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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Conhece-te (e promove-te) a ti mesmo

Marcelo Madarász explica em encontro de jovens empreendedores no Sul como a Natura alia filosofia e estudos técnicos para conquistar, do trainee ao presidente, o engajamento dos colaboradores
O emprego dos sonhos pode estar mais perto do que se imagina. Esta frase, embora bastante clichê, é uma realidade para Marcelo Madarász, gerente de desenvolvimento de liderança e gestão de pessoas da Natura. Segundo ele, a chave para isso é o profissional saber com clareza qual o sentido da vida – não dentro da empresa, mas no mundo, mesmo. A partir daí, é possível decidir se os valores da empresa estão de acordo e, assim, realmente se sentir parte de um trabalho interessante.

marcelo-madarsz-natura-350Embora não exista uma fórmula, fatores como identidade, interesses, competências e performance devem estar bastante alinhados entre colaborador e empresa. “É importante o profissional refletir por que ele está nesse planeta. Depois, analisar se o que ele quer pode ser vivido naquela organização. Se combinar, ele fica mais feliz e contribui mais para a estratégia da empresa. Eu preciso compreender a mim, depois aos outros e, por fim, agir”, ensina.

Os jovens, neste contexto, estão bastante avançados. Que o diga o próprio Madarász, que desde 2007 cuida dos programas de trainee da Natura e já precisou readequar toda a estratégia da empresa. Acontece que os participantes do programa eram bastante aproveitados em cargos de gerência, mas dificilmente ocupavam alguma diretoria – o alto escalão era preenchido por profissionais que vinham de fora.

“É importante oxigenar a equipe, mas em uma empresa como a Natura a cultura é fundamental. Então devemos aproveitar quem está há mais tempo na empresa”, entende Madarász. O novo formato de preparação das lideranças, em vigor desde 2009, consiste em 12 encontros ao longo de três anos e envolve cerca de 600 colaboradores. O resultado, segundo ele, já vem sendo notado: aumento significativo de gente da casa em postos mais altos e maior identificação com os valores da empresa. “Muitas pessoas que participam das atividades relatam que resgataram a conexão com a empresa”, conta.

Uma vez reconectadas e devidamente engajadas, o esforço para reter talentos se faz desnecessário. Aliás, para Madarász, a expressão “reter talentos” também é desnecessária. “A gente retém é líquido no corpo”, brinca ele, que vê as empresas como organismos vivos e em constante evolução. Por isso, faz questão de distinguir retenção de engajamento.

Nos treinamentos promovidos na Natura, Madarász mescla o conhecimento espiritual e psicológico com o aprimoramento técnico e a experiência de mercado. O programa Cosmos consiste no desenvolvimento de competências essenciais e estratégicas. No primeiro grupo estão cultura, relações, sustentabilidade, inovação e gestão de pessoas; no segundo, gestão de mercados, de novos canais, de parcerias, de operações e de negócios. O grau de complexidade dos estudos varia de acordo com o cargo ocupado.

Este acaba sendo o maior diferencial com relação ao ensino regular, na opinião de Madarász. “A academia dá o conceitual, mas falta on the job, mão na massa. Gestão de pessoas o profissional só aprende, mesmo, quando tiver uma equipe”, sustenta. Esse momento chega quando o gestor passa a precisar de outras pessoas para alcançar seus resultados e, neste sentido, influenciar as pessoas com quem se relaciona (tanto dentro quanto fora da empresa) é primordial.

A real diversidade

Segundo Madarász, o mais complicado dentro das empresas é abrir espaço para a colaboração e a convivência entre os diferentes modelos mentais. Ou seja, é preciso combinar a experiência e o conhecimento dos mais antigos com a vitalidade e oxigenação dos mais modernos. “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Não posso abrir mão do conhecimento. Então, preciso equilibrar as equipes”, conta.

Aos empresários que caçam talentos e aos jovens que procuram o emprego dos sonhos, ele dá um conselho: esqueçam a busca por aquela pessoa que “pensa igualzinho” a vocês, como sinal de convergência de ideias. “Diversidade é visão diferente. É preciso ter clareza da luz e da sombra próprias e saber o que nos complementa no outro. A sinergia é que oxigena”, garante.

Madarász palestrou durante o Encontro Nacional de Empresas Júnior, realizado em Porto Alegre entre os dias 10 e 14 de julho, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O evento deve receber cerda de 1,7 mil congressistas de todo o país e é organizado pela Empresa Jr. do curso de Administração da ESPM-SUL e pela PS Júnior (Empresa Júnior de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS). A realização é da Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Júnior).

Fonte: Revista Amanhã

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