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quarta-feira, 13 de março de 2019

Viver e não ter a vergonha de ser feliz!


Deparei-me, em uma rede social, com esta cartinha escrita por uma menina de 13 anos. Colei-a no final do meu texto. Li e reli várias vezes, tentando entender as entrelinhas. Um desabafo triste que contem a dor que grande parte dos adolescentes carrega no peito.

Uma menina que redige bem e que, apesar da tenra idade, fala de crises emocionais, de tentativa de suicídio, de constante vontade de morrer...


Uma menina que – assim como tantas outras – deveria estar focada na alegria da reencarnação. Mas que, por vários motivos, não se sente confortável em sua trajetória neste Planeta.

Quer ir embora, voltar para o Mundo Espiritual, sem entender seu projeto de vida.

Claro que sentimos saudade de Casa. Nosso espírito está aqui de passagem, preso num corpo que realmente aprisiona, numa experiência de aprendizado e provas constantes.

Mas, menina linda, pedimos tanto pra reencarnar! Fomos auxiliados na elaboração de um projeto maravilhoso de vida que obteve aprovação da Espiritualidade Superior. Aterrissamos com a companhia constante de nosso Anjo da Guarda, um parceiro incondicional para facilitar nossa estada na Terra. Um fiel escudeiro que nos ampara e orienta, dia e noite...

Além disso, tivemos a oportunidade de escolher a melhor família para nos receber, albergar, proteger, nutrir... nossos antepassados prepararam os caminhos para facilitar a nossa trajetória...

E para que tudo isso? Para nos depurarmos, para chegarmos mais perto da Angelitude, a grande meta espiritual.

Sendo assim, não dá pra abreviar nossa viagem. Há tanto a fazer por aqui! Há um caminho longo e interessante à nossa frente. Há muito amor para receber e dar...

Precisamos agradecer diariamente a beleza de sermos eternos aprendizes!

Menina bonita, abra os olhos e o coração! Espante os pensamentos negativos. Mande embora a tristeza!... Foque nos seus vários pontos positivos! Assim como Jesus, você é capaz de fazer milagres porque possui Luz Divina em cada uma de suas células.

Crises existenciais passam e são melhormente enfrentadas quando dividimos nossas dores e problemas com as pessoas que nos cercam, que nos amam, que apostam no nosso progresso.

Fique com a pureza da resposta das crianças, da música linda composta por Gonzaguinha: “Eu sei que a vida poderia ser bem melhor e será; mas, isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita!!!”

Cartinha apócrifa encontrada casualmente em uma rede social:

“... é incrível como eu consigo disfarçar tão bem. E ninguém notar diferença alguma em mim ou em meu comportamento. 

Essa semana — semana passada — eu tive cinco crises existenciais, uma em cada dia. Primeiro, foi domingo à noite. No segundo dia, ou segunda-feira, de manhã, levei algumas palavras que me disseram para o coração e me senti muito mal por aquilo. Na terça, quarta e quinta.. foram as mesmas coisas. Não exatamente o que os meus amigos disseram a mim; mas, por coisas que andam realmente me machucando... e muito. 

O tempo todo — quase — eu penso em suicídio. E todas as vezes em que penso nisso, meus olhos começam a se encher de lágrimas. Eu fico pensando em todas as coisas que eu deixaria de fazer... Em todos os que eu iria perder. Tenho ótimos amigos, que me ajudam sempre quando podem, principalmente a Dolores. Tenho um ótimo namorado que tá sempre me ajudando, principalmente quando estou triste. Tenho uma ótima família... e que a maioria deles não sabe que eu tenho problemas e transtornos emocionais. Pelo menos é o que eu acho, hehe. 

Ficaria muito aliviada e feliz se eu morresse. Mas ficaria muito triste por essas pessoas que talvez iriam sentir a minha falta. Sempre falo para meu terapeuta que eu sempre quis saber como é a sensação da morte e como seria o mundo sem mim depois que eu morresse. 

No dia catorze de outubro, eu tentei suicídio. E felizmente fracassei. Mas, no dias seguintes, eu fiz cortes pelo meu corpo. De forma que ninguém os visse. O terapeuta achou melhor que eu começasse a fazer tratamento com um psiquiatra. Mas, acabei não fazendo, pois meu comportamento havia melhorado. Ele contou aos meus pais sobre o que estava acontecendo comigo, pelo o que eu estava passando. Eu me senti muito mal... Eles deixaram de confiar em mim um pouco... A ponto de dizer que se minhas ações ficassem piores, eles iriam ficar o tempo todo de olho em mim. 

Felizmente eu melhorei daquilo, consegui ficar um bom tempo sem pensar em coisas ruins, até comecei a ver os pontos bons em mim...

Agora tudo aquilo voltou, aquela tristeza que eu tinha deixado para trás tá voltando, aos poucos...”

Ana  Candida  Echevenguá, OAB/RS  30.723, OAB/SC 17.413-A, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental, em Direito do Consumidor e em Direito da Mulher. Coordenadora do Programa Eco&Ação, no qual desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: anaechevengua@gmail.com

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