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sábado, 4 de janeiro de 2014

Cresce número de experimentos para detectar a misteriosa matéria escura

Uma série de experimentos está finalmente fechando o cerco em torno da misteriosa matéria escura – a entidade responsável por 85% da força gravitacional presente no universo, mas que ninguém ainda sabe o que é.


Pelo menos 50 novos estudos buscam saber qual é sua natureza, mas enfrentam um problema complicado: os dados de algumas pesquisas não batem com os de outras.

“Não é possível dizer que a matéria escura tenha sido descoberta, mas pode ser que estejamos mais próximos”, diz Frèdèric Mayet, professor do Laboratório de Física Subatômica e de Cosmologia, de Grenoble (França).

Ele mapeou 50 experimentos recentes -alguns em projeto- para tentar detectá-la direta ou indiretamente. E há ainda a possibilidade de que a matéria escura seja produzida no acelerador de partículas LHC, na fronteira da Suíça com a França.

O ano de 2014, portanto, começa com um dilema para os físicos. Por um lado, é bom saber que há um número tão grande de estudos tentando encontrar a matéria escura. Por outro, alguns experimentos extremamente sensíveis, como o LUX, fecharam o ano sem encontrar nenhum sinal dessa entidade misteriosa.

O LUX, que funciona numa mina subterrânea da Dakota do Sul (EUA), usa um tanque de xenônio (gás inerte e incolor) para tentar capturar partículas de matéria escura. A técnica é uma das cinco diferentes ideias para detectá-la.

O resultado negativo contrariou o do experimento Dama-Libra, na Itália, que há anos afirma estar vendo sinais da matéria escura, usando uma técnica diferente.

Um outro tipo de experimento, que usa cristais ultrafrios para detecção, porém, afirma ter obtido um sinal que pode se tratar de matéria escura. O CDMS, que funciona numa mina desativada em Minnesota (EUA) também acredita ter um sinal positivo.

Projetos que buscam evidências indiretas da matéria escura no espaço, como o satélite Fermi, também obtêm resultados dúbios.

Há sinais de que partículas de matéria escura podem estar se aniquilando no espaço. Um deles é a presença de antimatéria (matéria com cargas elétricas invertidas) em uma maior concentração do que a esperada. Teorias postulam que a antimatéria é um dos produto da desintegração de matéria escura.

A antimatéria detectada pelo Fermi, porém, pode também estar sendo gerada por pulsares (estrelas mortas que emitem pulso de luz periódicos), creem alguns teóricos.

Desafio Teórico – Nicolás Bernal, cientista colombiano recém-contratado pelo Instituto de Física Teórica da Unesp (Universidade Estadual Paulista), trabalha tentando fazer a ligação entre o que a teoria prevê e o que os experimentos efetivamente produzem.

“O desacordo entre experimentos de detecção direta e indireta, a princípio, não é um problema, porque eles não investigam os mesmos processos. O problema é quando experimentos similares têm dados diferentes.”

Uma das saídas para superar o problema experimental é a aumentar a escala -e a precisão- dos projetos.

O Xenon-100, um experimento italiano que não conseguiu enxergar nenhum sinal ainda de matéria escura, usa como detector um tanque de 165 kg de xenônio, mas planeja agora aumentar a carga para uma tonelada.

Grupos como o de Frèdèric Mayet, por outro lado, têm tentado criar estratégias diferentes de detecção – técnicas que, no caso de um resultado positivo, possam explicar a ausência de sinais em outros experimentos.

“Temos a impressão, de modo geral, que estamos chegando mais perto da matéria escura”, diz Mayet. “Só não sabemos quão perto.” 

Fonte: Folha.com

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