS) relativo ao município.
Com essa ferramenta, capaz de sintetizar informações econômicas e geográficas por meio de avançados recursos computacionais, os pesquisadores localizaram 749 pontos de alagamento na cidade de São Paulo e todas as empresas situadas em raios de até 200 metros em torno de cada um deles, que são aquelas diretamente afetadas. A definição do raio a ser considerado foi feita a partir de visita de Santos a áreas tradicionalmente impactadas.
Os pesquisadores trabalharam com dados de 2008. Mas uma atualização, até 2013, está sendo finalizada e será apresentada em breve na dissertação de mestrado de Santos. A estimativa do prejuízo de mais de R$ 1 milhão por ponto de alagamento ao dia faz parte desse novo conjunto numérico.
"Note que medimos apenas as perdas decorrentes das interrupções da produção, do comércio e dos serviços. Não computamos os gastos com danificação de edifícios, veículos e equipamentos; destruição de mercadorias, bens particulares e instalações públicas; atendimento à saúde das pessoas afetadas; e tantos outros", sublinhou Haddad.
Repercussões no Estado e no país
Com 39 municípios em intenso processo de conurbação e cerca de 20 milhões de habitantes, a região metropolitana de São Paulo é, atualmente, a quarta maior aglomeração urbana do mundo. Como também ocorreu em outras das chamadas "cidades globais", o centro de gravidade de sua atividade econômica migrou, nas últimas décadas, da produção de mercadorias para prestação de serviços.
A cidade de São Paulo, núcleo da região metropolitana, está diretamente envolvida em 14,1% de todos os fluxos comerciais do país, com parceiros no Brasil e no exterior. Ao mesmo tempo, o setor produtivo se fragmentou, com a produção de componentes em diferentes estabelecimentos, integrados em longas cadeias de valor, que extrapolam os limites geográficos da região metropolitana e mesmo do estado. Tudo isso e o deslocamento diário de trabalhadores entre vários municípios dentro e fora da região metropolitana fazem com que um evento como o alagamento em ponto específico da cidade tenha, eventualmente, repercussões em escalas estadual, nacional ou até mesmo internacional.
"A situação é agravada pelas transformações que uma urbanização não planejada ou mal planejada ocasionou no uso da terra, com a ocupação e a impermeabilização das várzeas dos rios, em especial da bacia hidrográfica do Alto Tietê, e a consequente redução da drenagem das águas pluviais durante as chuvas fortes. E pelas "ilhas de calor", geradas na área metropolitana em decorrência da própria aglomeração urbana, que contribuem para a ocorrência e intensificação dos eventos extremos", acrescentou Haddad.
Segundo o pesquisador, a conclusão central do estudo é a de que, apesar de aparentemente local, o fenômeno das enchentes em São Paulo não pode ser equacionado em escala restrita, em razão de suas interações dentro e fora do sistema urbano. "Medidas relativas ao planejamento e ao controle do uso da terra precisam ser executadas em paralelo com projetos de engenharia que promovam a drenagem. Mas a compreensão de que o problema repercute muito além dos limites do município exige a coordenação de esforços nas esferas municipal, estadual e federal."
Fonte: Uol
As informações fazem parte de um estudo realizado por Eduardo Amaral Haddad, professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), e por Eliane Teixeira dos Santos, mestranda em Teoria Econômica, orientada por Haddad. Um artigo assinado por ambos, "Economic Impacts of Natural Disasters in Megacities: The Case of Floods in São Paulo, Brazil" (Impactos Econômicos de Desastres Naturais em Megacidades: O Caso das Inundações em São Paulo, Brasil), está prestes a ser publicado em número especial da revista Habitat International.
Haddad é coordenador de economia e pesquisador na área de Economia das Mudanças Climáticas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC). Ele também coordena a área de economia da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), do Ministério da Ciência e Tecnologia.
O estudo do impacto econômico dos alagamentos em São Paulo, realizado por Haddad e Santos, poderá subsidiar a tomada de decisões nas várias instâncias do governo para minimizar os efeitos das mudanças climáticas globais.
Projeções decorrentes de estudos mais abrangentes indicam um aumento na frequência e intensidade de eventos extremos de curta duração e anunciam que o número de dias com chuvas fortes deverá crescer até o final do século. Os paulistanos e os mais de 1 milhão de moradores dos municípios vizinhos que acorrem diariamente a seus postos de trabalho na cidade de São Paulo terão que se preparar para esses eventos, inevitáveis.
Ao longo das primeiras seis décadas do século 20, houve pouquíssimas ocasiões em que as chuvas na cidade de São Paulo excederam a marca dos 80 milímetros por dia – na média, apenas uma por década, desde os anos 1930, quando as medições começaram a ser feitas com regularidade. Esse número, no entanto, começou a aumentar a partir do início dos anos 1970. E somou nada menos do que nove ocorrências na primeira década do século 21. Os violentos temporais que já caíram nos primeiros meses de 2013 são um sintoma dessa tendência.
