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sábado, 30 de março de 2013

A maternidade responsável

 




Ana Echevenguá


Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da maternidade/paternidade responsável, o planejamento familiar é decidido livremente entre o casal, devendo o Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito.

O crescimento da população é um dos graves problemas que afetam negativamente o meio ambiente. Os adeptos do pensamento clássico malthusiano – defendido por Thomas Robert Malthus, economista inglês que tratou das condições econômico-sociais da Inglaterra entre os séculos XVIII e XIX, realçando aspectos demográficos e econômicos - pregam a necessidade de um crescimento da população adequado aos limites dos recursos naturais.

A gestação – tempo decorrido da concepção até a gravidez - não é doença como pensam as mulheres despreparadas e temerosas. Trata-se de um processo natural, social e ecológico que envolve sexualidade, transformação e amor para os seres humanos de todos os sexos.

Neste período, é imprescindível suporte técnico e emocional. E exige profunda aprendizagem além de auto-conhecimento. A mulher deve usufruir deste momento, buscando informação segura sobre as transformações a que está sujeita porque novas portas serão abertas. Ela dará à luz um novo ser que precisará ser habilitado e preparado para o cotidiano. E será a grande responsável pela formação de um sistema integrado que estabelecerá os laços afetivos entre ela e o filho.

Tudo isso porque vivemos na época da hipervalorização do afeto, da amizade, da compreensão. E todo o comportamento depende de fatores tanto orgânicos como socioambientais.

A relação mãe-filho é a relação de um par e não a de dois indivíduos isolados. A maternidade torna-nos mais responsáveis. Traz-nos a consciência de que temos que encarar o mundo com outros olhos e cuidarmos do planeta para garantir a sadia qualidade de vida à prole.

Após a concepção, a mulher/mãe tem nove meses de espera e de aprendizado. Este é tempo que a natureza entendeu suficiente para proporcionar ao novo ser um desenvolvimento sadio.

O corpo feminino que, neste período, é o lugar ideal para o crescimento do bebê precisa ser bem tratado.

Além disso, na gestante, os instintos sociais humanos tornam-se mais aguçados, em especial, o maternal.

Por isso, a mulher, no curso de sua gestação, precisa adquirir novos conhecimentos, saber como agir de ora em diante.

É preciso aprender a ser mãe. Um filho é para sempre... e não vem com manual de instruções!


* Ana Candida Echevenguá, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental e em Direito do Consumidor. Presidente da Academia Livre das Águas e do Instituto Eco&Ação, nos quais desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: ana@ecoeacao.com.br.



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