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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Sustentabilidade e inovação: as diferenças e vantagens de um cemitério vertical

Falta de espaço e a consciência ecológica levaram muitos cemitérios a adotar a verticalização


A ideia de cemitério que a maioria de nós têm em mente é o chamado ‘cemitério horizontal’, onde os corpos são sepultados de forma subterrânea em uma área aberta. No entanto, a falta de espaço e a consciência ecológica levaram muitos desses espaços a adotar a verticalização. É o que acontece com o Campo Santo, o mais antigo em atividade de Salvador.

Mas quais são as diferenças e vantagens deste novo modelo de sepultamento? Neste tipo de sepultamento, os corpos são colocados em espécies de gavetas, que ficam uma sobre a outra. Por isso, o conceito de verticalização. Além disso, os túmulos são padronizados. 

Sustentabilidade

Nos cemitérios horizontais, os cadáveres são enterrados com os caixões colocados diretamente no solo ou em sepulcos de concreto, de maneira que a decomposição dos corpos gera impacto no meio ambiente. Nos cemitérios parques, além do impacto gerado com a decomposição dos corpos, há o consumo de água para a manutenção das plantas.


 “O processo de decomposição dos corpos gera gases e o necrochorume. E quando o sepultamento não é adequado, o contato desse material com o ambiente em si termina gerando uma contaminação do ar, do solo e dos recursos hídricos subterrâneos, dos mananciais que estão ali, próximos ao cemitério”, explica a engenheira sanitarista e ambiental, Dijara Conceição. 

Inovação

No Campo Santo, a verticalização segue o caminho da modernização adotado pela Santa Casa da Bahia nos últimos anos. As novas gavetas, inauguradas em maio deste ano, possuem um diferencial em relação à maioria utilizada no Brasil.

Os nomes módulos verticais do cemitério contam com um moderno tratamento de gases. O sistema se chama Eco No-Leak, que tem duas tapas de tratamento anteriores ao carvão ativado, a lavagem de gases e a utilização de óxido de ferro, o que reduz em mais de 95% a concentração do gás sulfídrico, que é bastante tóxico e provoca chuva ácida. O resultado é a geração mínima de resíduos sólidos e de contaminação do ar e do solo.

Roberto Taboada, gerente do Campo Santo, explica que, com essa tecnologia, o cemitério dá um passo à frente. “Com o Eco No-Leak, nós, da Santa Casa, demos um passo à frente de toda a concorrência, já estamos realizando adequações de acordo com a nova regulamentação que chegará em 2018 para os cemitérios. Esse modelo já nos dá uma grande vantagem competitiva no mercado, já que é um modelo exclusivo da Santa Casa”, destacou.

Maior oferta
"Com as novas gavetas implantadas neste ano, o Campo Santo tornou-se o cemitério com o maior número de ofertas de sepulturas para atender a população baiana", explica Roberto Taboada.

Segundo ele, a construção dos módulos verticais de sepultamento no Cemitério Campo Santo vai continuar. O projeto prevê a implantação de 20.000 novas gavetas, todas seguindo o modelo inaugurado em maio, até 2022.

Fonte: I Bahia

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