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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Hermenêuticas do meio ambiente, Parte 1/3, artigo de Roberto Naime

O termo hermenêutica possui sua origem na mitologia grega. Contudo, foi a partir da sistematização feita por Aristóteles, dos atributos de Hermes, o deus mensageiro e intérprete da vontade dos deuses do Olimpo, e a contribuição evolutiva do mundo moderno desde então, que a hermenêutica tornou-se uma disciplina que se dedica à interpretação da tradição jurídica, literária e cultural


O ser humano ainda mantém uma relação dicotomizada com o meio ambiente em virtude de uma percepção ainda egoísta e consumista. Mas que precisa ser sensibilizada para que integre a essência vital do planeta, de forma a que possamos ter um desenvolvimento com sustentabilidade e preservação da vida.

Desde a concepção do termo meio ambiente, temos uma evolução de pensamentos epistemológicos que agregam conhecimentos e uma visão cada vez mais planetária destas concepções ao longo do tempo, alcançando um entendimento total do ser humano e da sociedade neste planeta, como essência vital e necessária a sobrevivência destas e das futuras gerações.

E, quando se fala de vida, não é especificamente de um ser vivo, mas de qualquer entidade que esteja apto a surgir e a sobreviver a tais condições (CÓRDULA, 2010). A Terra, planeta do sistema solar, também conhecido por planeta azul quando vista do espaço, em virtude da quantidade de área coberta por água, é o berço da gênese vital.

A definição do termo meio ambiente passou por muitos debates e discussões, apresentando várias hermenêuticas, até chegar a um consenso do termo. Sendo assim, definições podem ser citadas como:

Ambiente é genericamente, qualquer conjunto de coisas, forças ou condições em relação com algo que existe ou ocupa um lugar. Sociólogos, especificamente, distinguem entre ambientes naturais físicos e ambientes sociais (JONHSON, 1997, p. 07).

O termo ambiente não deve ser usado para designar apenas os locais onde a natureza está em perfeito equilíbrio, mas também aqueles que foram modificados para serem por nós explorados economicamente ou não, estabelecendo com eles uma relação de interdependência (SOUZA et al., 1999, p. 13).

Meio ambiente é o conjunto de condições e influências naturais que cercam um ser vivo ou uma comunidade e que agem sobre o mesmo (FELDMANN et. al., 2001, p. 454).

Meio ambiente é o conjunto de condições, leis, influências, alterações e interações de ordem física, química e biológica, que permitem abrigar e reger a vida em todas as suas formas (GUERRA, 2007, p. 64).

Ou meio ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordens físicas, químicas e biológicas, que permite, abrigam e regem a vida em todas as suas formas. Pode ser entendido também como produto das relações do ser humano com a natureza sofrendo constantes transformações no decorrer desse processo (ABÍLIO e GUERRA, 2006, p. 29).

Ou o quadro a seguir, compilado por hermeneutas ambientais como SUAVÉ (1997, p.02).



A Natureza são “todos os seres que constituem o universo”. Força ativa que estabeleceu e conserva a ordem natural de tudo quanto existe (FELDMANN et. al., 2001, p. 481).

Meio ambiente são todos os ambientes naturais do planeta, ou seja a biosfera, onde encontramos toda uma gama de biodiversidade, sempre considerada como o sustentáculo da vida, que está poeticamente em movimento, cuja vida se modifica, evolui, prospera e muitas vezes entra em extinção (VERNIER, 1994).

Biosfera é o espaço do globo terrestre ocupado pelos seres vivos. Portanto, refere-se a toda superfície terrestre (litosfera), às águas e sedimentos de ambientes aquáticos (hidrosfera) e à porção da atmosfera habitada pelos organismos que voam (pássaros) ou que flutuam (bactérias) (GRISI, 2001, p. 46)

Referências:

ABÍLIO, F. P.; GUERRA, R. A. T. Educação Ambiental na Escola Pública. João Pessoa: Gráfica Fox, 2006.

BRANCO, S. Educação Ambiental: metodologia e prática de ensino. Rio de Janeiro: Dunay, 2003.

BRASIL. Educação Ambiental: as grandes orientações de Tbilisi. Brasília: IBAMA/UNESCO, 1997.

CÓRDULA, E. B. de L. Educação Ambiental na Escola. Cabedelo, PB: EBLC, 2010.

DIAS, G. F. Educação Ambiental: Princípios e Práticas. 5ª ed. São Paulo: Gaia, 1998.

FELDMAN, F.; MACEDO, L. V. Mudanças climáticas: da ação local ao impacto global. In: BRASIL. Ciclo de Palestras sobre Meio Ambiente. Brasília: MEC, 2001, p. 37-40.

GRISI, B. M. Glossário de Ecologia. João Pessoa, PB: Ed. Universitária da UFPB, 2001.

GUATTARI, F. As Três Ecologias. Tradução de Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas, SP: Papirus, 1990.

GUERRA, R. A. T. O Meio (?) Ambiente. In: GUERRA, R. A. T. et al. [Orgs.]. Formação Continuada de Professores. João Pessoa, PB: Ed. Universitária da UFPB, 2007, p.59-80.

JOHNSON, A. G. Dicionário de Sociologia: guia prático da linguagem sociológica. Tradução Ruy Jungmann. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.

LIRA, L.; FERRAZ, V. Psicologia Ambiental: uma relação de equilíbrio entre o homem e a natureza. In: SEABRA, G. [Org.]. Educação Ambiental. João Pessoa, PB: Editora Universitária da UFPB, 2009, p.53-68.

LOVELOCK, J. A Vingança de Gaia. São Paulo: Intrínseca, 2006.

ODUM, E. P. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.

OLIVEIRA, E. M. Educação Ambiental: uma possível abordagem. Brasília, DF: IBAMA, 1998.

SOUZA, A. K. Pereira et al. Conservar é Preciso. In: GUERRA, R. A. T. [Org.]. Educação Ambiental: textos de apoio. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 1999, p. 13-15.

SOUZA, A. K. P.; GUERRA, R. A. T. A Educação Ambiental e o Homem Civilizado. In: GUERRA, R. A. T. [Org.]. Educação Ambiental: textos de apoio. João Pessoa, PB: Editora Universitária da UFPB, 1999, p. 99-101.

SAUVÉ, L. Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável: uma análise complexa. Revista de Educação Pública, v. 6, n. 10, 1997, pp.72-102. Disponível em: Acesso em: 19 out. 2012.

TANNER, T. R. Educação Ambiental. Tradução George Schesinger. São Paulo: Summus, 1978.

VERNIER, J. O Meio Ambiente. 2ª ed. Tradução de Maria Appenzeller. Campinas, SP: Papirus, 1994.

CÓRDULA, Eduardo Beltrão de Lucena e NASCIMENTO, Glória Cristina Cornélio do A HERMENÊUTICA DO MEIO AMBIENTE: CONCEPÇÕES, PERCEPÇÕES E PROBLEMAS. Educação Ambiental em ação, número 49, ano XIII
http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=1848



Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Fonte: EcoDebate

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