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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Projeto da Embrapa quer valorizar cadeia produtiva do dendê

O projeto tem as vertentes de estudar a genética da planta e desenvolver soluções para os produtos do fruto


A planta do dendê, chamada de palma-de-óleo, é considerada a com maior potencial entre as fontes de óleo para a produção de biodiesel, além de abastecer a indústria de alimentos. No entanto, a disponibilidade de sementes de qualidade, o aumento do número de variedades disponíveis e a valorização econômica de todos os coprodutos do processamento ainda são desafios para estimular investimentos.

Por este motivo, a Embrapa Agroenergia de Brasília (DF), com uma rede de parceiros em várias regiões do país, está liderando um projeto de pesquisa em rede com duas vertentes: estudar a genética da planta do dendê e desenvolver soluções para os coprodutos do processamento industrial dos frutos.

O dendezeiro, como é conhecida a palma-de-óleo, gera cachos grandes e pesados repletos de pequenos frutos vermelhos, dos quais são extraídos dois óleos. Da polpa, vem o óleo de dendê propriamente dito, de cor alaranjada; da castanha, sai o chamado óleo de palmiste.

O primeiro é utilizado na produção alimentícia (margarinas, pães e sorvetes) e em outras aplicações industriais (sabões, detergentes, corantes naturais). O segundo também é empregado na fabricação de alimentos, especialmente os especiais, como biscoitos e chocolates, além de atender ao mercado de cosméticos.

Para falar sobre o assunto, o programa Nossa Terra entrevistou a pesquisadora da Embrapa Agroenergia Simone Mendonça, que falou aos ouvintes da Rádio Nacional da Amazônia sobre o principal objetivo do projeto e quais os benefícios que a planta do dendê pode trazer à saúde humana, se utilizada em correta fabricação dos produtos derivados.

Simone Mendonça explicou que o governo brasileiro já tem feito ações para estimular a agricultura familiar no plantio da palma, já que o país é insuficiente na produção do dendê, essencial para a indústria de alimentos. Segundo ela, o Brasil importa mais de 50% do óleo de países do Sudeste Asiático, como Indonésia e Malásia.

A pesquisadora da Embrapa Agroenergia contou que está prevista no Brasil uma grande expansão da área plantada do fruto do dendê, principalmente na região Norte do país. Podem ser produzidos 200 quilos de óleo utilizando-se uma tonelada dos cachos do fruto. Os cachos vazios (depois de retirados os frutos) também têm podem ter utilidade na indústria, como a fabricação de móveis, por exemplo.

Fonte: EcoDebate

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