Haddad disse que o estudo chegou a cinco conclusões principais. "As enchentes contribuem para reduzir o crescimento da cidade e o bem-estar da população; os alagamentos aumentam os custos das empresas instaladas em São Paulo e prejudicam sua competitividade nos mercados doméstico e internacional; os efeitos não são apenas locais, mas se espraiam por meio de longas cadeias de produção e renda; para avaliar todos os efeitos, é preciso considerar as interações internas e externas ao sistema urbano; e, dado o espraiamento dos efeitos, a busca por soluções requer a coordenação de esforços dos poderes municipal, estadual e federal."
Integração de dados geográficos e econômicos
O estudo dos dois pesquisadores avaliou os impactos econômicos das inundações na cidade de São Paulo por meio de um modelo espacial de Equilíbrio Geral Computável (Computable General Equilibrium – CGE) integrado aos dados de um Sistema de Informação Geográfica (Geographic Information System – GIS) relativo ao município.
Com essa ferramenta, capaz de sintetizar informações econômicas e geográficas por meio de avançados recursos computacionais, os pesquisadores localizaram 749 pontos de alagamento na cidade de São Paulo e todas as empresas situadas em raios de até 200 metros em torno de cada um deles, que são aquelas diretamente afetadas. A definição do raio a ser considerado foi feita a partir de visita de Santos a áreas tradicionalmente impactadas.
Os pesquisadores trabalharam com dados de 2008. Mas uma atualização, até 2013, está sendo finalizada e será apresentada em breve na dissertação de mestrado de Santos. A estimativa do prejuízo de mais de R$ 1 milhão por ponto de alagamento ao dia faz parte desse novo conjunto numérico.
"Note que medimos apenas as perdas decorrentes das interrupções da produção, do comércio e dos serviços. Não computamos os gastos com danificação de edifícios, veículos e equipamentos; destruição de mercadorias, bens particulares e instalações públicas; atendimento à saúde das pessoas afetadas; e tantos outros", sublinhou Haddad.
Repercussões no Estado e no país
Com 39 municípios em intenso processo de conurbação e cerca de 20 milhões de habitantes, a região metropolitana de São Paulo é, atualmente, a quarta maior aglomeração urbana do mundo. Como também ocorreu em outras das chamadas "cidades globais", o centro de gravidade de sua atividade econômica migrou, nas últimas décadas, da produção de mercadorias para prestação de serviços.
A cidade de São Paulo, núcleo da região metropolitana, está diretamente envolvida em 14,1% de todos os fluxos comerciais do país, com parceiros no Brasil e no exterior. Ao mesmo tempo, o setor produtivo se fragmentou, com a produção de componentes em diferentes estabelecimentos, integrados em longas cadeias de valor, que extrapolam os limites geográficos da região metropolitana e mesmo do estado. Tudo isso e o deslocamento diário de trabalhadores entre vários municípios dentro e fora da região metropolitana fazem com que um evento como o alagamento em ponto específico da cidade tenha, eventualmente, repercussões em escalas estadual, nacional ou até mesmo internacional.
"A situação é agravada pelas transformações que uma urbanização não planejada ou mal planejada ocasionou no uso da terra, com a ocupação e a impermeabilização das várzeas dos rios, em especial da bacia hidrográfica do Alto Tietê, e a consequente redução da drenagem das águas pluviais durante as chuvas fortes. E pelas "ilhas de calor", geradas na área metropolitana em decorrência da própria aglomeração urbana, que contribuem para a ocorrência e intensificação dos eventos extremos", acrescentou Haddad.
Segundo o pesquisador, a conclusão central do estudo é a de que, apesar de aparentemente local, o fenômeno das enchentes em São Paulo não pode ser equacionado em escala restrita, em razão de suas interações dentro e fora do sistema urbano. "Medidas relativas ao planejamento e ao controle do uso da terra precisam ser executadas em paralelo com projetos de engenharia que promovam a drenagem. Mas a compreensão de que o problema repercute muito além dos limites do município exige a coordenação de esforços nas esferas municipal, estadual e federal."
Fonte: Uol
Segurança hídrica é discutida em seminário da Fiesp sobre o reúso da água
O uso consciente dos recursos hídricos foi discutido na terça-feira (19) durante o Seminário Internacional sobre o Reúso de Água, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Durante o evento, o presidente do Conselho Mundial de Água, Benedito Braga, defendeu o conceito de segurança hídrica que, segundo ele, existe quando todos têm acesso físico e econômico à água em quantidade e qualidades suficiente para atender a demandas humanas, econômicas e ecológicas para que todos tenham uma vida ativa e saudável.
