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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Secretaria de Saúde de Florianópolis garante que 80% dos casos de viroses não estão ligados ao banho de mar

Estudo feito por epidemiologistas aponta que problema pode estar relacionado aos hábitos alimentares


Depois de mais de 15 dias pesquisando os casos de viroses registrados neste verão em Florianópolis, epidemiologistas da Secretaria de Saúde afirmam que 80% dos casos não estão ligados ao banho de mar. Para estes especialistas, as pessoas podem estar deixando de lado os cuidados com a manipulação e higiene dos alimentos.

De acordo com o secretário de Saúde, Daniel Moutinho Junior, apenas 20% das pessoas que chegaram às unidades de saúde com vômito e diarreia se banharam na praia de Canavieiras.

— O que temos são dados técnicos e o resultado mostrou a gravidade de querer estabelecer uma ligação com banho de mar. A pesquisa não encontrou até agora apenas um fator isolado, mas provavelmente o aumento dos casos de doenças diarreicas está relacionada à manipulação de alimentos e o contágio pessoa a pessoa — explica.

O médico Eduardo Nobuyuki Usuy Jr, vice-presidente da ACM (Associação Catarinense de Medicina), ressalta, porém, que o banho de mar pode estar relacionado com os casos de virose.

Ele explica que os casos registrados são resolvidos rapidamente – em dois ou três dias, a pessoa está melhor. Por isso, os médicos priorizam tratar os sintomas do que fazer exames que comprovem se a doença foi causada por vírus ou bactéria.

A virose, ele esclarece, é transmitida pelas fezes.

— Qualquer tipo de água contaminada é uma grande fonte de contaminação. Ela se transmite pela água e pelo contato de pessoa a pessoa. Se não fizer uma higiene adequada das mãos após ir ao banheiro, pode transmitir — explica.

No caso dos alimentos, como aponta a Secretaria de Saúde, é mais provável que causem diarreias bacteriana e não viroses, de acordo com o médico.

— Mas se a pessoa está com virose, preparou um sanduíche e a mão dela não estava limpa, ela pode passar. Se ficar exposto por muito tempo, maior o risco de proliferação — salienta.

Ele pede que as pessoas evitem banhos em água imprópria, alimentos crus ou que tenham ficados expostos, lavem a mão constantemente com água e sabão e se não for possível, usem álcool gel. O médico aconselha cuidado especial com crianças e idosos e sugere que evitem aglomerações.


Ele pede que as pessoas evitem banhos em água imprópria, alimentos crus ou que tenham ficados expostos, lavem a mão constantemente com água e sabão e se não for possível, usem álcool gel. O médico aconselha cuidado especial com crianças e idosos e sugere que evitem aglomerações.

Os vilões do cardápio

Entre os alimentos impróprios, a Secretaria de Saúde aponta como vilões o queijo coalho, choripan, espetinhos e castanhas. E alerta que não podem ser vendidos por ambulantes.

— Credenciados, ou seja, aqueles que receberam treinamento sobre manipulação de alimentos são os que vendem chope, batidas, água de coco e picolé. Todos os demais são proibidos, inclusive o milho verde, que aparentemente parece uma opção saudável na praia — afirma o secretário executivo de Serviços Públicos, Eduardo Garcia.

Ele orienta aos banhistas que só consumam alimentos vendidos nas barracas credenciadas, e com restrições.

— Mesmo nas barracas eles não possuem autorização para manipular alimentos, ou seja, fazê-los ali na hora — diz.

Um caminhão de alimentos apreendido

Desde o início da temporada, a Secretaria Executiva de Serviços Públicos já apreendeu cerca de 10 caminhões lotados de produtos ilegais, sendo um deles somente de alimentos.

— Aprendemos carrinhos e tudo oque não se pode consumir na praia. As pessoas precisam entender que estes produtos não possuem procedência, nem armazenamento e manipulação adequados, por isso, muitos acabam passando mal — acusa.

Cuidados necessários

Segundo dados da Secretaria de Saúde, nesta semana o número de casos caiu 12%, o que não diminui o alerta que a população precisa ter dentro de casa.

— Se alguma pessoa da família começou com quadro de vômitos ou diarreia ela não deve mais manipular alimentos e deve lavar muito bem as mãos após utilizar o banheiro. As duas principais causas de doenças diarreicas são por causa alimentar e por transmissão de pessoa para pessoa — explica o médico e secretário de Saúde, Daniel Moutinho.

Para não passar mal, atenção aos cuidados:

- Não consumir alimentos de ambulantes nas praias; 

- Lavar muito bem as mãos, os alimentos e não consumi-los crus;

- Evitar deixar alimentos expostos fora da geladeira;

- Evitar deixar a geladeira muito cheia ou abrir constantemente. Isso reduz a temperatura e a validade dos alimentos;

- Na rua observar onde consumir os alimentos. Verificar se o restaurante tem autorização da vigilância;

- Não consumir de maneira alguma queijo coalho ou choripan.

Fonte: Hora de Santa Catarina

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