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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Os Limites da Ilha de Santa Catarina ou O Princípio de Exaustão da Mesma

Esta situação escabrosa de falta de água para os moradores e visitantes da Ilha de Santa Catarina exige que haja as perguntas: qual o futuro da população desta Ilha? Que futuro é ou foi planejado?  Ele serve para todos? Todos nela terão condições de vida normal?

A resposta para a primeira é bem fácil de responder porque já se pode antever o futuro que é bem sombrio. A Ilha está rodeada de água salgada e em muitas áreas poluída particularmente a das baías, estuários e as das margens mesmo oceânicas, uma vez que os efluentes das residências, das atividades comerciais: hotéis, restaurantes, bares, postos de gasolinas entre muitos outros, além dos Serviços de Clínicas as mais variadas com seus equipamentos que utilizam água, Hospitais, na sua maioria não são tratados. Estes efluentes também devem estar prejudicando as águas subterrâneas. Estas têm seu limite bem definido: a água existe se há recarga; se houver impermeabilização dos espaços sobre elas, como edificações dos variados tipos, mais as estradas asfaltadas, quintais cobertos com cerâmicas, ocupação das dunas (proibida por leis que não são cumpridas) vão impedir esta recarga. O espaço com água é pequeno e tem contato com o oceano através dos limites dados pelas praias de Ingleses, do Santinho, do Moçambique ou Grande, da Joaquina e Campeche (para o aqüífero do sul sob o Balneário de Campeche e Rio Tavares). Com o bombeamento excessivo o risco de entrada de água do mar é grande. Seria a salinização do espaço hoje ocupado por água doce, das chuvas. Portanto, os limites estão colocados. A pergunta que fica é: quer se estragar tudo? Quer se retirar a água disponível para uma população em número bem menor do que a que chega no verão? Quer se estragar as condições de vida de todos? Quer se retirar a possibilidade de veraneio de um grupo mesmo que seja menor? Ou se quer retirar essa condição para todos? Qual o Plano? Qual o Planejamento? Em que se baseia? Ou, não há nada planejado?

Há muito se faz a transposição de águas fluviais do continente para a Ilha. Se não houvesse essa estaríamos numa situação deplorável. Por outro lado não haveria tanta propaganda falsa, nem tanta população, ou desperdício de água, e, possivelmente como conseqüência teríamos melhor tratamento dos efluentes. Água mais limpa igual a maior volume disponível, igual a maior saúde.

Um bom radialista propagava na semana passada os dizeres de uma médica argentina que aqui vive. Segundo ela a falta de água tem como efeito a má higiene do corpo o que traz doenças, a má higiene dos utensílios domésticos que também põe em risco a saúde, a má higiene de roupas e banheiros o que também traz problemas de saúde. Se nós precisamos que uma médica argentina diga isto é porque ninguém aqui tem um mínimo de educação. È óbvio que a falta de água traz problemas de saúde porque todos necessitam beber água POTÁVEL de 1 e meio a 2 litros por dia. Há os que se desidratam mais facilmente, há os que têm hipertensão ou problemas renais em que o uso da água limpa favorece a melhora. Também é óbvio que a má higiene traz doenças.

A falta de pressão da água distribuída no norte da Ilha e que é proveniente de aqüífero freático já demonstra os limites do mesmo, com grande rebaixamento pelo bombeamento contínuo. A recarga só é possível com as chuvas. Sem estas é possível e provável a entrada de água do mar nos poros do aqüífero acabando com este corpo de água subterrânea. O que queremos? Ficar 100% dependentes das águas do continente?

Esta crise evidencia o limite populacional da Ilha de Santa Catarina. Há que se saber o número de pessoas que entraram ou estiveram na Ilha, em seus balneários, durante a metade do mês de dezembro e início do novo ano. Este é o limite, marcado bem por esta falta e escassez de água para as residências. Todo o norte da Ilha passou ou passa por ela. Desde o Balneário Daniela até o de Ingleses do Rio Vermelho.

A falta de energia para o bombeamento não pode ser considerada. HÁ ESCASSEZ DE ÁGUA NA ILHA DE SANTA CATARINA.

Houve também a falta de água em Balneários de vários municípios. O problema é o mesmo: é a exaustão da capacidade de carga populacional nitidamente marcada por este bem que não pode ser negociado como se fosse um sabão, uma vassoura. Este bem não pode ser um bem de mercado porque é essencial para a vida de cada um. A água pode até ser considerada um bem econômico, mas, não é um bem financeiro que qualquer um sai por aí a negociar e vender água por qualquer valor. A distribuição de água em situações de escassez tem que ser dada equanimente pelo Estado. Por outro lado, o caso da ILHA é mais preocupante, justamente por ser uma ILHA.

Os caminhões pipa não podem negociar a água. Ela é um bem comum como estatui a Lei Federal N. 9433/97. Estão tripudiando sobre esta Lei das Águas. Por que não se cumpre a Lei? Onde está este Estado? Onde estão as autoridades delegadas?  Onde está o Ministério Público? HAJA PACIÊNCIA!!!!

Gerusa M. Duarte

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