Braga ressaltou que a segurança hídrica se apoia em três pilares: humana, relacionada às necessidades básicas ligadas à higiene, saúde e alimentação. Socioeconômica, que busca fontes confiáveis de água que podem trazer padrões adequados de vida para a maioria da população. E ecológica, quando se preocupa com o retorno adequado da água para se manter o equilíbrio ecológico e a biodiversidade.
“Prover segurança à população é um dos deveres básicos do Estado. O aumento das necessidades sociais econômicas e ambientais dos povos em relação à água passa a ser um componente estrutural dessa segurança. Precisamos garantir o acesso seguro e sustentável à água para todos os indivíduos e setores da economia. Precisamos melhorar a capacidade de produção e garantir o uso múltiplo das águas e reduzir os riscos de catástrofes relacionadas à água”, ressaltou.
Dia Mundial da Água, criado há 20 anos pela Organização das Nações Unidas (ONU), será comemorado na sexta-feira, dia 22 de março. Braga lembrou que o ano de 2013 foi determinado pela ONU como o Ano Internacional da Cooperação da Água.
Fonte: Agência Brasil
Braga ressaltou que a segurança hídrica se apoia em três pilares: humana, relacionada às necessidades básicas ligadas à higiene, saúde e alimentação. Socioeconômica, que busca fontes confiáveis de água que podem trazer padrões adequados de vida para a maioria da população. E ecológica, quando se preocupa com o retorno adequado da água para se manter o equilíbrio ecológico e a biodiversidade.
“Prover segurança à população é um dos deveres básicos do Estado. O aumento das necessidades sociais econômicas e ambientais dos povos em relação à água passa a ser um componente estrutural dessa segurança. Precisamos garantir o acesso seguro e sustentável à água para todos os indivíduos e setores da economia. Precisamos melhorar a capacidade de produção e garantir o uso múltiplo das águas e reduzir os riscos de catástrofes relacionadas à água”, ressaltou.
Dia Mundial da Água, criado há 20 anos pela Organização das Nações Unidas (ONU), será comemorado na sexta-feira, dia 22 de março. Braga lembrou que o ano de 2013 foi determinado pela ONU como o Ano Internacional da Cooperação da Água.
Fonte: Agência Brasil
Apenas 67% dos municípios brasileiros controlam qualidade da água
Em todo o país, apenas 67% das cidades dispõem de mecanismos para fiscalizar e avaliar a qualidade da água, informou nesta terça-feira (19) o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto. Segundo ele, a meta é levar o serviço a 70% dos municípios neste ano. Até 2015, a taxa deve chegar a 75% das cidades do país.
O que caracteriza o controle é a capacidade de cadastrar as fontes de fornecimento de água e gerar dados de controle e vigilância sobre o serviço de abastecimento. Para Netto, esse desafio se tornará cada vez maior conforme a taxa avançar: “Depois que chegarmos aos 80%, avançar 2 pontos percentuais será um desafio maior do que é agora”.
O diretor do Ministério da Saúde participou de um painel sobre saneamento ambiental e promoção da saúde no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública, promovido esta semana pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Participante da mesma mesa, o professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Léo Heller, destacou a necessidade de se ampliar também a qualidade da distribuição de água, diferenciando cobertura de acesso.
“Acesso significa que a pessoa dispõe de um serviço de qualidade, e não apenas da ligação com o sistema de distribuição”, explicou.
Segundo Heller, pelos dados do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), 33% da população brasileira não têm acesso à água nos termos mencionados por ele, seja por não estar conectado a um sistema de distribuição ou por não receber água de qualidade. Cerca de 50% não dispõem de tratamento de esgoto.
O professor defendeu uma abordagem menos tecnocêntrica nos planos de saneamento, com uma visão mais ampla dos problemas dos locais onde os projetos serão implementados: “É preciso que a percepção da população seja captada. Em grandes investimentos de infraestrutura, se perde essa dimensão, o que compromete os esforços públicos.”
Heller elogiou o Plansab, mas afirmou que ele deve moldar o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e não ser moldado por ele: “O PAC prioriza a visão física e perde a visão de política pública. Obra, em si, não é o suficiente. É preciso que seja algo estruturado.”
O doutor em engenharia lamentou ainda que alguns projetos que estão sendo preparados com base no Plansab sejam “arcaicos”: “Não basta planejar. O planejamento tem que modificar as decisões futuras. Muitos dos planejamentos que temos analisado infelizmente não farão isso. Podem cumprir as datas estipuladas, mas não vão alterar a tomada de decisões no futuro”.
