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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Água: escassez em abundância no país

Falta d’água, racionamento, reservatório vazio, volume morto do Cantareira, racionamento… Essas foram às palavras mais ouvidas nos últimos dias, principalmente na maior metrópole do país, São Paulo. A sensação de pavor assola a população que já está vivendo racionamento de água. É a primeira vez que o Brasil se encontra nesse estado lastimável de falta de água.


Sim, estamos vivendo a pior estiagem de todos os tempos no país. Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são mais de 77 milhões de pessoas, quase 40% da população brasileira, com risco de ficar totalmente sem água nos próximos meses, já ouve-se falar em racionamento onde ficaremos 5 dias sem água. Como se vive assim? Como podemos sair para trabalhar sabendo que quando chegarmos no serviço não teremos água e quando voltarmos pra casa não poderemos nem tomar nosso banho.

Um dos fatores que agravam ainda mais esse cenário é que o ano de 2014 foi o ano mais quente desde que se têm registros climáticos e 2015 já mostra que não será diferente. O volume de chuvas do verão tem sido realmente muito abaixo do esperado, o que contribui significativamente para o volume reduzido dos reservatórios de água.

Quando surgem, as chuvas têm sido em forma de tempestade e têm causados danos em diversos pontos das grandes cidades – alagamentos, queda de energia e quedas de muitas, mas muitas árvores.

Um dos principais causadores desse problema é o excesso de emissões de gases estufa – que conhecemos como gás carbônico. Eles causam o aumento da temperatura, causando a alteração do ciclo das chuvas. Outro fator que contribui e muito para o problema da estiagem e do calor excessivo é o desmatamento das florestas, principalmente quando falamos da região sudeste. O crescimento das grandes cidades afetou tanto a degradação das matas quanto a capacidade do solo de absorver a água das chuvas. O asfalto impede que a água penetre no solo e chegue ao lençol freático, isso faz com que quantidades enormes de água sejam perdidas.

Além disso, a falta de vegetal no entorno de nascentes ou regiões que são importantes cursos d’água também afetam o aproveitamento da água da chuva. Como nas cidades, a falta de árvores dificulta a penetração da água da chuva no solo. As florestas também são responsáveis por extrair umidade do ar e impedir o assoreamento dos rios.

Hoje, restam apenas 12,5% de Mata Atlântica – a sua área original equivalia à 1.315.460 km de vegetação. É na Mata Atlântica que se encontram 7 das 9 bacias hidrográficas brasileiras.

O desmatamento não é o único causador das secas, mas poderiam diminuir o efeito da falta de chuvas e a seca dos reservatórios. Segundo a legislação, é necessário que ao menos 15 metros de cada margem de um curso de água deve estar coberto por vegetação – essas faixas são conhecidas como Áreas de Preservação Permanente (APP).

Para ajudarmos a minimizar esse problema da falta d’água diversas medidas precisam ser tomadas e a primeira delas é a redução drástica do consumo por parte da população. A grande maioria dos que sofrem com o racionamento ou mesmo já sofreu com a falta d’água sabe o quanto é preciso preservar. Mesmo assim ainda existem alguns que desperdiçam esse recurso tão escasso.

Outro tipo de desperdício que deve ser trabalhado é o com vazamentos, tanto na rede pública quanto nas residências – vazamentos pequenos por longos períodos podem ser muito significativos.

O consumo de energia também deve ser reduzido. Vale lembrar que a nossa principal fonte de energia são as usinas hidrelétricas que dependem exclusivamente da água para produzir a energia que utilizamos.

Além das medidas citadas é preciso investir em outras ações urgentemente, entre elas:

– Diminuir a emissão de gases causadores do efeito estufa

– Reflorestamento principalmente de áreas como nascentes e córregos

O primeiro passo para que as empresas possam ajudar na diminuição dos problemas ambientais como a falta d’água, emissão de gases estufa e desmatamento é a inclusão de práticas sustentáveis dentro do seu negócio.Praticas essas que podem ser facilmente aplicáveis como monitoramento dos fornecedores, conscientização de práticas mais sustentáveis junto dos colaboradores internos, aplicação de medidas como redução da utilização de embalagens, logística reversa e conscientização do consumidor final.

Além disso, as empresas são os grandes vetores de mudança na atualidade. Levando isso em consideração, elas podem ser disseminadoras não só de práticas mais sustentáveis como também podem iniciar movimentos de preservação e reflorestamento dos principais biomas brasileiros, os quais conforme comentado são um dos principais fatores da grande crise hídrica da região sudeste.

Um novo tipo de empresa tem surgido – aquela que prioriza não só a sustentabilidade econômica, mas também a social e a ambiental. Esse posicionamento dos empreendedores tem sido muito importante para engajar e criar um vínculo entre o consumidor final e as marcas. Diante do excesso de opções, não é só o preço que determina a decisão de compra. A incorporação de práticas sustentáveis é hoje uma das mais reconhecidas e admiradas pelo consumidor final.

Hoje, 44% da população do planeja já sofre as consequências de falta de água. Além do aumento da sede no mundo, a falta de recursos hídricos tem graves implicações econômicas e políticas para as nações. O que é preciso fazer para mudar esse cenário?

A mudança da realidade que estamos vivendo depende da conscientização de diversas esferas sobre as causas raízes dos problemas de abastecimento e aquecimento global. Todos são responsáveis: o governo, as empresas e os cidadãos. É fundamental entender que as causas estão mais próximas e que para resolvê-las é preciso começar hoje. O BRASIL PEDE ÁGUA!

* Mayra Gianoni é Diretora executiva da Site Sustentável, empresa pioneira na neutralização do C02 emitido por sites através do plantio de árvores nativas da Mata Atlântica.

Fonte: EcoDebate

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