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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Surfistas e nativos de Florianópolis iniciam uma mobilização pela preservação da Joaquina

O movimento ainda não tem ações definidas mas pretende somar forças para manter uma das praias mais visitadas de Florianópolis


Surfistas e nativos da região da Joaquina estão iniciando uma mobilização intitulada “Salve a Joaquina”, contra o abandono e pela manutenção da praia. Um dos balneários mais bonitos e visitados na capital catarinense durante todo o ano falta iluminação e poderia ser mais bem cuidado tanto pelo poder público quanto pelos moradores e visitantes da região. A proposta é fazer um programa de conscientização e buscar parcerias público-privadas para intervenções na estrutura das praças, iluminação e principalmente para fiscalização.

Nas últimas semanas, mesmo após o fim da temporada de verão e prazo para os ambulantes retirarem suas barracas, as estruturas ainda estavam amontoadas na areia. Segundo os surfistas e os salva-vidas que frequentam diariamente a praia, a maioria do material foi retirado há poucos dias pela Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital) que administra o estacionamento da praia. Parte destes entulhos ainda estava acumulada ontem no estacionamento, aguardando a chegada do caminhão para ser recolhido.

Ao lado do posto salva vidas um poste desativado está condenado e segundo os próprios socorristas já deveria ter sido retirado há quase um ano, mas até agora nada foi feito.  A única iluminação da praia é feita por um conjunto de refletores que fica mais próximo do costão e ilumina apenas a área de entrada. Fabiano Silveira, 34, costuma pedalar da Lagoa até a Joaquina pela manhã. Ele conta que há 15 anos passeava na praia a noite, mas hoje não tem mais coragem. “A gente é nativo, conhece tudo, mas não é como era antes. A noite fica muito isolado e é perigoso. Não tem mais o mesmo encanto de quando a gente era criança e mais jovem”, lamentou.

Comunidade quer levar reivindicações ao prefeito

É visível a diferença entre o costão esquerdo, entrada principal da praia tomada por bares, mesas, cadeiras e edificações que encobrem a vegetação natural, e o restante da faixa de areia onde ainda é possível ver e conviver com a vegetação nativa de restinga.

Apesar da área preservada, em alguns pontos há lixo e entulho abandonados. A poucos metros dos restaurantes e posto salva-vidas a equipe de reportagem do ND flagrou um refrigerador antigo, enferrujado abandonado na areia, situação que não é tão incomum, segundo os funcionários da Comcap que trabalham no local.

O surfista Marcelo Ribas Pereira, 51, surfa na Joaquina desde os 15 anos e se preocupa com a possibilidade de uma ocupação desordenada e resquícios das festas noturnas que aparecem na praia no dia seguinte. “Chego aqui geralmente perto das 7h e sempre vejo os garis recolhendo garrafas e copos. O pessoal abusa à noite, bebe, faz festa e deixa tudo na areia. Ainda temos boa parte da extensão de natureza, mas tem que cuidar para não perder o que nos resta”.

A proposta encabeçada por Ivan Althof, 52, aposentado e integrante da associação dos surfistas da Joaquina, ainda não tem cronograma nem programação definidos. Mas o desejo da comunidade é que as reivindicações cheguem ao prefeito e ao vice para que, juntos, possam pensar intervenções que melhorem a situação da praia, tanto para nativos como para turistas que visitam a região o ano inteiro. Eles buscam juntar forças para mobilizar também os vereadores para que levem a causa e discussão à Câmara Municipal.

Uma das sugestões é que o valor arrecadado no estacionamento administrado pela Comcap seja investido na praia e entorno. Mas a aposta da comunidade para solucionar os problemas é em uma parceria entre o poder público e entidades privadas. A associação  dos surfistas já tentou fazer trabalhos semelhantes, mas não tem verba para manter projetos locais, por isso busca outras maneiras de manter o que ainda está preservado e evitar o abandono na região. “O povo fatura, explora e ninguém cuida, só querem tirar da praia. Não dá para usar o verão todo e depois simplesmente largar. A verba que poderia ser investida aqui
seria pouco perto do que a Joaquina representa para o Estado. São detalhes que fariam toda diferença”, afirmou Althof.

A equipe de reportagem do ND procurou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Dalmo Vieira Filho, para falar sobre a situação, mas a assessoria de imprensa informou que ele estava em uma reunião fora da secretaria durante todo o dia, ele também não atendeu às ligações no celular.

Fonte: Notícias do Dia

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