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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Mesmo sem aumento de caminhões, reciclagem em Joinville cresce 104%

Volume total de coleta seletiva dobrou nos últimos dois anos na cidade


Dez anos depois de ser colocada em prática em Joinville, a coleta seletiva de lixo parece estar apontando para o que os especialistas chamam de uma mudança de cultura. Os sinais dessa revolução silenciosa aparecem nos números.

A média mensal de resíduos coletados mais que dobrou nos últimos dois anos, sem que houvesse mais caminhões nas ruas ou novas rotas pela cidade. Em 2011, foram retiradas das ruas, em média, 496 toneladas por mês. Nos primeiros meses de 2013, o volume chegou a 1.013 toneladas de lixo que, em vez de ir para o aterro sanitário, vão para a reciclagem. Um crescimento de 104%.

Na avaliação da empresa que faz a coleta na cidade, a Ambiental, o aumento do número de famílias que estão adotando a separação dos resíduos é resultado de dois fatores: dos trabalhos de educação ambiental feitos nas escolas e de campanhas publicitárias. 

— É como um trabalho de formiguinha. As crianças, em casa, cobrando dos pais. E as campanhas que atingem um grande número de pessoas —, diz o gerente da empresa, Luiz Antônio Correa Weinand.

O mesmo salto não é percebido com a coleta de lixo, que é feita diariamente e vai direto para o aterro sanitário. Nos últimos três anos, o volume de lixo aumentou pouco mais de 1% ao ano. Eram 9,72 mil toneladas por mês em 2011.  No primeiro quadrimestre de 2013, a média ficou em 10,20 mil toneladas/mês – um aumento de 3,55%. 

— Sabemos que os números de 2013 devem diminuir um pouco até o fim do ano, o que é normal. É muito significativo o aumento que houve com a coleta seletiva —, diz.

Edson ganha mais com a reciclagem

Em um galpão de pouco mais de 300 metros quadrados, no bairro Fátima, zona Sul de Joinville, o aposentado Edson Nunes, 61 anos, está entusiasmado com o resultado do trabalho na cooperativa. Ele e outros nove cooperados passam até oito horas por dia debruçados sobre uma bancada, separando os resíduos. 

— Não é fácil encontrar pessoas que queiram trabalhar. Mesmo com uma renda considerada alta para a atividade —, diz Ricardo Schelbauer, presidente da Recicla, uma das 13 cooperativas de reciclagem de Joinville.

A Recicla foi uma das primeiras a organizar os catadores no começo dos anos 2000. Enfrentou inúmeros problemas, como a falta de material, ambientais e até dívidas com tributos. Funcionou por alguns anos na rua Aubé, se reinventou e hoje todos trabalham na zona Sul.

O entra e sai de caminhões é intenso – com cargas de lixo para ser separado ou em busca dos fardos já compactados de matéria-prima para a indústria. O ritmo de separação é acelerado. Nada que canse seu Edson. 

— Trabalhava num estacionamento, mas ganho mais aqui. 

Na divisão do dinheiro, Edson não sai com menos de R$ 1 mil todo mês. “Limpo”, faz questão de explicar. O rendimento depende do volume separado e vendido. Menos dias trabalhados, menos dinheiro no bolso no fim do mês.

Fonte: A Notícia

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