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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Força-tarefa para castrar animais irá atuar em Florianópolis

Capital quer reduzir número de cães e gatos abandonados, que hoje está entre 15 mil e 25 mil
Florianópolis não tem um estudo oficial sobre o número de animais que vivem nas ruas, mas a estimativa do Centro de Zoonoses da Capital é de que existam de 15 mil a 25 mil cães e gatos abandonados na Ilha e no Continente. Como não há donos para todos e a cidade não dispõe de abrigos, o município deu início a uma megaoperação de castração. As ações devem atingir todos os bairros da cidade, começando pelos mais problemáticos: Tapera, Carianos e Rio Tavares, no Sul da Ilha, Rio Vermelho, no Norte, e Monte Cristo, no Continente.

Mantenedores da maior concentração de animais de rua foram escolhidos pela Diretoria de Bem-Estar Animal da Prefeitura da Capital, para receber ações mais efetivas de castração e instalação de microchips de identificação. A força-tarefa começou quarta-feira, na Tapera e no Rio Tavares. Neste dois bairros, cerca de 200 animais previamente cadastrados serão chipados e castrados. “Como precisam estar em jejum, passam a noite na clínica. São pegos às 16h de um dia e devolvidos no outro, no mesmo horário, quando uma nova remessa de animais é trazida”, explicou o diretor do Bem-Estar Animal, João Eduardo Cavallazzi.

A ideia, segundo ele, é fazer cerca de 40 castrações por dia, cerca de 960 por mês. O número só não é maior porque não haveria funcionários suficientes no Centro de Zoonoses, que tem três médicos veterinários. “Queremos regionalizar o atendimento e centralizar a ida do caminhão em um lugar de cada vez. Depois que uma área for coberta partimos para outra. É uma ação de longo prazo que requer paciência, orientação e educação da população”, afirmou. Embora atenda ocorrências de violência e abandono o Centro de Zoonoses não recolhe animais de rua.

Para a sócia-fundadora e vice-presidente do Instituto é o Bicho, Karla Souza Pinto, a castração deveria ser tratada como questão de saúde pública pelas prefeituras. “O município castra, nós também, mas ainda é pouco. A cidade não pode mais ter cães nascendo porque não há donos para todos”, considerou.

Rio Vermelho é o campeão dos maus-tratos

Cães agredidos, que ficam sem água ou comida e amarrados em locais sem proteção da chuva ou do sol são as ocorrências mais atendidas pela diretoria de Bem-Estar Animal da Capital. Os casos de maus-tratos variam de 20 a 25 por mês. A maior parte no Rio Vermelho.

A realidade da violência animal no Rio Vermelho só não é pior porque o bairro também reúne um número expressivo de pessoas que recolhem, cuidam e tentam recolocá-los em novos lares. Há 11 anos, Kátia Carlota Pimentel vive esta realidade. A professora de educação física, que veio de São Paulo e hoje se dedica integralmente ao cuidado com os cães, cuida de cerca de 50 animais, metade para adoção. “Minha intenção nunca foi ficar com tanto bicho, mas é que sempre sobra pelo menos um de cada ninhada. Acabo ficando com eles, tornaram-se minha família”, explicou.

Outro “problema”, conta, é que alguns animais se habituam ao carinho e cuidados, e depois de serem adotados fogem e voltam à casa de Kátia. “Aqui é um lar de passagem, para eles ficarem até encontrarem uma família que tenha vontade e condições de cuidar deles”, disse.Ao serem acolhidos por Kátia, os animais passam por check-up com um veterinário e vão direto para a castração, condição imprescindível para que sejam doados. Para manter a família canina, ela gasta 20 quilos de ração por dia, e arca com o custo dos procedimentos médicos.

ONG ganha uma tonelada de ração

Com a mesma boa vontade de Kátia Pimentel, mas com um número bem menor de cães, o Rio Vermelho tem outros dez voluntários ligados ao Instituto É o Bicho. A ONG venceu o concurso cultural “Final feliz pra cachorro”, da Pedrigree, que doou uma tonelada de ração. O alimento foi distribuído entre voluntários e famílias carentes da região. A ONG também participa do programa “Adotar é tudo de bom” e recebe um saco de dez quilos de reação para cada animal adotado.

Fonte: Notícias do Dia

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