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quarta-feira, 8 de março de 2017

Pesquisadores avaliam revisão de meta para frear aquecimento global

Cientistas de onze países se reúnem no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), nesta segunda-feira (6), para dar início a um estudo para avaliar a possibilidades de reduzir em 0,5 °C a meta limite de aumento da temperatura global prevista no Acordo de Paris. O pacto contra as alterações climáticas, firmado em 2015, tem como objetivo impedir que a elevação da temperatura do planeta nos próximos anos ultrapasse 2 ºC.


O estudo foi pedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) ao Painel de Cientistas Climáticos (IPCC) e os resultados serão apresentados às autoridades políticas participantes do acordo em 2018.

Na prática, se alterado o teto permitido ao aumento da temperatura, o cerco aos causadores gases de efeito estufa, será fechado. A indústria e o uso do solo, por exemplo, estão entre os fatores que podem contribuir com a produção dos gases. Esse aumento do calor, segundo cientistas, pode trazer consequências catastróficas ao planeta.

O painel do clima reúne 39 acadêmicos de países como Japão, Alemanha e Índia. O objetivo é analisar as possibilidades e impactos da adoção do limite de 1,5 °C ao invés de 2 ºC. O estudo apresentado pelos estudiosos no Acordo de Paris apontava que para não ultrapassar esse número seria necessária a redução de 70% na emissão de gases até 2050, um número considerado desafiador.

O novo número foi um pedido dos países participantes do acordo, que viram na temperatura estipulada ainda riscos ambientais, como a tomada de cidades costeiras pela água e o desaparecimento de países de ilha, com o aumento do nível do mar.

A abertura do evento contou com a participação de acadêmicos, representantes do Inpe e do Ministério da Ciência e Tecnologia e Relações Exteriores. O painel segue até a sexta-feira (10).

“Nós vamos avaliar os estudos sobre o clima e apresentar, com base científica, os riscos com esse novo limite e o que será preciso fazer para evitar op aumento do calor. Não sabemos ao certo quais as respostas, porque esse é um estudo que se inicia, mas sabemos que estamos diante de um futuro desafiador”, explica Thelma Krug, vice presidente do IPCC.

O relatório será feito com base em pesquisas já existentes no meio acadêmico sobre o clima e deve ficar pronto até setembro de 2018. Ele será apresentado aos políticos para que eles decidam os rumos do acordo e até mesmo o resultado de suas medidas de redução dos impactos na temperatura global.

Brasil – O pesquisador do Inpe, Lincoln Alves, explica que a realização do evento no Brasil é um sinal importante, já que estamos entre os países impactados com o aumento da temperatura. Ele explica que a grande área costeira do país fica em risco com o aumento do nível do mar.

Para ele, no Brasil, além do desafio da redução de emissão de gases, o perigo do aquecimento global traz um alerta sobre a questão do desmatamento.

“O aumento da temperatura nos expõe aos extremos, à seca e às grandes tempestades. Isso já está presente no Brasil, o que nos põe a repensar sobre a redução desse índice de temperatura”, afirmou. 

Fonte: G1

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