Fonte: Agência Brasil
O que caracteriza o controle é a capacidade de cadastrar as fontes de fornecimento de água e gerar dados de controle e vigilância sobre o serviço de abastecimento. Para Netto, esse desafio se tornará cada vez maior conforme a taxa avançar: “Depois que chegarmos aos 80%, avançar 2 pontos percentuais será um desafio maior do que é agora”.
O diretor do Ministério da Saúde participou de um painel sobre saneamento ambiental e promoção da saúde no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública, promovido esta semana pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Participante da mesma mesa, o professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Léo Heller, destacou a necessidade de se ampliar também a qualidade da distribuição de água, diferenciando cobertura de acesso.
“Acesso significa que a pessoa dispõe de um serviço de qualidade, e não apenas da ligação com o sistema de distribuição”, explicou.
Segundo Heller, pelos dados do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), 33% da população brasileira não têm acesso à água nos termos mencionados por ele, seja por não estar conectado a um sistema de distribuição ou por não receber água de qualidade. Cerca de 50% não dispõem de tratamento de esgoto.
O professor defendeu uma abordagem menos tecnocêntrica nos planos de saneamento, com uma visão mais ampla dos problemas dos locais onde os projetos serão implementados: “É preciso que a percepção da população seja captada. Em grandes investimentos de infraestrutura, se perde essa dimensão, o que compromete os esforços públicos.”
Heller elogiou o Plansab, mas afirmou que ele deve moldar o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e não ser moldado por ele: “O PAC prioriza a visão física e perde a visão de política pública. Obra, em si, não é o suficiente. É preciso que seja algo estruturado.”
O doutor em engenharia lamentou ainda que alguns projetos que estão sendo preparados com base no Plansab sejam “arcaicos”: “Não basta planejar. O planejamento tem que modificar as decisões futuras. Muitos dos planejamentos que temos analisado infelizmente não farão isso. Podem cumprir as datas estipuladas, mas não vão alterar a tomada de decisões no futuro”.
Fonte: Agência Brasil
Rio Grande do Sul quer incluir carvão mineral no leilão de energia deste ano
O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse na terça-feira (19) ao governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, que o governo federal poderá considerar a inclusão de usinas térmicas movidas a carvão mineral na formulação das diretrizes para a realização do próximo leilão de energia A-5, marcado para o segundo semestre deste ano. Segundo o MME, o ministro concordou que a geração elétrica a carvão é importante para o desenvolvimento regional, mas ressaltou que o preço desse tipo de energia precisa ser competitivo.
Tarso Genro manifestou o interesse de seu governo incrementar a geração de energia elétrica a carvão, considerando as grandes reservas do mineral na Região Sul do país. Ele ressaltou a importância das usinas termelétricas a carvão para a geração elétrica na base, além de ser uma indústria que pode gerar empregos e dar suporte ao desenvolvimento econômico do estado. O governador gaúcho considerou ainda o fato de que atualmente existem tecnologias que atendem aos requisitos ambientais no uso do carvão mineral como combustível.
Fonte: Agência Brasil
Tarso Genro manifestou o interesse de seu governo incrementar a geração de energia elétrica a carvão, considerando as grandes reservas do mineral na Região Sul do país. Ele ressaltou a importância das usinas termelétricas a carvão para a geração elétrica na base, além de ser uma indústria que pode gerar empregos e dar suporte ao desenvolvimento econômico do estado. O governador gaúcho considerou ainda o fato de que atualmente existem tecnologias que atendem aos requisitos ambientais no uso do carvão mineral como combustível.
Fonte: Agência Brasil
Uso de carros ‘verdes’ pode reduzir poluição nos EUA em 80% até 2050
Automóveis que usam combustíveis alternativos e ecologicamente corretos podem reduzir as emissões de gases-estufa nos Estados Unidos em cerca de 80% até 2050, caso sejam adotados para deslocamentos diários no país, afirma uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18).
O uso destes veículos reduziria em mais de 10% a contaminação que os EUA provocam na atmosfera mundial. Carros particulares e os pequenos caminhões são responsáveis por aproximadamente 17% das emissões de gases-estufa no país, afirma o estudo.
A análise foi divulgada pelo Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA e pela Academia Nacional de Ciências (NAS, na sigla em inglês). Os veículos “verdes” custam mais caro do que os veículos tradicionais, fator que pode desestimular os consumidores. Mas os benefícios a longo prazo são maiores que os custos iniciais, aponta o relatório.
O estudo prevê que futuros automóveis e pequenos caminhões vão ser capazes de circular por 42,5 quilômetros com um litro de combustível. Veículos com tecnologias mais eficientes – leves, com design aerodinâmico – poderiam combinar fontes de energia alternativas, como biocombustíveis, eletricidade e hidrogênio, reduzindo também o uso do petróleo em 80% até 2050, segundo o informe.
