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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Com queda nas vendas após aumento de IPI, indústria pedirá novo corte do imposto




RIO – Depois de prorrogar para até dezembro o prazo de vigência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para veículos, o governo receberá pleito semelhante de outro setor: o de eletrodomésticos. A desoneração do IPI ajudou a reduzir em 2012 o preço de geladeiras, fogões, máquinas de lavar automáticas e "tanquinhos" (máquinas de lavar semiautomáticas) e turbinar as vendas destes produtos da linha branca. Mas, à medida que as alíquotas vão retomando seus níveis normais, a indústria dos eletroeletrônicos já sente as perdas estimadas em até 10% nas vendas nos dois primeiros meses do ano, e seus representantes pretendem mais uma vez pedir ao governo que o imposto seja mantido como está, em vez de retornar em junho aos patamares anteriores.

Na comparação de 2011, a indústria registrou crescimento em suas vendas dos quatro itens da linha branca para os varejistas. A alta foi de 16% nos refrigeradores e nas lavadoras semiautomáticas (os tanquinhos), que passaram de 6,2 milhões para 7,3 milhões, e de 3 milhões para 3,5 milhões, respectivamente. Já as vendas de máquinas de lavar automáticas cresceram 18%, de 4,2 milhões para 5 milhões, e os fogões tiveram a alta mais expressiva, de 20%, passando de 5,5 milhões para 6,6 milhões. A Eletros não forneceu dados relativos aos dois primeiros meses deste ano.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, atribui o bom desempenho das vendas ao período de desoneração, iniciado pelo governo em dezembro de 2011. O IPI normal do fogão, de 4% e do tanquinho, de 10%, foram zerados pelo governo em 1º de dezembro de 2011. O imposto sobre refrigeradores, de 15%, caiu para 5%, e sobre máquinas de lavar, de 20% para 10%. Desde 1º de fevereiro, as alíquotas voltaram ao normal, exceto para os produtos que gastam menos eletricidade e são rotulados com o selo A de eficiência energética. Estes se encontram em alíquotas intermediárias, de 2% para tanquinhos e fogões e 7,5% para refrigeradores. As máquinas de lavar se mantiveram em 10%.

— Quando você acha que vai acabar? — questiona ele, referindo-se à redução temporária do imposto. — Ainda não estamos discutindo (a com o governo), mas a intenção é essa. O ministro Mantega deu sinais de que as alíquotas poderiam não voltar ao patamar antigo. Nós gostaríamos muito disso, e vamos esperar até o fim de abril para verificar o desempenho das vendas e ter argumentos para defender a manutenção dessa medida.

Kiçula argumenta que o setor aumentou o nível de empregos e teve ainda reflexos positivos entre os fornecedores de peças:

— O percentual de conteúdo nacional na linha branca, ou seja, motores, compressores, aço e alumínio, entre outros, é de quase 100%. As fábricas que produzem para a linha branca abriram 5 mil vagas diretas.

Segundo ele, janeiro deste ano já registrou “um decréscimo” nas vendas em relação ao ano passado, entre 5% e 10%, e fevereiro provavelmente repetirá o desempenho.
— Nós achamos que agora o IPI está em um patamar adequado. Mas 20% para uma lavadora, por exemplo, é muito elevado. É um produto essencial para a vida da família. Antigamente não era, era um artigo de luxo, mas a classificação dele ficou defasada com o tempo.

As redes varejistas Casas Bahia, Ricardo Eletro, Ponto Frio e Lojas Americanas foram contatadas pelo GLOBO, mas não quiseram comentar os efeitos da redução do IPI em suas vendas de produtos da linha branca.

O Ministério da Fazenda também não comentou a proposta da Eletros de tornar permanente as desonerações.

Nos cálculos do economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), cerca de 25% do crescimento de 8 pontos percentuais nas vendas do varejo no ano passado foram efeito do IPI menor. Como o IBGE reúne as estatísticas de vendas em grupos, sem registrar item por item, Bentes recorre aos dados dos móveis e eletrodomésticos, no qual são incluídos os produtos da linha branca.

— O ramo de móveis e eletrodomésticos teve o melhor desempenho no varejo em 2012, com alta de 12,2%, contra a média geral de 8,4%. Contando que o desconto da linha branca é diluído entre uma cesta de produtos eletrodomésticos, calculamos o impacto da desoneração em um ponto percentual. Neste ano, com a retirada do imposto e as mudanças no panorama econômico, como a tendência de juros em alta, a expectativa é que o crescimento do segmento seja de 8,8%, e o do varejo em geral, de 6,9%.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/com-queda-nas-vendas-apos-aumento-de-ipi-industria-pedira-novo-corte-do-imposto-7993154#ixzz2PD7nXkLC
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Fonte: O Globo - Online

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