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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Aparelho usa raio-x para facilitar triagem de lixo eletrônico na reciclagem

Sistema permite identificar materiais invisíveis na triagem, independentemente da cor e do grau de sujeira.


O elevado consumo de bens eletrônicos, assim como o rápido descarte fez soar os alarmes no mercado de reciclagem nos últimos tempos. Em busca de soluções para este problema, a companhia Tomra Sorting Recycling desenvolveu uma tecnologia baseada em sensores óticos que promete ajudar o mercado da reciclagem a otimizar seus recursos, assim como acelerar os processos de automação nas plantas, fazendo com que haja o menor número de desperdício.

Após vários anos de pesquisa e de trabalho com equipes especializadas, a Tomra desenvolveu o X-TRACT, que usa a transmissão raio-x e permite identificar materiais invisíveis no material de triagem, independentemente da cor e do grau de sujeira.

Outro campo de aplicação do X-TRACT é o processamento e reutilização de tubos antigos de televisores e monitores. Através de um processamento interno, é possível a separação do vidro com conteúdo de chumbo do restante material com uma pureza de mais de 99,5%. Além disso, o sistema permite, ainda, separar metais pesados a partir de frações de metais não ferrosos, sobretudo de alumínio.

Como cada processo de separação é diferente, as técnicas utilizadas também o são. Por isso, é possível combinar sensores de metais com câmaras para detecção de cores, raios infravermelhos e transmissão Raio-X para obter diferentes produtos com o máximo de pureza e os melhores resultados possíveis. Tendo em conta que os sistemas modernos de separação são projetados para recolher o maior número de recursos possíveis de alta qualidade, sendo que ao mesmo tempo têm que manter os custos de todo processo os mais baixos possível.

Para chegar aos tais resultados falados é preciso ter em conta cinco fatores-chave. Em primeiro lugar é necessário que a composição do material que entra na linha da planta, assim como seus pesos e as impurezas, sejam analisadas ao pormenor e na saída da linha os produtos desejados têm que estar precisamente especificados. Todos estes fatores são essenciais para a fase de planejamento do projeto de automatização da triagem, o qual preverá etapas como classificação do material de acordo com o tamanho do grão, extração de metais ferrosos seguido da extração dos metais não ferrosos, e então a implementação do X-TRACT.

É prioritário que os componentes que não podem ser reciclados, bem como as impurezas, devem ficar de fora do processo o mais rápido possível. Já perto do fim do processo, é importante ressaltar que os sistemas baseados em sensores como os da Tomra geram fracções de materiais de alta-pureza. A possibilidade de poder juntar diferentes máquinas da empresa é o quinto fator-chave, o que vai permitir atingir patamares de sucesso bastantes elevados com o alcance de puridade de materiais acima dos 95%, como já falado anteriormente.

Problema do lixo eletrônico no Brasil

Os lixos eletrônicos, também conhecidos como pela sigla REEE (Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos), quando descartados de modo incorreto podem provocar sérios riscos ao meio ambiente. Este fator dá-se devido ao uso de metais pesados e altamente tóxicos existentes na composição destes equipamentos. Entre eles, os mais comuns encontrados são o mercúrio, berílio e chumbo. Somam-se a estes metais outros componentes químicos. Quando o descarte incorreto ocorre, os materiais são enterrados junto dos equipamentos, sendo então absorvidos pelos solos que estiver em contato, contaminando-os. E este é apenas um dos exemplos possíveis.

Diversos países criaram legislações próprias para o correto descarte e a minimização de danos para a saúde e ao meio ambiente. No Brasil, por exemplo, foi aprovada em 2010 a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga o destino adequado a esses resíduos. No estado de São Paulo, devido a elevada quantidade de lixo eletrônico que é produzida, foi estabelecida a Lei Estadual 13.576 que instituiu as normas para a reciclagem, gerenciamento e destino final dos lixos tecnológicos.

De acordo com as previsões, o Brasil gerou aproximadamente 1,100 mil toneladas de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) pequenos em 2014, e o número aumentou para 1,247 mil toneladas em 2015.

O levantamento ainda mostra que os 150 maiores municípios brasileiros – a maioria nas regiões Sudeste e Sul – são responsáveis por aproximadamente dois terços de todo o lixo eletroeletrônico que se estima seja descartado no país.

Quando falamos em reciclagem de REEE, o Brasil registra ainda um atraso comparativamente com outros países, apesar de sua Lei Federal estar em vigor desde 2010. Com a entrada constante de novos equipamentos no mercado e a indústria eletroeletrônica cada vez com maior presença, é muito importante a conscientização da comunidade na hora de reciclar e uma maior produtividade da indústria da reciclagem, que se procura adaptar aos novos tempos.

Fonte: Ciclo Vivo

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