Sem solução única – Não há uma única solução prevista, mas entre os combustíveis incluídos estão o etanol e o biodiesel, que já são produzidos em grande escala. O gás natural foi descartado, pois suas emissões de gases-estufa são altas demais.
O estudo também destacou “um potencial muito maior” nos combustíveis produzidos a partir de resíduos de madeira, palha de trigo e milho, conhecidos como combustíveis de biomassa lignocelulósica.
“Este combustível é projetado para ser um substituto direto da gasolina e poderia levar a grandes reduções no uso do petróleo e nas emissões de gases de efeito estufa”, afirmaram os cientistas, na pesquisa.
O levantamento examinou os veículos elétricos híbridos, os veículos elétricos “de tomada” e os veículos elétricos a bateria que já estão no mercado, como o Toyota Prius e o Chevrolet Volt, assim como os veículos elétricos a pilha de hidrogênio, como o Mercedes F-Cell, cujo lançamento no mercado está previsto para 2014.
Segundo a pesquisa da Academia Nacional de Ciências, durante ao menos uma década os preços dos veículos permanecerão altos, embora o combustível para fazê-los funcionar seja mais barato e mais ecológico.
Ainda assim, o estudo disse que os benefícios para a sociedade em termos de economia de energia, redução no consumo de petróleo e diminuição das emissões-estufa seriam “muito maiores do que os custos projetados”.
As metas estabelecidas serão “difíceis mas não impossíveis de cumprir”, desde que se orientem por fortes políticas públicas, afirma a pesquisa, financiada pelo setor de energias renováveis do Departamento de Energia dos EUA.
Fonte: G1
O uso destes veículos reduziria em mais de 10% a contaminação que os EUA provocam na atmosfera mundial. Carros particulares e os pequenos caminhões são responsáveis por aproximadamente 17% das emissões de gases-estufa no país, afirma o estudo.
A análise foi divulgada pelo Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA e pela Academia Nacional de Ciências (NAS, na sigla em inglês). Os veículos “verdes” custam mais caro do que os veículos tradicionais, fator que pode desestimular os consumidores. Mas os benefícios a longo prazo são maiores que os custos iniciais, aponta o relatório.
O estudo prevê que futuros automóveis e pequenos caminhões vão ser capazes de circular por 42,5 quilômetros com um litro de combustível. Veículos com tecnologias mais eficientes – leves, com design aerodinâmico – poderiam combinar fontes de energia alternativas, como biocombustíveis, eletricidade e hidrogênio, reduzindo também o uso do petróleo em 80% até 2050, segundo o informe.
Sem solução única – Não há uma única solução prevista, mas entre os combustíveis incluídos estão o etanol e o biodiesel, que já são produzidos em grande escala. O gás natural foi descartado, pois suas emissões de gases-estufa são altas demais.
O estudo também destacou “um potencial muito maior” nos combustíveis produzidos a partir de resíduos de madeira, palha de trigo e milho, conhecidos como combustíveis de biomassa lignocelulósica.
“Este combustível é projetado para ser um substituto direto da gasolina e poderia levar a grandes reduções no uso do petróleo e nas emissões de gases de efeito estufa”, afirmaram os cientistas, na pesquisa.
O levantamento examinou os veículos elétricos híbridos, os veículos elétricos “de tomada” e os veículos elétricos a bateria que já estão no mercado, como o Toyota Prius e o Chevrolet Volt, assim como os veículos elétricos a pilha de hidrogênio, como o Mercedes F-Cell, cujo lançamento no mercado está previsto para 2014.
Segundo a pesquisa da Academia Nacional de Ciências, durante ao menos uma década os preços dos veículos permanecerão altos, embora o combustível para fazê-los funcionar seja mais barato e mais ecológico.
Ainda assim, o estudo disse que os benefícios para a sociedade em termos de economia de energia, redução no consumo de petróleo e diminuição das emissões-estufa seriam “muito maiores do que os custos projetados”.
As metas estabelecidas serão “difíceis mas não impossíveis de cumprir”, desde que se orientem por fortes políticas públicas, afirma a pesquisa, financiada pelo setor de energias renováveis do Departamento de Energia dos EUA.
Fonte: G1
Leão-marinho atravessa avenida em Balneário Camboriú/SC
Um leão-marinho saiu da água, passou pela areia da praia e atravessou a avenida na faixa de pedestres. O fato inusitado aconteceu neste sábado (16) em Balneário Camboriú, Santa Catarina. De acordo com a Guarda Municipal, o animal atravessou a avenida Atlântica por volta das 17h10.
A aparição chamou a atenção de turistas e moradores que logo se aglomeraram para ver o animal. Algumas pessoas jogaram água no leão-marinho. Bombeiros foram acionados para dar apoio e a avenida litorânea foi fechada. Por volta das 19h o animal, de cerca de 3 metros de comprimento, retornou a água, aparecendo novamente em três lugares distintos no mar e causando novamente aglomeração de pessoas.
