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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vazamento de petróleo em Amazônia peruana deixa área em estado de emergência

Uma zona da reserva nacional de Pacaya Samiria, na Amazônia do Peru, foi declarada nesta terça-feira em emergência ambiental por 90 dias junto de outras localidades indígenas por causa da contaminação de água e do solo provocadas por vazamentos de petróleo.


Claudia Ochoa, representante da Sociedade Peruana de Direito Ambiental (SPDA) da região Loreto, onde fica Pacaya Samiria, disse à agência Efe que a reserva foi atingida na parte norte por um derramamento ocorrido em 2013.

“É preciso levar em conta que há um prejuízo, mas não em toda a reserva porque o lugar onde ocorreu o derrame é na parte norte, e não foi diretamente em Pacaya Samiria, mas impacta a reserva e a zona de impacto”, explicou Ochoa.

Pacaya Samiria é uma área natural protegida de 2,08 milhões de hectares que compreende uma grande diversidade biológica e é lar de várias comunidades nativas e tradicionais, informou o Ministério do Ambiente (Minam).

No domingo entrou em vigor a declaração de emergência ambiental na parte baixa da bacia do rio Maranhão, que compreendem 17 localidades de Loreto e a zona conhecida como Bateria 3 do Lote 8, localizada em Pacaya Samiria e que pertence à empresa Pluspetrol.

“A região avaliada contém níveis de risco significativo para a vida, para a saúde da população e o ambiente, o que configura dano ambiental significativo”, assinalou uma resolução do Minam.

Ao ser consultada pela Efe, Paola Chinén, subdiretora de Qualidade Ambiental da direção de Avaliação do OEFA (Organismo de Avaliação e Fiscalização Ambiental), indicou que a contaminação dessa região vem de anos atrás.

“Essa zona é basicamente de extração de petróleo e isso, somado à falta de usinas de tratamento de água, aumentam o fator de risco”, manifestou Chinén.

Diversos exames feitos por várias instituições com amostras do solo e de fontes de água registraram a presença de elementos poluentes.

“No caso do solo se encontrou concentrações de hidrocarbonetos totais de petróleo elevados que ultrapassam o padrão de qualidade ambiental e de alguns metais também”, precisou.

Chinén explicou que a declaração de emergência não solucionaria o problema do lugar, mas que com ela se pretende “tomar medidas imediatas para poder evitar algum tipo de risco iminente em temas de saúde e gerar um plano de médio e longo prazo de ações”. 

Fonte: Terra

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