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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Falta de oxigênio na água provoca morte de peixes na lagoa Manguaba/AL

Milhares de peixes e crustáceos amanheceram boiando, na manhã deste sábado (4), nas águas da lagoa Manguaba, no trecho que compreende o município de Marechal Deodoro. O fenômeno, que assustou pescadores e colocou em alerta representantes do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), é resultado da baixa oxigenação na água.
Segundo o diretor técnico do IMA, Ricardo Santos, que percorreu trechos do canal da lagoa Manguaba, no povoado de Massagueira, o incidente é resultado do revolvimento do material orgânico que fica no fundo da lagoa, procedimento que foi provocado pelo grande volume de água da chuva e dos rios que invadiram a laguna nos últimos dias.

“Este é um fenômeno que já se repetiu outras vezes no começo do inverno. No primeiro momento já constatamos a baixa oxigenação nos pontos mais profundos da lagoa. Tanto que os peixes que apareceram boiando são exatamente aqueles que vivem no fundo da lagoa, a exemplo do bagre e mandin, e como os crustáceos, a exemplo dos siris”, expôs Ricardo Santos ao enfatizar que a equipe recolheu amostras da água para analisar em laboratório.

Ao contestar a versão dos técnicos do IMA, o presidente da Colônia de Pescadores Z-6, Jailson Silva, disse que o fenômeno que vem ocorrendo desde 2009 é resultado do envenenamento da lagoa Manguaba por resquícios de agrotóxicos provenientes dos canaviais que ficam próximos aos rios que desembocam na lagoa.

“Não há nada de causa natural neste tipo de mortandade, como diz o IMA. Este é um processo de envenenamento que ocorrer toda vez que começa a chover. A chuva lava os canaviais e traz o restante de veneno que foi colocado na produção para dentro da lagoa. Sabemos disso porque chegamos a pegar com as mãos nesta semana peixes como o curiman, que são ágeis e difícil de pescar até mesmo com rede”, disse o pescador.

Com uma grande quantidade de peixes e crustáceos boiando nos canais da lagoa, moradores que vivem no entorno ignoraram as recomendações de não consumir os pescados e recolheram diversos exemplares.

Este foi o caso de um garoto de 13 anos que recolheu quatro baldes de peixes da lagoa. “Peguei apenas os que estavam vivos. Como lá em casa são muitas pessoas, pegamos uma grande quantidade.

Vamos comer todos. Não há problema”, conta ao enfatizar que a família já consumiu outras vezes os pescados que apareceram boiando na lagoa.

Diante do consumo e até venda do pescado que apareceu boiando nas águas da Manguaba, o presidente da Colônia Z-6 diz que não há como fazer o controle. “Recomendamos que as pessoas não peguem e nem consumam esses peixes. Mas, muitas vezes. não adianta, tanto que no ano passado algumas pessoas chegaram a consumir esses peixes e tiveram problemas de diarreia”, completou Jailson Silva.

Fonte: G1

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