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terça-feira, 8 de julho de 2014

A verdade sobre as gorduras trans

Em novembro de 2013, o Food and Drugs Administration (FDA) anunciou que estava por iniciar um processo que retirará inteiramente a gordura TRANS dos alimentos que a contém. Este será um movimento considerado “salva-vidas”, conforme afirmam especialistas em nutrição. Todos os que atuam no campo da saúde pública sabem há anos que não existe uma quantidade mínima tolerável de consumo de gorduras TRANS.


Uma parte do comunicado do FDA estabelece que “ baseado em novas evidências científicas e nas pesquisas especializadas, o Food and Drugs Administration determinou que óleos parcialmente hidrogenados, que fazem parte da fonte primária da produção de ácidos graxos TRANS, não são reconhecidos como seguros sob qualquer forma em alimentos – baseando-se nas evidências científicas modernas – promovendo riscos à saúde. Considera-se que os TRANS são aditivos alimentares”.

Gorduras TRANS foram desenvolvidas para aumento da durabilidade dos produtos em prateleiras. Este tipo de gordura, presente em praticamente TODOS os produtos alimentícios industrializados, é responsável pela oxidação da fração LDL do colesterol, incentivando a formação de placas que culminarão por obstruir a circulação em determinadas áreas do corpo. Isso é responsável pela evolução de muitos quadros de doenças cardio-circulatórias e de morte, principalmente em pessoas jovens.

Muitos estudos relacionados à nocividade das gorduras TRANS são realizados e concluídos desde 1.957 e, somente agora, o FDA passou a levar mais a sério as conclusões. Entretanto, pressões intensas provindas das indústrias alimentícias contrapropuseram a ação em sua totalidade, levando o FDA a admitir uma quantidade bem pequena de gordura TRANS nos alimentos fabricados, tentando convencer que existe uma margem orgânica de tolerância do organismo e que não faz mal algum.

Ora, é bem sabido que NENHUMA quantidade desta gordura é tolerada pelo nosso corpo. Quando se lê um rótulo de alimento industrializado como contendo ZERO de gordura TRANS, podemos ter a certeza de que existe uma pequena quantidade dentro do estabelecido como TOLERáVEL, conforme os próprios órgãos regulamentadores admitem e permitem.

Fica claro que o maior interesse está no lucro e não na SAÚDE. As autoridades preferem fechar os olhos para o problema, porque senão podem colocar em risco a arrecadação de recursos. O que é mais importante aos governos do que a arrecadação?

Países da América Latina, África e Ásia continuarão consumindo alimentos processados com gordura TRANS, porque não existem sérias limitações ao uso. Infelizmente, consegue-se convencer o público quanto à não presença dessas substâncias simplesmente enunciadas nos rótulos. Como fazer a população entender que, por exemplo, TODAS as formas de margarina são produzidas com esse tipo de gordura, mesmo aquela que é propagada como “protetora do coração”, incentivada até mesmo pela Sociedade de Cardiologia, órgão máximo da especialidade? O mesmo ocorre com as bolachas, biscoitos, salgadinhos etc. O que fazer? Deixar que continuem a nos ludibriar?

Com tudo isto, podemos imaginar que a informação é o maior elemento de esclarecimento para que possamos concluir e tomar atitudes de proteção às famílias. Como somos enganados há muito tempo, cabe-nos o papel de eliminar a compra de produtos sabidamente nocivos à saúde e que estão sendo oferecidos diuturnamente para o deleite do paladar.

Coitadas das nossas criancinhas!

Fonte: Mercado Ético

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