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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sede da COP20, Peru é o quarto país mais perigoso para ambientalistas

Cinquenta e sete ambientalistas foram assassinados em uma década no Peru, fazendo deste país – que em dezembro sediará a próxima conferência climática da ONU (COP20) – o quarto mais mortal para defensores do meio ambiente, revela estudo publicado nesta segunda-feira pela organização internacional Global Witness, sediada em Londres.


“Dois defensores do meio ambiente são assassinados a cada semana no mundo, uma cifra trágica que aumentou nos últimos anos, sem que os governos dos diferentes países façam o suficiente para evitar isso”, denunciou a Global Witness, que em abril já tinha classificado o Brasil como o país mais perigoso do mundo para esses ativistas.

Enquanto a demanda global por recursos naturais aumenta no mundo, cada vez mais povos devem defender seus direitos à terra e ao meio ambiente dos abusos do Estado e das corporações, advertiu a organização, que apresentou o relatório Meio Ambiente Mortal simultaneamente em Lima e em Nova York.

Muitos dos assassinatos ocorrem devido a conflitos de propriedade e ligados ao uso da terra, principalmente devido à expansão da mineração e ao desmatamento ilegal, prosseguiu o estudo.

Segundo a organização, por número de vítimas, o Brasil (com 448 assassinatos entre 2002 e 2013) é o país mais perigoso do mundo para um defensor do meio ambiente, seguido de Honduras (107) e Filipinas (67).

Na quarta posição ficou o Peru (pelo menos 57 assassinatos entre 2002 e 2014), “onde mais da metade dos crimes ocorreram nos últimos quatro anos”, o que reflete o aumento destes crimes.

Segundo o documento, a grave situação nas regiões de floresta no Peru ficou evidente com o assassinato de Edwin Chota e outros três líderes indígenas da etnia ashaninka, quando tentavam defender seus territórios de madeireiros ilegais, em setembro.

“Os assassinatos de Edwin Chota e seus colegas são uma trágica demonstração do paradoxo que existe nas negociações climáticas”, disse o cofundador da Global Witness, Patrick Alley, em alusão à conferência da ONU, que será celebrada entre 1 e 12 de dezembro, em Lima.

“Enquanto o governo peruano é encarregado de receber estas negociações para solucionar a crise climática, está fracassando em proteger aqueles que estão na linha de frente da defesa ambiental”, criticou.

Antes de ser morto, Edwin Chota tinha denunciado ameaças de morte recebidas de máfias de madeireiros na região de Ucayali (nordeste do Peru, na fronteira com o Brasil). As mortes dos líderes indígenas aconteceram na frente de membros da comunidade, informaram à polícia testemunhas e familiares.

As máfias dedicadas ao corte ilegal de árvores na Amazônia entram nas regiões sob domínio indígena para extrair madeira e desenvolvem suas atividades ameaçando as comunidades, uma situação que se agrava pela falta de títulos para as terras.

A selva peruana abriga mais de 300.000 indígenas, mas 72% das populações destas comunidades não têm como provar seu direito de propriedade. Atualmente, reivindicações indígenas sobre mais de 20 milhões de hectares de terras ainda não receberam resposta oficial.

O estudo lembra que a destruição de florestas tropicais no mundo é uma das maiores fontes de emissões de gases que contribuem para o aquecimento global. Apesar disso, os níveis de desmatamento no Peru dobraram em 2012 com relação ao ano anterior.

Na Amazônia brasileira, após alcançar o menor nível histórico (4.571 km2 em 2011/2012), o desmatamento voltou a aumentar no período 2012/2013, quando alcançou 5.981 km2 (+29%).

O governo vai divulgar no final de novembro os resultados do último período (2013-2014), terminado em agosto. Mas dados parciais de detecção por satélite indicam que o desmatamento voltou a aumentar. 

Fonte: Terra

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