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sexta-feira, 15 de março de 2013

“Estou com Depressão!”





Ana Echevenguá



“... A conquista da saúde integral é a meta ambicionada pela criatura humana. Conseguir a harmonia entre o equilíbrio orgânico, o emocional e o psíquico, num quadro geral de bem-estar, constitui um grande desafio para a inteligência humana que, milenarmente, vem recorrendo às mais variadas quão complexas experiências, que têm resultado em admiráveis e valiosas conquistas. Desse labor específico aliado a outros da ciência apoiada à tecnologia, relativamente ao meio ambiente, aos fatores destrutivos, a vida humana atinge hoje os mais elevados índices de longevidade de todos os tempos. O homem tem conseguido banir da Terra enfermidades que dizimavam, no passado, povos inteiros, em permanente ameaça de extinção do gênero humano...” - Divaldo Pereira Franco - Momentos de Saúde - pelo Espírito Joanna de Ângelis


Conversávamos sobre depressão. Aí, alguém disse: “hoje, é mais aceitável dizer que sou portadora de HIV do que dizer ‘eu estou com depressão’. As pessoas simplesmente se afastam; ou ficam dando conselhos que não servem pra nada: você tem que superar isso, tem que reagir, ...”.

Traduzindo: Com-Depressão = Sem-Saúde e Sem-Amigos.

Sabemos que, nesse caso, ‘superar’, ‘reagir’  não é fácil. O efeito incapacitante da Depressão provoca desânimo, tristeza, autoflagelação, perda do apetite sexual, falta de energia para qualquer atividade... inclusive, higiene pessoal.

"O maior problema com a depressão é o desconhecimento. O indivíduo deprimido está doente, sofre muito, mas sua falta de interesse pela vida costuma ser vista como preguiça ou falta de caráter", explica a psicóloga Sílvia Ivancko. E que, embora se trate de um distúrbio químico, a depressão sempre tem, em sua raiz, motivos psicológicos.

Bom, eu não sabia que, desde 2009, a Depressão é mais comum do que AIDS ou o câncer. Uma epidemia silenciosa, segundo o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS – Organização Mundial de Saúde -, “porque a depressão está sendo cada vez mais diagnosticada, está em toda parte e deve aumentar em termos de proporção, enquanto a (ocorrência) de outras doenças está diminuindo”.

Já é considerado o mal do século 21. A Depressão foi apontada, durante a primeira Cúpula Global de Saúde Mental*, pela OMS como o 5º. maior problema de saúde pública. E, até 2020, deverá estar em 2º. lugar; perdendo somente para o câncer e as das doenças cardiovasculares. Os números – de 2009 – assustam**:

- 340 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo mundo (no Brasil, são 17 milhões de pessoas);

- causa 850 mil suicídios por ano, no mundo.


O ônus da depressão

Um estudo realizado nos EUA estimou que a Depressão acarreta um custo anual de cerca de US$ 83 bilhões, incluindo perda de produtividade, custos diretos e relacionados ao suicídio***.

Segundo a OMS, a depressão será a doença que mais gerará custos socioeconômicos para o Estado, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção. Já é a quarta causa global de incapacidade para o trabalho e deve se tornar a segunda até o ano de 2021.

Mas tem alguma coisa errada aí: o crescimento desenfreado desse mal não combina com um mundo que investe maciçamente na longevidade. Quem está apostando na ‘longa vida para os deprimidos’????

Aí, eu me pergunto: os números apresentados pela OMS levam à investimentos na busca da cura da doença ou ao engordamento dos cofres da indústria farmoquímica?

O que fazer?

1. Se Depressão tem cura, não tenha medo de admitir que está com deprimido. É importante lembrar que a saúde é – primeiramente - uma conquista interior. O doente precisa querer a cura. Como bem diz o grande médico (clínico geral) Américo Canhoto: “Saúde ou doença: a escolha é sua!” ****

2. Busque ajuda. O portador de Depressão merece o mesmo cuidado médico e social que é dispensado aos portadores das tantas outras doenças.

Afinal, sempre que há interesse, a medicina e outras ciências contribuem para a nossa Saúde que, nos termos da OMS, é o “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade”.

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