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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

2014, Iansã e Xangô, artigo de Montserrat Martins

2014 vai ser regido por Iansã e Xangô, um ano de lutas por causas justas. Iansã é guerreira e Xangô é o orixá que luta por justiça. Não sei o que diz o I-Ching ou algum outro tipo de oráculo chinês que exista, o que seria recomendável para saber os rumos da economia mundial, ditada pela China. Já os orixás tem tudo a ver com a brasilidade e é interessante saber o que eles dizem sobre esse ano.



“A cobra vai fumar” em 2014, ano de eleições presidenciais, quando prevalece o espírito do “quem não está comigo está contra mim”. O dito “espírito republicano”de governantes estaduais e federal agindo juntos para o bem comum fica guardado para depois das eleições. Se as candidaturas presidenciais vão estar em guerra, os ânimos populares não vão estar menos acirrados. Para isso serviu 2013, mostrando que a população não vai ficar passiva em frente à TV assistindo a debates, vai participar do seu jeito e com seus próprios embates.

Dilma não vai poder administrar confortavelmente seu favoritismo, mesmo com chances de vencer ainda no primeiro turno, pois 2014 não é um ano fácil para ninguém. Ela sonha com a polarização com os tucanos, aparentemente mais fácil de vencer, já que os tucanos insistem nas teses neoliberais de diminuição da participação do Estado na economia, impopulares e já vencidas antes. Aécio deve sonhar com a reprise da minissérie “Brado Retumbante” na Rede Globo, uma história que parece feita de encomenda para ele, em que um personagem com algumas características pessoais dele é o herói nacional.

Já Eduardo Campos tem uma “escolha de Sofia” a fazer, se vai pagar o mico de perder sem chegar sequer ao segundo turno, ou terá o gesto de estadista de ceder o posto a uma candidata bem mais popular, Marina. Quem deve surpreender mesmo nos debates é Randolfe Rodrigues, um jovem senador ainda desconhecido que concorre à presidência pelo PSol mas com uma postura mais moderada que seu partido no sul do país. É um desconhecido da população sulista, vindo do longínquo Amapá, mas tem muito conhecimento dos problemas do país e é considerado uma liderança inovadora para os que acompanham a política nacional.

Previsões envelhecem muito rapidamente, hoje em dia. Felizmente, porque há tantas coisas a mudar na busca de um mundo mais justo, que vale aquela frase atribuída ao Chico Buarque de que “não tenho medo de mudanças, tenho medo é que as coisas não mudem”. Eu sempre resisti a reproduzir frases que não tenho certeza da autoria, mas todo mundo repete por aí, considerando que o que vale é o conteúdo, mais que a veracidade da autoria.

Começo minhas mudanças para 2014 por aí, então, seja do Chico ou não, é uma frase que tem tudo a ver com 2014. Iansã e Xangô que o digam.

Montserrat Martins, Colunista do Portal EcoDebate, é Psiquiatra.

Fonte: EcoDebate

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