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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Tecnologias sociais levam água potável à população carente

Fundação Banco do Brasil em parceria com a entidade Articulação do Semiárido e a ONG Verdejar inauguram cisternas também no Complexo do Alemão e melhoram qualidade de vida da comunidade

Graças ao poder das tecnologias sociais que unem soluções simples e de baixo custo, desenvolvidas com o envolvimento da comunidade, regiões carentes pelo Brasil afora já recebem água potável. O sistema de cisternas criado na própria região consiste na construção de reservatório de água, instalados ao lado da casa das famílias.
Durante o governo Lula mais de 400 mil cisternas foram instaladas e a meta é que esse número chegue a 800 mil com a presidente Dilma. A fim de contribuir com o aumento do número de cisternas, a Fundação Banco do Brasil e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome selaram o compromisso de construir mais 60 mil pelo Brasil.
Em parceria com a entidade Articulação do Semiárido – ASA – e a ONG Verdejar, foram construídas várias dessas cisternas em comunidades do sertão brasileiro. Durante a Rio +20 foi inaugurada também uma cisterna na comunidade Sérgio Silva, no Complexo do Alemão.
Desenvolvida por meio de placas de cimento em formato cilíndrico, as cisternas armazenam a água de chuvas que escorrem de calhas do telhado por meio de um cano. Elas suportam em média, 16 mil litros de água, suprindo a necessidade de uma família de 5 a 6 pessoas.
A tecnologia, relativamente simples, representa uma solução de acesso à água para a população de baixa renda brasileira, além de melhorar a qualidade da água consumida. O sistema reduz também o aparecimento de doenças em crianças e adultos.
Essa é mais uma prova do poder das tecnologias sociais que diferentes das convencionais envolvem a comunidade e criam soluções como a geração de renda e segurança alimentar. Se você é professor e tem ideia diferenciada nesse setor, pode se inscrever no 3° Concurso Aprender e Ensinar.
O concurso
Em 2012 serão premiados seis professores – um de cada região do Brasil (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte) de nível fundamental e médio, e um de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. Serão também selecionados 64 finalistas, que irão a Brasília participar do Seminário Tecnologia Social na Educação, nos dias 22 a 23 de fevereiro.
Os finalistas ainda receberão um tablet, um troféu e terão seus trabalhos divulgados por todo Brasil. Todos os professores que se inscreverem no concurso ganharão uma assinatura da Revista Fórum até abril de 2013, um exemplar do livro sobre Geração de Trabalho e Renda, e passarão a integrar a rede de educadores.
As inscrições vão até o dia 26 de novembro.
Mais informações e inscrições: www.aprenderensinarts.com.br

Fonte: EcoDebate

Baixa coleta limita escala industrial na produção de biodiesel com óleo residual de fritura

Produção evita que resíduos cheguem ao meio ambiente, mas requer mudanças para aproveitar mais o óleo