Fonte: Portal iG
A aparição chamou a atenção de turistas e moradores que logo se aglomeraram para ver o animal. Algumas pessoas jogaram água no leão-marinho. Bombeiros foram acionados para dar apoio e a avenida litorânea foi fechada. Por volta das 19h o animal, de cerca de 3 metros de comprimento, retornou a água, aparecendo novamente em três lugares distintos no mar e causando novamente aglomeração de pessoas.
Fonte: Portal iG
Comlurb conclui remoção de 72 t de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio
A Comlurb, empresa responsável pela limpeza pública do Rio de Janeiro, informou neste sábado que concluiu a operação para retirar as 72 toneladas de peixes mortos do espelho d’água da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a empresa, os índices de oxigênio na água, que chegaram a 4 na quarta-feira, estão abaixo dos níveis 2, o que levou a bandeira vermelha (indicativa de qualidade) a ser retirada.
A Comlurb informou que a operação foi realizada dentro do prazo previsto e que 194 garis, apoiados de quatro embarcações, caminhões e kombis, realizaram a remoção dos peixes. A empresa informa que apenas os garis que atuam na limpeza de rotina da área seguem atuando no local e que estão trabalhando para remover os peixes que ficam presos na vegetação para garantir que não haja mau cheiro.
Segundo a secretaria municipal de Meio Ambiente, a mortandade foi causada pelas chuvas dos últimos dias que teriam levado grande quantidade de matéria orgânica. Esta é a segunda maior mortandade de peixes da história na lagoa. Em 2009, a prefeitura recolheu mais de 100 toneladas no maior desastre ambiental em um dos cartões postais do Rio de Janeiro.
A Comlurb informou que a operação foi realizada dentro do prazo previsto e que 194 garis, apoiados de quatro embarcações, caminhões e kombis, realizaram a remoção dos peixes. A empresa informa que apenas os garis que atuam na limpeza de rotina da área seguem atuando no local e que estão trabalhando para remover os peixes que ficam presos na vegetação para garantir que não haja mau cheiro.
Segundo a secretaria municipal de Meio Ambiente, a mortandade foi causada pelas chuvas dos últimos dias que teriam levado grande quantidade de matéria orgânica. Esta é a segunda maior mortandade de peixes da história na lagoa. Em 2009, a prefeitura recolheu mais de 100 toneladas no maior desastre ambiental em um dos cartões postais do Rio de Janeiro.
Fonte: Terra
UE proíbe venda de cosméticos com ingredientes testados em animais
A União Europeia baniu a venda de novos cosméticos contendo ingredientes testados em animais, com efeito imediato nesta segunda-feira (11).
Os grupos de defesa dos animais comemoraram a medida, mas representantes da indústria, que movimenta cerca de R$80 bilhões, afirmou que a proibição frearia a inovação do setor.
Além disso, embora a proibição vá salvar a medida de milhares de animais como cachorros, coelhos e porcos-da-índia, os efeitos para o consumidor não serão imediatamente notados, porque os produtos que contêm ingredientes que foram testados em animais antes da medida continuarão à venda.
A Comissão Europeia afirmou que a decisão “está alinhada com o que muitos cidadãos europeus acreditam: que o desenvolvimento de produtos cosméticos não precisa ser feito com testes em animais”.
O bloco econômico proíbe testes em animais de cosméticos prontos desde 2004, mas a proibição de testes de ingredientes em animais só foi proposta há quatro anos, mas deixou brechas para alguns procedimentos, após a resistência dos fabricantes.
Os mercados americano e asiático ainda não têm medidas similares.
Grupos como a Humane Society International celebrou a decisão, como um passo para acabar com o sofrimento animal, dizendo que a União Europeia se tornou “o maior mercado mundial de cosméticos livres de crueldade”. Segundo Kathy Guillermo, vice-presidente da divisão de investigação de laboratórios da ONG Peta (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais), a proibição progressiva dos testes “abriu caminho para uma nova era de ciência sem animais” na Europa.
Mas representantes do setor alertam que a proibição veio cedo demais, porque ainda não existem alternativas para alguns testes específicos, sem os quais não é possível garantir a segurança de todos os ingredientes.
Mas a Comissão Europeia afirmou que deverá levar o tema com seus parceiros comerciais, como Estados Unidos e China, para promover a universalização da proibição. “A Comissão fara deste tema uma parte integral de sua agenda e cooperação internacional,” disse em comunicado.
Novos cosméticos produzidos fora da Europa contendo ingredientes testados em animais ainda podem ser vendidos na Europa, desde que seus fabricantes consigam provar sua segurança à UE sem usar dados fornecidos por estes testes. E a proibição não valerá para ingredientes considerados farmacêuticos e não cosméticos, por estarem sob leis diferentes.
