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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Coleta encontra ecossistema marinho e milhares de bactérias no metrô de NY

O metrô de Nova York teve seu primeiro DNA coletado por cientistas universitários e seu mapeamento demonstrou a presença de milhares de germes e bactérias no transporte público mais utilizado da cidade e até mesmo “ecossistema marinho” foi descoberto numa de suas estações.


Segundo o estudo, metade do DNA encontrado não pôde ser identificado e a maior parte das bactérias são inofensivas para os milhões de passageiros que viajam diariamente em seus mais de 400 km de linhas que nunca estão vazias.

“Resolução geoespacial da diversidade humana e bacteriana na escala metagenômica da cidade”: este é o título do artigo publicado por Ebrahim Afshinnekoo, Cem Meydan, Shawn Levy e Christopher Mason, da Universidade de Cornell do estado de Nova York.

“Os micróbios que vivem no metrô da cidade de Nova York são inofensivos em sua maioria, mas incluem bactérias que podem ser letais e são resistentes a medicamentos”, afirma equipe, em referência ao “primeiro mapa” do DNA do metrô de Nova York.

Entre as mais de 1.688 bactérias identificadas, os cientistas encontraram “fragmentos de DNA associados a antraz e à peste bubônica”, mas isto não significa um risco real de contágio para a população.

“A informação obtida indica que o metrô, em geral, é a princípio um lugar seguro. Apesar da evidência de antraz, peste e outros agentes infecciosos encontrados, os resultados não sugerem que os habitantes de Nova York estejam em perigo”, afirma o estudo.

“Esta ampla informação poderia inclusive ser combinada com o genoma humano completo para antecipar o grau de proteção e risco imunológico de uma pessoa”, completa.

Ecossistema marinho – Os cientistas apontaram que a cidade de Nova York é o local ideal para fazer um estudo deste tipo porque se trata da maior e mais densamente povoada cidade dos Estados Unidos, com 8,4 milhões de habitantes.

“Por exemplo, a rápida dinâmica das bactérias da estação Penn sugere que, inclusive de acordo com o horário, há um vasto ecossistema bacteriano que é consistente com os passageiros”.

O estudo demonstra que mais de dois anos depois da passagem do furacão Sandy, ainda existe uma estação, South Ferry, no sul de Manhattan, que tem bactérias mais associadas ao mar.

“A maioria das bactérias da estação South Ferry são ainda distintas do restante do metrô e se parecem com as comumente associadas às espécies marinhas, os ecossistemas marinhos ou muito frios antárticos”, afirmam os pesquisadores.

Um dos resultados surpreendentes do estudo é que 48% do DNA coletado “não pôde ser identificado com nenhum organismo conhecido”.

O DNA humano é, no entanto, o quarto mais abundante obtido, atrás do DNA de dois insetos, da mosca mediterrânea da fruta e do besouro-do-pinheiro, e de um terceiro ainda não identificado.

“Observamos que o DNA humano da superfície do metrô poderia resumir a demografia geoespacial da cidade na informação do censo dos Estados Unidos”, afirmam.

Os cientistas coletaram 1.457 mostras no metrô nova-iorquino em todas as estações abertas (466) das 24 linhas. 

Fonte: UOL

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