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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Maior participação de renováveis elevaria o PIB global em até US$ 1,3 trilhão

O impacto da implantação das energias renováveis ​​no bem-estar é estimada em três a quatro vezes maior do que seu impacto sobre o PIB


Por Redação da Envolverde – 

Alcançar uma participação de 36% de energias renováveis no mix global de energia até 2030 elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) global em até 1,1%, ou cerca de US $ 1,3 trilhão, de acordo com uma pesquisa da Agência Internacional de Energias Renováveis ​​(Irena). O estudo fornece a primeira estimativa global dos impactos macroeconômicos da implantação das energias renováveis e descreve os benefícios que seriam alcançados se a quota mundial de energias renováveis ​​duplicasse até 2030 em relação aos níveis de 2010.

“O recente Acordo de Paris enviou um sinal forte para os países passarem da negociação para a ação e rapidamente descarbonizar o setor de energia”, afirmou Adnan Z. Amin, diretor geral da Irena. “Esta análise fornece evidências convincentes de que promover a transição energética necessária não só mitiga as mudanças climáticas, mas também estimula a economia, melhora o bem-estar humano e aumenta o emprego em todo o mundo.”

Além de concluir que o PIB mundial em 2030 aumentaria em até US$ 1,3 trilhão – mais do que a soma das atuais economias do Chile, África do Sul e Suíça – o relatório também analisa o impacto específico em alguns países. O Japão, por exemplo, teria o maior impacto positivo sobre o PIB (2,3%), mas Austrália, Brasil, Alemanha, México, África do Sul e Coréia do Sul também se beneficiariam com um crescimento de mais de 1% cada.

De acordo com o relatório, as melhorias no bem-estar humano iriam bem além do aumento do PIB, graças a uma gama de benefícios sociais e ambientais. O impacto da implantação das energias renováveis ​​no bem-estar é estimada em três a quatro vezes maior do que seu impacto sobre o PIB, com o bem-estar global aumentando tanto quanto 3,7%. O nível de emprego no setor das energias renováveis ​​também aumentaria dos atuais 9,2 milhões de postos de trabalho globais, para mais de 24 milhões em 2030.

Menos combustíveis fósseis

A transição para uma maior participação das energias renováveis ​​no mix energético global também provocaria uma mudança nos padrões de comércio, uma vez que reduziria em menos da metade as atuais importações mundiais de carvão e também diminuiria as importações de petróleo e gás, beneficiando grandes importadores como Japão, Índia, Coréia e a União Europeia. Países exportadores de combustíveis fósseis também se beneficiariam de uma economia mais diversificada.

“Mitigar as mudanças climáticas por meio da implantação das energias renováveis ​​e alcançar objetivos socioeconômicos não é mais uma questão de um ou outro”, declarou Amin. “Graças ao crescimento dos negócios com energias renováveis, o investimento em um é um investimento em ambos. Essa é a melhor definição de um cenário ganha-ganha.”

Fonte: Envolverde

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