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segunda-feira, 31 de março de 2014

Cientistas produzem pela primeira vez cromossomo artificial de levedura

Cientistas conseguiram produzir um cromossomo artificial de levedura, um grande avanço no campo emergente da Biologia Sintética, que permitirá conceber novos fármacos, nutrientes e biocombustíveis, de acordo com o estudo publicado nesta sexta-feira (28) na edição impressa da revista “Science”.

Até agora, os pesquisadores haviam conseguido fabricar cromossomos de bactérias e de DNA viral, com estruturas muito mais simples. Desta vez, foram necessários sete anos de trabalho de uma equipe internacional de cientistas para construir esse genoma e reunir 273.871 pares de bases de DNA de levedura. Esse total é inferior a seu equivalente natural, que tem 316.667.

Os pesquisadores fizeram várias alterações na base genética desse cromossomo, incluindo a eliminação de porções redundantes para a reprodução do cromossomo e seu crescimento. “Nossa pesquisa tornou realidade a teoria da Biologia Sintética”, disse Jef Boeke, diretor do Instituto de Sistemas Genéticos do Centro Médico Langone da Universidade de Nova York, que dirigiu o estudo.

Segundo ele, “esses trabalhos representam o maior passo de um esforço internacional para construir o genoma completo de levedura sintética”.

Variedades sintéticas – Esse cromossomo eucariótico (uma estrutura que contém os genes no núcleo das células de todos os vegetais e animais), que experimentou mudanças sem precedentes, foi depois integrado às células vivas de levedura de cerveja.

Essas últimas se comportam de maneira normal, mas possuem novas propriedades que a levedura natural não tem, ressaltaram os pesquisadores, acrescentando que a levedura tem 16 cromossomos ao todo, enquanto o humano tem 23 pares.

“Fizemos mais de 50 mil mudanças no código DNA do cromossomo, e nossa levadura está viva, o que é notável”, comemorou Boeke.

Agora, deverá ser possível desenvolver variedades sintéticas da levedura capazes de fabricar medicamentos raros, ou certas vacinas, entre elas a utilizada contra a hepatite B. As leveduras artificiais também poderão ser usadas para estimular o desenvolvimento de biocombustíveis mais eficazes.

Fonte: G1

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