Fonte: Portal iG
Os grupos de defesa dos animais comemoraram a medida, mas representantes da indústria, que movimenta cerca de R$80 bilhões, afirmou que a proibição frearia a inovação do setor.
Além disso, embora a proibição vá salvar a medida de milhares de animais como cachorros, coelhos e porcos-da-índia, os efeitos para o consumidor não serão imediatamente notados, porque os produtos que contêm ingredientes que foram testados em animais antes da medida continuarão à venda.
A Comissão Europeia afirmou que a decisão “está alinhada com o que muitos cidadãos europeus acreditam: que o desenvolvimento de produtos cosméticos não precisa ser feito com testes em animais”.
O bloco econômico proíbe testes em animais de cosméticos prontos desde 2004, mas a proibição de testes de ingredientes em animais só foi proposta há quatro anos, mas deixou brechas para alguns procedimentos, após a resistência dos fabricantes.
Os mercados americano e asiático ainda não têm medidas similares.
Grupos como a Humane Society International celebrou a decisão, como um passo para acabar com o sofrimento animal, dizendo que a União Europeia se tornou “o maior mercado mundial de cosméticos livres de crueldade”. Segundo Kathy Guillermo, vice-presidente da divisão de investigação de laboratórios da ONG Peta (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais), a proibição progressiva dos testes “abriu caminho para uma nova era de ciência sem animais” na Europa.
Mas representantes do setor alertam que a proibição veio cedo demais, porque ainda não existem alternativas para alguns testes específicos, sem os quais não é possível garantir a segurança de todos os ingredientes.
Mas a Comissão Europeia afirmou que deverá levar o tema com seus parceiros comerciais, como Estados Unidos e China, para promover a universalização da proibição. “A Comissão fara deste tema uma parte integral de sua agenda e cooperação internacional,” disse em comunicado.
Novos cosméticos produzidos fora da Europa contendo ingredientes testados em animais ainda podem ser vendidos na Europa, desde que seus fabricantes consigam provar sua segurança à UE sem usar dados fornecidos por estes testes. E a proibição não valerá para ingredientes considerados farmacêuticos e não cosméticos, por estarem sob leis diferentes.
Fonte: Portal iG
terça-feira, 19 de março de 2013
A Alma de Hitchcock
Ana Echevenguá
Adoro cinema. Bons
filmes. Não gosto de assistir à premiação do Oscar porque não entendo a avaliação
que eles fazem da produção cinematográfica. E ontem, assistindo ao filme ‘Hitchcock’,
soube que este não faz parte da lista dos ganhadores desse troféu. O que só
reforça meu ‘não gostar’.
O roteiro
ampare-se no livro "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho", de Stephen Rebello. A reprodução dos
anos 60 é perfeita. E o enfoque dado às mulheres que trabalharam com Hitchcock é muito
importante. Elas demonstram eficiência nas várias jornadas que desempenham. As atrizes
deixam claro que são atrizes e mães. E que querem dar continuidade a esses
papéis.
Eu nunca ouvira
falar da esposa de Hitch. De sua Alma. Nome perfeito para a mulher que o
acompanha na cama, na cozinha e nos bastidores; que cuida de sua alimentação e
o obriga a atividades físicas; que mantém acesa a chama do amor num casamento
de 30 anos...
Há tantas Almas
espalhadas pelo mundo! Nascemos para produzir grandes obras. Na maior parte das
vezes, em parceria com os parceiros que elegemos.
Helen Mirren já havia feito algo
parecido. Em 2009, interpretou Sofya Andreyevna, esposa de Leon Tolstoi, no
filme “A última estação”. Assim como Alma, Sofya foi grande colaboradora das
obras do marido.
Helen é uma mulher que, na tela,
sem se despir totalmente, evidencia a doçura e o magnetismo da sedução feminina;
a energia sexual que deve permear os relacionamentos amorosos... é inesquecível
uma das cenas eróticas do filme "Red
- Aposentados e Perigosos", em que ela faz amor na grama.
A mulher do século
XXI padece dos mesmos males que experimentou a mulher dos séculos passados. Estamos
em 2013. Segundo dados atuais da ONU –
Organização das Nações Unidas -, sete em cada dez mulheres em todo o mundo foram
vítimas de abusos físicos ou sexuais em algum momento de sua vida (na maioria
dos casos, a violência é doméstica).
Mas, acho que a ONU
não contabilizou a injúria nesses dados, que também é uma forma de violência. Tão
destrutiva que é passível indenização pelos prejuízos que provoca.
Voltando ao Hitchcock! Alma – através da
talentosa Helen Mirren e do diretor Sacha Gervasi – passou seu recado: ao lado (e
não atrás) de um grande homem há sempre uma grande mulher.
