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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Obama diz acreditar em ‘momento da virada’ contra o aquecimento global

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira (30) na COP21, a Cúpula do Clima de Paris, que espera ver o “momento da virada” no combate ao aquecimento global.


Mais de 150 líderes do planeta deram início aos trabalhos com um apelo dramático para que consiga um acordo global contra a mudança climática, capaz de preservar a vida das gerações futuras no planeta.

Os representantes dos 195 países que participam da COP21 devem anunciar, em 11 de novembro, a formalização de um acordo mundial para limitar o aquecimento global a 2°C em relação à era pré-industrial.

Citando medidas de redução de emissões tomadas por seu próprio país, Obama ressaltou a necessidade de os países desenvolvidos tomarem a liderança no corte da produção de CO2, mas não deu detalhes de como espera que o novo acordo seja.

Representantes dos EUA chegaram a Paris em uma situação de desconforto, com o país defendendo um acordo apenas político, sem força de lei, para combater o aquecimento global, por medo de não conseguir aprovar um tratado de forma doméstica.

Obama, porém, rechaçou críticas de que os EUA estariam querendo fugir de sua responsabilidade.
“Não queremos fugir da responsabilidade de reconhecer nosso papel em causar esse problema”, afirmou o presidente. “Venho aqui representando a maior economia do mundo e o segundo maior emissor de gases-estufa.”

Obama citou em seu discurso os problemas que vem sendo enfrentados dentro de seu próprio país com o aquecimento global, citando o Alasca. Nesse estado no norte dos EUA, o mar tem avançado, as florestas boreais têm se incendiado mais e o permafrost (solo congelado) começou a desmoronar em muitas regiões.

“Somos a primeira geração a sentir os impactos da mudança do clima e a última que pode fazer algo contra isso”, afirmou.

Com intenção de mostrar iniciativas de seu próprio país, Obama afirmou que, nos últimos sete anos a capacidade de geração de energia limpa por vento triplicou, e a energia solar se multiplicou por vinte.

Ele disse reconhecer que é preciso que o planeta se esforce mais, porém, mas sem mencionar temas polêmicos no acordo do clima, como a forma jurídica que o tratado vai adotar. O presidente americano se disse otimista e agradeceu os franceses por abrigarem a cúpula mesmo após os atentados terroristas de 13 de novembro terem deixado a cidade numa situação de fragilidade.

“Aplaudimos o povo de Paris por insistir em que essa conferência fosse realizada e por mostrar que nada vai nos impedir de construir um mundo novo para nossas crianças”, afirmou.

China – Após o discurso de Obama, o presidente da China, Xi Jinping, assumiu a plenária, e afirmou que os países desenvolvidos devem estar à altura de seus compromissos financeiro de repassar US$ 100 bilhões até 2020 destinados a financiar projetos climáticos nos países do Sul e incrementar sua ajuda passada essa data.

O financiamento da ação contra o aquecimento do planeta constitui um dos principais pontos de bloqueio das negociações entre os 195 países.

ONU – Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu a líderes mundiais para acelerar ações para evitar o perigoso aumento de temperaturas.

Promessas nacionais de cortes de emissões de mais de 180 nações foram, disse, um bom começo, mas não o suficiente para conter o aquecimento global em no máximo 2 graus Celsius, limite que, segundo cientistas, irá evitar piores consequências.

“Paris precisa marcar um ponto de mudança decisivo”, disse. “Precisamos ir mais rápido e mais longe para limitar o aumento da temperatura global em menos de 2 graus Celsius”.

O secretário-geral da ONU defendeu um acordo “universal, ambicioso, crível e a longo prazo” para “descarbonizar” a economia mundial, que também seja um “pacto solidário com os mais vulneráveis e com compromissos de adaptação para os países em desenvolvimento”.

“O futuro do planeta depende dos senhores, não podemos permitir a indecisão, estamos convocados a transformar nosso modelo de desenvolvimento. A transição já começou, mas precisamos de sua ajuda e sua visão para acelerá-la”, pediu Ban aos líderes mundiais no fim de seu discurso na Cúpula do Clima.

Luta contra o terrorismo – Também em discurso na abertura da COP21, o presidente da França, François Hollande, disse que as lutas contra o terrorismo e o aquecimento global têm uma ligação forte, à medida que líderes mundiais se reúnem em Paris para conversas sobre as mudanças climáticas duas semanas após ataques de militantes islâmicos na capital francesa.

Hollande também reiterou que qualquer acordo para tentar manter o aumento das temperaturas globais abaixo de 2 graus Celsius precisaria ser “universal, diferenciado e obrigatório”, com países ricos contribuindo mais do que os pobres.

“Não posso separar a luta contra o terrorismo da luta contra o aquecimento global”, disse Hollande, durante a abertura das conversas.

“Esses são dois grandes desafios globais que temos que encarar, porque temos que deixar para nossas crianças mais do que um mundo livre do terror, também devemos a elas um planeta protegido de catástrofes”, acrescentou. 

Fonte: G1

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