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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Visita guiada no Cemitério Municipal vai percorrer túmulos de músicos paranaenses

Última visita guiada do ano de 2017 ao Cemitério Municipal resgata as musicas e a história de célebres artistas paranaenses.


Em vida, pouca gente fez música como eles nestas paragens. Hoje, no entanto, todos descansam em silêncio no campo santo enquanto suas obras seguem vivas. No próximo dia 3 de dezembro (um domingo), porém uma homenagem vai quebrar o silêncio das últimas moradas de alguns dos maiores músicos da história do Paraná.

Trata-se da última visita guiada de 2017 ao Cemitério Municipal de Curitiba. Será um passeio temático pela história pessoal e artística dos compositores enterrados no cemitério. A visita organizada pela pesquisadora Clarissa Grassi já ocorreu em outras ocasiões, mas desta vez terá uma novidade.

Além da história de vida de músicos como os maestros Augusto Stresser e Bento Mossurunga, os ídolos caipiras Nhô Belarmino e Nhá Gabriela e o herói do rock Ivo Rodrigues, uma banda vai executar (ao vivo) as principais obras dos músicos.

O grupo foi batizado de Relicário da Música Paranaense coordenada pelos professores da Unespar Marilia Giller e André de Souza com seus alunos Núcleo de Estudos da Música Paranaense. “Na verdade, será um grande sarau musical em que estes compositores serão homenageados primeiro pela ressignificação de suas trajetórias, vamos falar da vida e da obra deles. Em seguida, os músicos vão executar suas obras mais importantes. A ideia não é só dizer quem foram, mas mostrar a produção deles.“

A visita visita é gratuita e os interessados devem se inscrever pelo e-mail visitaguiada@smma.curitiba.pr.gov.br, apresentando nome completo e número de RG.

Vandalismo

O túmulo da cantora Stelinha Egg foi depredado

O único senão da homenagem pode-se por na conta dos furtos, depredações e vandalismo que alcança muitos dos túmulos como é o caso das homenagens a diva do rádio Stelinha Egg e a viola de bronze no tumulo do mestre da música caipira Nhô Belarmino. Para Clarissa a depredação é triste “por apagar a memória e impede as pessoas de localizarem os jazigos”.

Ela ressalta, porém que é algo que acontece em todo mundo nos cemitérios, pois é muito difícil a Guarda Municipal fazer a segurança em locais muito grandes (o cemintério municipal tem mais de 50 mil mts²) e os furtos acontecem a noite. “

Para ela, o problema é complexo e implica uma mudança de comportamento das famílias na hora da morte.“Não há efetivo, nem monitoramento em vídeo que dê conta. Talvez faça parte de um movimento de histórico dos cemitérios que implica a mudança dos materiais usados na arte tumular; saem de cena o bronze e entra o granito. Uma nova estética adequada a outro momento social.”

Saiba quem são alguns dos músicos que serão homenageados na vista ao Cemitério Municipal:

Ivo Rodrigues Filho (1945-2010)

Ele foi a cara e a voz do rock paranaense. O gaúcho de nascimento Ivo Rodrigues Filho, o “Ivo do Blindagem”, foi a figura de proa do rock do estado desde que ganhou um concurso como melhor cantor na tevê paranaense em 1966 até falecer em 2010. Compositor, apresentador de tevê e frontman de duas das mais importantes bandas do rock curitibano A Chave e o Blindagem, Ivo foi uma espécie de super-heróis da boemia da cidade com histórias e canções que são lembradas até hoje. Seu túmulo é ponto de visitação de fãs.

Nhô Belarmino (1920-1984) e Nhá Gabriela (1923-1996)

A viola de bronze que homenageava a dupla mais amada e popular da música paranaense foi furtada do jazigo da família Graciano, a música de Nhô Belarmino e Nhá Gabriela seguem vivas na memória de muitas gerações.

A dupla – na verdade, o casal Salvador e Júlia Graciano – começou no circo e foi para as rádios e coleções de discos de todo o pais, principalmente pelo sucesso de As Mocinhas da Cidade gravada pela primeira vez em 1959 e que já teve mais de cem gravações inclusive em países como Alemanha, Portugal, Paraguai e Argentina.

 Augusto Stresser (1871-1918)

Jornalista, ilustrador, artista plástico, escritor e funcionário público, Stresser era um renascentista.  Descendente de alemães foi o compositor da primeira ópera paranaense, batizada de Sidéria em homenagem a sua filhae que estreou em 3 de maio de 1912 no [então] Theatro Guayra.

Stresser faleceu jovem, aos 47 anos, vítima da devastadora gripe espanhola. Ele é bisavô da atriz Guta Stresser e do produtor Ronald Sanson Stresser Jr. Em Curitiba, uma longa rua leva seu nome e passa pelo bairro Juvevê, Alto da Glória e Hugo Lange.

Raul Menssing (1883-1954)

Quantos músicos em Curitiba aprenderam seu ofício no Instituto de Música Raul Menssing? Incontáveis de diversos estilos e gerações. Esta é uma boa medida da influência do maestro curitibano nascido no século 19 , mas que ainda segue influente  e agitava a juventude com saruas no Sociedade Carlos Gomes que promovia saraus e encontros musicas nas décadas de 1910 e 20 em Curitiba. O jazigo da família Menssing é um dos mais belos do cemitério municipal e um dos mais bem conservados.

Stelinha Egg (1914-1991)

Stelinha foi a grande cantora da era do rádio no Paraná e figura em qualquer lista séria de grandes cantoras brasileiras dos anos 1940 e 1950.  Destacava-se por sua interpretação de temas folclóricos – dos gaúchos aos do norte do país - e foi uma das vozes que melhor defendeu as canções do mar de Dorival Caymmi. Começou na Rádio Clube Paranaense e logo foi contratada pela rádio Tupi de São Paulo.

Bento Mossurunga (1979- 1970)

Uma lira em bronze ornamenta o túmulo, em granito rosa Curitiba, do maestro que foi a inspiração do “sentimento musical paranista”. Músico prodígio nascido em Castro, no interior do Paraná, ele foi o compositor do Hino do Paraná em 1903. Sua obra passeou da música popular ao erudito. Mossurunga foi professor de Musica do Colégio Estadual do Paraná da Escola de Música e Belas Artes.

Fonte: Gazeta do Povo

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