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terça-feira, 2 de junho de 2015

Clima: a seis meses de Paris, negociações devem ganhar impulso

Negociadores sobre o clima de 195 países tem um encontro marcado em Bonn a partir de segunda-feira (1) por 10 dias, um passo fundamental na estrada esburacada até um acordo para limitar o aquecimento global daqui a seis meses em Paris.


“Não esperamos um milagre”, alertou a negociadora francesa Laurence Tubiana, mais “vamos ver se conseguimos entrar num mundo de negociação ativo ou se as partes ainda vão ficar esperando”.

Os delegados têm daqui pra frente sobre a mesa um projeto de resolução aceito por todos, mas que tem o defeito de conter todas as opiniões possíveis sobre os principais assuntos de negociação: o objetivo de longo prazo de redução das emissões de gás de efeito estufa, ajuda à adaptação às mudanças climáticas, as ações daqui até 2020 e seu financiamento, a divisão do esforço entre países ricos e em desenvolvimento, a avaliação dos compromissos e o mecanismo para revisá-las pra cima, os meios de verificação e a forma jurídica do acordo.

O texto de mais de 80 páginas foi produzido durante as discussões de fevereiro em Genebra, que se desenrolaram numa atmosfera bastante consensual. Mas agora será preciso fazer arbitragens. “As negociações vão ocorrer e serão mais difíceis”, previu Tubiana durante uma entrevista coletiva nesta quinta-feira.

A questão da ajuda aos países em desenvolvimento é um dos assuntos controversos.

Por um lado, os países desejam que a adaptação às mudanças climáticas (infraestruturas, agricultura, sistemas de saúde) sejam uma grande parte do futuro acordo.

Por outro, eles são acuados pela promessa, feita em 2009 pelos países do norte e difícil de concretizar, de caminhar progressivamente para um orçamento de 100 bilhões de dólares anuais em 2020 para projetos climáticos. “Um compromisso ambíguo”, reconhece a França, já que nem o tipo de projeto atingido, nem a parte dos financiamentos públicos e privados foram definidos com antecedência.

Objetivos de 37 países revelados – “Os países desenvolvidos e os que estão em posição de fazê-lo deveriam enviar um sinal claro em Bonn”, estima Sven Harmeling, da CARE international.

O acordo de Paris deverá compreender “mecanismos que geram uma ajuda pública mais importante e mais previsível para a adaptação aos impactos do clima”.

O assunto estará também na pauta do G7 que ocorrerá em 6 e 7 de junho na Alemanha.

“Bonn também será o lugar para definir o mecanismo para rever os compromissos regularmente”, ressaltou Liz Gallagher, da ONG Climate Action Network (Can).

Até agora, 37 países já anunciaram oficialmente seu compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, incluindo Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Rússia.

Outros anúncios, especialmente de Austrália, Japão e China, são esperados nas próximas semanas.

“É um exercício incrivelmente complexo” para os países, que devem dizer “como vão eliminar as energias fósseis” e “construir uma visão para 2050″, comentou Liz Gallagher.

Teoricamente, os países têm até 31 de outubro – já que as Nações Unidas preveem publicar no início de novembro uma avaliação do esforço mundial que represente todos estes compromissos, visando limitar o aquecimento global em 2°C com relação à era pré-industrial.

Mas, na base dos primeiros anúncios, os especialistas são unânimes em afirmar que a meta de 2 °C exigirá uma ação muito mais ambiciosa.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), para permanecer abaixo da recomendação de 2 °C, é preciso limitar as emissões de gases de efeito estufa o mais cedo possível, para reduzir de 40 a 70% em 2050 e atingir a “neutralidade de carbono” no final do século.

Para chegar a este ponto de viragem, é necessária “uma revolução”, segundo o presidente francês, François Hollande, uma mobilização política do mais alto nível, para além das discussões técnicas entre os negociadores.

Após o G7, o clima também está no meio de uma reunião na ONU, em Nova Iorque, em 29 de junho e na ordem do dia da Assembleia Geral da ONU em setembro, e de um G20 na Turquia em novembro, antes da Conferência Mundial de Paris, entre 30 de novembro e 11 de dezembro.

Fonte: UOL

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