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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Macrófitas aquáticas, Parte 1/2, artigo de Roberto Naime


As macrófitas aquáticas são plantas aquáticas que vivem em brejos e até ambientes verdadeiramente aquáticos, incluindo os corpos de água doce, salobra e salgada. Incluem vegetais desde macroalgas até angiospermas

São caracterizados como vegetais que durante sua evolução retornaram do ambiente terrestre para o aquático.

Devido o seu retorno do ambiente terrestre para o aquático, muitas de suas estruturas tiveram profundas modificações. A estrutura de transpiração das plantas terrestres, perdem a função na maioria das macrófitas, sendo especialmente notória nas macrófitas submersas.

Na epiderme inferior de folhas flutuantes e submersas encontram-se grupos de células pequenas em volta de poros, estes sistemas são chamados hidropoten e tem função de absorver grandes íons químicos.

Devido as dificuldades da difusão e disponibilidade dos gases, oxigênio e gás carbônico na água ser mais lenta em comparação com o ar, ocorreu, uma redução na cutícula, uma redução na espessura da folha a três camadas de células, um aumento no espaço intercelular das folhas, e os gases produzidos na fotossíntese e na respiração são armazenados.

Foram encontradas faixas ótimas de temperatura para espécies de macrófitas aquáticas, em função das variáveis sazonais do ambiente e de sua localização geográfica.

Esses vegetais possuem uma ampla tolerância à temperatura, ocorrendo desde ambientes tropicais até temperados, sendo que temperaturas altas geralmente favorecem o desenvolvimento de diversas espécies.

Além disso, a disponibilidade de luz controla a fotossíntese influenciando na composição das espécies e nas adaptações morfológicas e fisiológicas das plantas expostas a diferentes intensidades luminosas.

Os fatores ambientais que favorecem o crescimento destas plantas são a baixa turbulência, abundância de nutrientes, ausência de espécies predadoras e competidoras, condições climáticas propícias (especialmente em ambientes aquáticos tropicais).

Porém, podem suportar grandes períodos de seca bem como diferentes concentrações salinas.

As folhas novas quando ainda submersas realizam respiração anaeróbica, isto é sem oxigênio, porém quando emergem as lacunas aumentam de tamanho para facilitar as trocas gasosas.

Os sistemas radicular e de rizomas destas plantas estão presentes nos sedimentos permanentemente anaeróbios, sendo o oxigênio necessário ao desenvolvimento obtido através dos órgãos aéreos.

Tem farta classificação de espécies, que aqui não é detalhada por desnecessária.

Tem distribuição cosmopolita devida a homogeneidade térmica da água, que propicia um ambiente mais estável, contudo, sua distribuição pode estar dependente das altas concentrações iônicas e variações de pH.

As macrófitas apresentam grande capacidade de adaptação e grande amplitude ecológica, possibilitando que uma mesma espécie possa colonizar diferentes tipos de ambiente, como água doce, salobra e salgada. Para além deste fato, podem suportar longo período de seca, modificando suas estruturas anatômicas, fisiológicas e fenotípicas.

É narrada grande capacidade de absorção de moléculas presentes em efluentes domésticos ou de criatórios animais, sendo utilizada em grandes ou pequenas estações de tratamento de efluentes e de esgotos em geral.

São plantas herbáceas que flutuam na superfície da água ou a meia água, não estando enraizadas no sedimento. Geralmente seu desenvolvimento máximo ocorre em locais protegidos do vento.

Em formas mais elaboradas, o aspecto morfológico destas plantas é representado pela roseta de folhas, caule condensado e raízes pedunculadas, em uma forma mais reduzida há perda da separação entre caule e folha com eliminação das raízes.

Podem possuir raízes adventícias, ou seja bem desenvolvidas nas plantas em roseta, e raízes laterais com pelos epidérmicos. Não possuem tecidos lignificados, seus tecidos vasculares são pouco diferenciados, e grande parte do espaço ocupado é aerênquima.

A absorção de nutrientes se dá totalmente a partir da água. Geralmente estão restritas aos habitats abrigados e dos cursos de água de corrente fraca.

Se explicita que são muito sensíveis a fenômenos de eutrofização, patrocinando grandes e desordenados crescimentos quando ocorrem grandes ofertas de nutrientes.

Referência:

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Fonte: EcoDebate

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