Portanto, é um filme
que toda mulher deve assistir, analisar, ... principalmente as “ilustres
desconhecidas”, que contribuem para o sucesso de seus parceiros e/ou cônjuges. E
que – na maior parte das vezes – não são valorizadas.
Ana Echevenguá,
advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação, presidente do
Instituto Eco&Ação e da Academia Livre das Água, e-mail:
ana@ecoeacao.com.br.
domingo, 17 de março de 2013
“No”
Ana Echevenguá
“... E o fascismo é fascinante deixa a gente
ignorante e fascinada. É tão fácil ir adiante e se esquecer que a coisa toda tá
errada...” - ‘Toda forma de
poder’ de Humberto Gessinger (da banda extinta Engenheiros do Hawai).
O filme ‘No’ é uma boa oportunidade para
pensarmos sobre a verdadeira história da nossa América Latina.
Não é uma megaprodução cinematográfica, com
atores pouco conhecidos... nem sei se concorreu ao Oscar!
O tema é fantástico: como transformar o fim da
ditadura chilena num “produto vendável e atrativo ao consumidor (eleitor)”? Em
1988, Pinochet é obrigado a levar o povo às urnas para decidir – através de um
plebiscito – sobre a continuidade do seu governo ditatorial.
E o povo tem que decidir “Si” ou “No”.
Os pensadores da campanha eleitoral do “No”
apresentam uma proposta insólita para os quinze minutos televisivos da campanha
eleitoral. Primeira oportunidade de manifestação após quinze anos de mordaça.
Sem pieguice, ficou entendido que o mesmo caixa
que colocou Pinochet no poder remunera os marqueteiros que pretendem tirá-lo.
À primeira vista, parece inacreditável que o
eleitor chileno tenha que ser seduzido para adquirir o produto ‘fim da ditadura’.
Mas, uma fala de um dos generais de Pinochet – comendo bergamota no pomar - explica
tudo: “o povo não está interessado nessa
campanha, o povo está dormindo”.
“América Latina, Latina América
Amada América, de sangue e suor.
Amada América, de sangue e suor.
Talvez
um dia o gemido das masmorras
E o suor dos operários e mineiros
Vão se unir à voz dos fracos e oprimidos
E as cicatrizes de tantos guerrilheiros
Talvez um dia o silêncio dos covardes
Nos desperte da inconsciência deste sono.”
E o suor dos operários e mineiros
Vão se unir à voz dos fracos e oprimidos
E as cicatrizes de tantos guerrilheiros
Talvez um dia o silêncio dos covardes
Nos desperte da inconsciência deste sono.”
Dante
Ramon Ledesma
Dormindo e cicatrizados. Anestesiados e
oprimidos. Fascinados e inconscientes. Óbvio! Os chilenos já haviam
experimentado as farsas dos plebiscitos fraudulentos de 1978 e de 1980, que
deram legitimidade e prorrogação à ditadura. Este parecia ser mais uma fraude.
Ainda da canção “Toda forma de poder” de
Humberto Gessinger (da banda extinta Engenheiros do Hawai): “Fidel e Pinochet tiram sarro de você que
não faz nada”.
(E, pensando o momento atual brasileiro, o
resultado das eleições de 2012, podemos dizer também que – de igual sorte - estamos
anestesiados e adormecidos... em berço esplêndido. Agora, por exemplo, o que
importa é o futebol da Copa que está por vir).
Afinal, já nos acostumamos à legitimação de inúmeras ilegalidades,
irregularidades, arbitrariedades... tudo para preservar os interesses espúrios dos Detentores do Poder e de seus amigos e apadrinhados. Parece pacífico
que, aqui, o Estado não mais existe para resguardar os
direitos do homem. “A história
se repete, mas a força deixa a história mal contada...”.
Embora eu não veja mais poesia e romantismo
nas eleições – até mesmo as para diretor de escola ou de associação de bairro –
finalizo com os versos de Neruda, escritos em sua juventude, em 1924 (Vinte
Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada). Que me fazem pensar: ao escrevê-los,
pensava na mulher amada ou na liberdade e na justiça, direitos pelos quais
lutaria anos mais tarde?
“Não te quero senão porque te quero
e de querer-te a não te querer eu quero
e de esperar-te quando não te espero
passa o meu coração de frio ao fogo.
Te quero só porque a ti eu te quero,
do ódio sem fim, e odiando-te rogo,
e a medida de meu amor viajante
é não ver-te e amar-te como um cego. Talvez
consumirá a luz de janeiro,
seu raio cruel, meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego.
Nesta historia tão só eu me faleço
e morro de amor porque te quero,
porque te quero, amor, a sangue e fogo”.
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