A utilização de óleos residuais de fritura no Brasil em escala industrial na produção de biodiesel ainda é limitada pela pequena escala de coleta e armazenamento do óleo descartado, como mostra uma pesquisa do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP. O estudo desenvolvido pelo economista Carlos Augusto Valente de Arruda Botelho mostra que a produção evita que os resíduos poluam o meio ambiente. No entanto, o pesquisador aponta que são necessárias mudanças no processo de produção do biocombustível para viabilizar e ampliar o aproveitamento do óleo.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de janeiro a agosto de 2012, cerca de 0,6% do biodiesel produzido no Brasil foi proveniente de óleos residuais, volume que equivale a aproximadamente 10,2 milhões de litros de combustível. “Os óleos residuais provenientes de processos de fritura são rejeitos produzidos diariamente nos grandes centros urbanos, tanto em estabelecimentos comerciais (como bares, padarias, restaurantes, hotéis, shoppings, redes de fast-food, etc) como também nas residências”, diz Arruda Botelho.
A pesquisa foi orientada pela professora Suani Teixeira Coelho, do IEE, e teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O processo de produção convencionalmente adotado para a produção de biodiesel utiliza catalisadores alcalinos, o que exige que os óleos ou gorduras utilizados tenham baixos níveis de acidez. “Caso contrário, haverá a formação excessiva de sabões, prejudicando o rendimento e até mesmo a viabilidade do processo”, conta o pesquisador.
Durante o processo de fritura, os óleos e gorduras sofrem um processo de degradação que eleva o seu nível de acidez e, dependendo do estado de degradação em que se encontra o óleo residual, ele pode se tornar inadequado para a produção de biodiesel por intermédio do processo convencional. “Nesses casos, o óleo residual deve ser submetido a uma etapa de pré-tratamento para reduzir o seu nível de acidez, e depois, pode ser submetido ao processo convencional de produção de biodiesel”, observa Arruda Botelho.
De acordo com o economista, existem catalisadores e processos alternativos capazes de converter óleos e gorduras com elevado nível de acidez em biodiesel, entretanto, eles ainda são pouco utilizados em escala industrial. “Há também a opção de adicionar pequenas quantidades de óleos residuais aos óleos virgens utilizados pelas usinas, de modo que a qualidade final do óleo como um todo não seja comprometida para o uso no processo convencional”, acrescenta.
Matéria-prima
Arruda Botelho conta que os óleos residuais de fritura constituem uma matéria-prima muito heterogênea, e podem conter uma série de compostos químicos resultantes da degradação do óleo e uma série de contaminantes que podem comprometer a viabilidade do processo de produção e a qualidade do biodiesel produzido. ”Por exemplo, existem estabelecimentos utilizam óleo para fritar apenas alguns tipos de alimentos e que monitoram rigorosamente a qualidade do óleo utilizado, descartando-o quando o mesmo começa a demonstrar sinais de degradação. O óleo residual proveniente desses estabelecimentos é de boa qualidade para a produção de biodiesel”, ressalta.
“Por outro lado, também existem estabelecimentos que utilizam óleo para fritar os mais diversos tipos de alimentos, e que reutilizam o mesmo óleo por diversas vezes sem monitorar o seu estado de degradação”, afirma o pesquisador. “O resultado pode ser um óleo residual com elevado nível de degradação e com uma série de contaminantes que podem comprometer a qualidade do biodiesel”.
No Brasil, é crescente o número de iniciativas voltadas à coleta e ao aproveitamento dos óleos como insumo para a produção de biodiesel, destaca Arruda Botelho. “A coleta geralmente é feita por meio de empresas e cooperativas especializadas, que coletam o óleo descartado em pontos de maior concentração (como restaurantes, redes de fast-food e estabelecimentos comerciais em geral) e também em pontos de entrega voluntária, nos quais os cidadãos descartam o óleo consumido em suas residências”, conta. “O óleo passa por um processo de triagem e de remoção de resíduos, e depois, é vendido para as usinas produtoras de biodiesel”.
O economista ressalta que apesar das iniciativas crescentes que estão surgindo no Brasil e dos resultados favoráveis, a viabilização da produção de biodiesel a partir de óleos residuais de fritura em escala industrial requer uma escala muito maior de coleta desse material. “Isso exige maior coordenação e tecnificação das atividades relacionadas à logística de coleta e armazenamento dos óleos descartados, que ainda é muito incipiente no País”, observa.
Mais informações: email kavabusp@gmail.com, com Carlos Augusto Valente de Arruda Botelho

Fonte: EcoDebate

Limpeza de locais de águas subterrâneas contaminadas pode exigir décadas

Pelo menos 126 mil locais nos EUA tem as reservas de águas subterrâneas contaminadas e requerem remediação, sendo que cerca de 10 % destes locais são considerados “complexos”, ou seja, cuja restauração é improvável de ser alcançada nas próximas décadas, devido a limitações tecnológicas. Esta conclusão consta de um novo relatório [Alternatives for Managing the Nation's Complex Contaminated Groundwater Sites] da National Academy of Sciences. O relatório acrescenta que o custo estimado da limpeza completa nesses locais varia de 110 a 127 bilhões de dólares, mas os números, tanto quanto ao número de locais como de custos estão provavelmente subestimados.
Vários programas nacionais e estaduais de remediação foram desenvolvidos ao longo das últimas três décadas, visando mitigar os impactos negativos na saúde humana e reduzir os riscos ecológicos causados pela contaminação subterrânea.
O Departamento de Defesa dos EUA já gastou cerca de US $ 30 bilhões em remediação de resíduos perigosos para resolver heranças passadas de suas operações industriais. No entanto, estes locais representam cerca de 3,4 % do total dos locais que requerem remediação, mas muitos deles apresentam os maiores desafios técnicos para a restauração e com custos muito mais elevados
“A completa remoção de contaminantes da água subterrânea, possivelmente em milhares de locais nos EUA é improvável, e, ao que tudo indica, não existem inovações tecnológicas, em um horizonte de tempo próximo, que poderiam superar os desafios do restabelecimento das águas subterrâneas contaminadas para padrões de água potável”, disse Michael Kavanaugh, um dos pesquisadores envolvidos no relatório.
“O tema central deste relatório é a forma como a nação deve lidar com os locais onde a contaminação residual permanece acima dos níveis necessários para conseguir a restauração”, afirmou Kavanaugh.
O comitê disse que, se um remédio em um local chega a um ponto onde os gastos contínuos trazem pouca ou nenhuma redução de risco antes de atingir os padrões de água potável, uma reavaliação da estratégia para a limpeza do local, chamada de avaliação de transição, deve ocorrer. O comitê concluiu que economia de custos são esperados com a implementação oportuna do processo de avaliação de transição, mas o financiamento ainda será necessário para manter a gestão em longo prazo nesses locais complexos.
O relatório deve servir de alerta porque a situação no Brasil não deve ser muito melhor e sequer desenvolvemos um mapeamento das áreas em que as reservas de águas subterrâneas estão contaminadas, quanto mais o planejamento integrado de remediação.
No nosso caso, tal como nos EUA, acumulamos décadas de contaminação por rejeitos industriais e agrícolas, mas também acumulamos décadas de contaminação por poluentes orgânicos, em especial pelo esgoto despejado in natura.
O relatório, sobre os EUA, indica que, em um horizonte de tempo próximo, não surgirão novas tecnologias que permitam resolver a contaminação em menos tempo e com menor custos.
No nosso caso, sequer chegamos à necessária vontade política de identificar o problema, quanto mais resolve-lo.
Da redação do EcoDebate, com informações de Jennifer Walsh, da National Academy of Sciences.

