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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Ecoturistas ajudam a resgatar corais na Flórida/EUA

Munidos de tubos e máscaras para mergulho, ecoturistas e voluntários se tornaram os novos jardineiros do fundo do mar no estado norte-americano da Flórida, onde os cientistas ensinam a restaurar os recifes de coral em vias de extinção.

Os corais, tanto na Flórida quando em outras partes do mundo, estão sendo afetados pela poluição humana. Seu papel crucial na biodiversidade marinha levou ao desenvolvimento de técnicas para protegê-los.

O programa de Stephanie Schopmeyer, da Universidade de Miami, consiste em cortar as pontas dos corais vivos, colocá-las em uma “árvore” artificial subaquática e, em seguida, “transplantá-las” para os recifes de coral no fundo do oceano.

“É como se você tivesse uma roseira em seu jardim. Se poda, vai crescer saudável, mais forte e um pouco mais viva”, explicou Schopmeyer, cujo programa “Salve um Coral” é um dos muitos que pedem uma mãozinha ao público.

Os voluntários, como a estudante na Universidade de Miami Nicole Besemer, se mostram ansiosos para ajudar já que sabem que os corais são habitat e fonte de alimento para muitas espécies de peixes, tartarugas e ouriços do mar.

“Eu pratico mergulho no sul da Flórida e quero ter certeza de que meus recifes são saudáveis”, afirmou. “Sei que eles não são mais o que eram”, lamentou.

Resina e “cookies” – Em uma expedição recente, Schopmeyer e uma dúzia de mergulhadores viajaram de barco para um viveiro sob as águas de Biscayne Bay, onde primeiro retiraram algas que aderem às árvores artificiais com pedaços de coral, que foram então plantadas em um recife nas proximidades.

Turistas e estudantes ajudaram na confecção de “cookies”, pequenos discos onde os pedaços do coral são grudados com resina para serem colocados no recife.

O trabalho dos voluntários já tem rendido frutos.

“Estamos conseguindo uma escala ecologicamente significativa”, afirmou Diego Lirman, professor de Biologia Marinha na Universidade de Miami. “Nos demos conta de que tudo depende do número (de corais) que conseguirmos fazer crescer e volver a plantar”, apontou.

Lirman alertou há 30 anos para o impacto dos furacões em um local próximo chamado Elkhorn Reef. Atualmente, já não existem mais corais no local.

“Em um certo ponto eu cansei de apenas observá-los morrer. (…)Queria fazer alguma coisa”, contou.

O professor também contou que foram relatórios feitos por pesquisadores de países como Israel, Fiji, Indonésia e Filipinas que propiciaram o desenvolvimento de técnicas de jardinagem subaquáticas atualmente usadas na Flórida.

Crescimento explosivo – A poluição, a sobrepesca, a dragagem do leito do mar e a acidificação dos oceanos ameaçam os corais, que podem parecer pedras ou plantas, mas são animais da família das medusas ou anêmonas.

Na Flórida e no Caribe, a maioria do trabalho de proteção é feita pela Fundação para a Restauração de Coral (CRF), que emprega dez pessoas e um exército de voluntários.

Os programas da CRF e da Universidade de Miami foram inicialmente financiados pela iniciativa da Casa Branca em 2009 para reanimar a economia após a crise financeira global. Em seguida, foram beneficiadas com doações.

“Estamos na fase de crescimento explosivo”, disse Ken Nedimyer, presidente da CRF.

Há alguns anos, a fundação plantava alguns poucos corais por ano. Agora crescem cerca de 500 árvores submarinas na Flórida onde crescem entre 40.000 e 50.000 corais, afirmou.

Os voluntários podem ter a partir de 14 anos para colaborar com a CRF, após participarem de curso preparatório.

“É mais difícil do que parece quando estamos em terra firme”, disse Patti Gross, uma das instrutoras.

“Mas é muito gratificante”, agrega Gross, que já formou cerca de 250 personas em restauração de corais nos últimos quatro anos.

Fonte: UOL

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