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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Moradores protestam pedindo melhorias no saneamento do Norte da Ilha

Praia de Canasvieiras, onde manifestantes finalizaram o ato com abraço simbólico no rio do Braz, chegou a ter todos os pontos impróprios para banho em relatório da Fatma


Os moradores de Canasvieiras, no Norte da Ilha de Santa Catarina, decidiram enfatizar a insatisfação com o saneamento básico em Florianópolis. Cerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar, se reuniram para um protesto na manhã desta terça-feira pelas ruas do bairro. Os manifestantes pediam soluções por parte da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e da Prefeitura e afirmavam que o sistema de esgoto na região está defasado, principalmente com a chegada dos turistas.

Com cartazes em mãos, os manifestantes chamavam (em português e em espanhol) comerciantes, turistas e outros curiosos para se juntar ao protesto que durou cerca de uma hora. Apitos, panelaço nas sacadas e gritos de ordem podiam ser ouvidos pelo trajeto que passou pelas principais ruas do bairro até a chegada à praia. O hino de Florianópolis, Rancho de Amor à Ilha, foi a trilha sonora da manifestação.

A estudante de Ciências Biológicas, Maria Flávia Xavier, 25, culpa a Casan e também a própria população pela situação atual do rio do Braz.

— Falta educação por parte das pessoas. Mas também não há uma fiscalização efetiva. Eles fingem que fiscalizam. Vêm uma vez e não voltam mais, nem apontam as medidas que devem ser feitas em caso de ligação irregular. 

A aposentada Selma Reichardt, 69, mora na rua do trapiche e diz que sente há anos um cheiro insuportável de esgoto. Ela carregava, junto com as netas, um cartaz que lamentava o abandono do prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Jr, em relação à Canasvieiras. 

— Estou cansada de ver isso. Falta eficiência no serviço. Botam a culpa nos turistas, mas o sistema já não dá conta para os moradores, imagina quando a população triplica? — indaga. 

O protesto terminou próximo à foz do rio do Braz. A área foi foco de ações civis e muita atenção depois que a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) declarou que todos os pontos da praia estavam impróprios para banho. No relatório atualizado na semana passada, no entanto, apenas dois pontos seguiam sem condições de balneabilidade. 

O público se dispersou depois do abraço coletivo simbólico em volta no rio de cor escura, que continuava desaguando no mar. Alguns manifestantes ainda seguiram em direção à estação elevatória da Casan, que teve material orgânico extravasado em 31 de dezembro de 2015.

Entidades que comandaram o protesto desta manhã, como a SOS Canasvieiras, afirmam que já planejam uma outra manifestação para o dia 31 de janeiro — último domingo do mês. 

Fonte: Diário Catarinense

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