Fonte: EcoDebate

Tokelau torna-se o primeiro território do mundo 100% movido a energia solar

O arquipélago de Tokelau, no Pacífico Sul, tornou-se o primeiro território do mundo a obter toda sua energia através da luz do sol.

Até agora, o país dependia exclusivamente do diesel importado para suprir suas necessidades energéticas.

Cerca de 4 mil painéis solares foram construídos nos três atóis que formam o arquipélago: Atafu, Nukunonu e Fakaofo. O último painel foi instalado no começo desta semana.

O projeto, que custou US$ 7 milhões (R$ 14 milhões), foi financiado pela vizinha Nova Zelândia, que administra o território.

“O Projeto de Energia Renovável de Tokelau é pioneiro no mundo. Os três principais atóis do arquipélago agora tem capacidade solar suficiente, em média, para suprir suas necessidades energéticas”, afirmou o ministro de Relações Exteriores da Nova Zelândia, Murray McCully, em um comunicado.

“Até agora, Tokelau era integralmente dependente do diesel importado, o que implicava em pesados custos econômicos e ambientais”, acrescentou ele.

O coordenador do projeto, Mike Bassett-Smith, afirmou que a iniciativa representou uma “pedra fundamental de grande importância” para o arquipélago, que, a partir de agora, poderá investir no bem-estar de sua população.

O arquipelágo de Tokelau está localizado entre a Nova Zelândia e o Havaí.

Grande parte de seus 1,5 mil habitantes vive da agricultura de subsistência, mas muitos acabam decidindo viver na Nova Zelândia ou na Samoa.

A iniciativa foi realizada em parte por temores de elevação do mar devido às alterações climáticas.

Fonte: Portal iG

Razões e estratégias do Ecossocialismo


O famoso marxista italiano Antonio Gramsci dizia que o revolucionário socialista deve combinar o pessimismo da razão com o otimismo da vontade. Desse modo, dividirei em duas partes este artigo que discute as alternativas de desenvolvimento para superar o modelo produtivista-consumista. Em primeiro lugar, tratarei do pessimismo da razão: as coisas vão mal. E, em seguida, do otimismo da vontade: quem sabe, elas podem mudar, e um caminho para isso é o do ecossocialismo.

ONU alerta para quantidade de lixo urbano produzido no mundo


A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou nesta terça, dia 6, um alerta sobre a quantidade do lixo produzido pelas cidades em todo o mundo. De acordo como o Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), os governos devem tomar medidas urgentes para evitar o que chamou de uma ameaça de “crise global de resíduos”, um problema que traria consequências não só para o meio ambiente, mas também para a saúde humana.

Camada de poluição provoca neblina na Índia


A cidade de Nova Délhi, capital da Índia, amanheceu nesta quarta-feira (7) com uma neblina, que é agravada pela poluição. O fenômeno é conhecido como “smog”, termo em inglês que faz uma junção entre as palavras “smoke” (fumaça) e “fog” (neblina) e era bastante comum nas cidades inglesas no auge da Revolução Industrial.

De cada 100 L de água, 36 L se perdem até chegar na sua casa

De cada 100 litros de água coletados, apenas 64 chegam sãos e salvos na casa do brasileiro, em média. O restante fica pelo caminho. Um desperdício imperdoável para um recurso tão precioso e cada vez mais escasso. O alerta, feito durante o EXAME Fórum Sustentabilidade nesta quarta-feira, vem do Instituto Trata Brasil, que periodicamente divulga relatórios sobre a situação do saneamento e do acesso à água nos estados brasileiros.

Eco & Ação

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