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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Pesquisa do Instituto Mamirauá comprova eficácia do tratamento de água com luz solar

Após seis horas de exposição ao sol, água armazenada em garrafas PET atingiu 57 graus, e microrganismos foram inativados. Método, já adotado em mais de 20 países, é uma alternativa para as comunidades ribeirinhas, que armazenam água da chuva para consumo.


Uma pesquisa desenvolvida no Instituto Mamirauá, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), comprovou a eficácia de um método de tratamento de água usando a luz do sol. Simples e barato, o método é uma alternativa para as comunidades ribeirinhas da Amazônia, que armazenam água da chuva para consumo.

O Solar Water Disinfection (Sodis) foi testado pela bolsista de Iniciação Científica do Mamirauá Nayandra Carvalho em 2015 e 2016. Para a pesquisa, foi montado um sistema de coleta de água da chuva semelhante ao usado pelas comunidades da região. A água armazenada em garrafas PET foi exposta ao sol para desinfecção. O procedimento foi testado em bases de apoio de madeira e de telha reflexiva, e em duas situações, com céu aberto e com céu nublado. Amostras da água foram coletadas após seis horas de exposição ao sol para análises do PH, temperatura e contaminação.

Os resultados demonstraram que, após esse período, a água armazenada atingiu 57 graus e foi observada a total inativação dos microrganismos. As garrafas pintadas de preto alcançaram a mesma temperatura após quatro horas de exposição ao sol, potencializando a ação. Os melhores resultados foram obtidos nas garrafas apoiadas em superfícies de madeira, onde a água alcançou 5 graus a mais de temperatura que na superfície reflexiva. Os testes em dia nublado também tiveram resultado positivo. No entanto, é necessário um período mais longo de exposição.

Segundo a pesquisadora Nayandra Carvalho, embora o método seja utilizado em mais de 20 países, ele não é popularizado no Brasil. “A gente acredita que, criando um manual para as comunidades ou para as escolas, mais pessoas poderão utilizar o método para tratar água em casa, o que, inclusive, diminui a transmissão de doenças pela água, bastante frequente nessas comunidades”, explicou.

Com apoio dos técnicos do Instituto Mamirauá, as comunidades ribeirinhas das Reservas Mamirauá e Amanã já tem o hábito de coletar água da chuva. “O tratamento de água pelo Sodis é parecido com a fervura, mas com um diferencial: a energia vem do sol, que é uma fonte gratuita.”

Fonte: EcoDebate

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