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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Telhado do prédio da Gazeta vira oásis natural em meio à Av. Paulista

Se antes o edifício era famoso pela importância arquitetônica, agora ele ganha também extremo valor ambiental.


A vegetação nativa de São Paulo volta a ter espaço na Avenida Paulista. O local escolhido para dar um tom verde em meio ao concreto da região foi o topo do tradicional prédio da Gazeta, que recebeu um enorme telhado orgânico. Se antes o edifício era famoso pela importância arquitetônica e cultural, agora ele ganha também extremo valor ambiental.

Através da ação Árvores da Cidade, idealizada pelo ambientalista e mestre em botânica, Ricardo Cardim, a região da Paulista ganhou uma área de 700 metros quadrados preenchidos com vegetação nativa. A opção é uma forma eficiente de aproveitar espaços urbanos e resgatar espécies da fauna e flora que estão ameaçadas de extinção.

Em entrevista ao CicloVivo, Cardim explicou que a cidade de São Paulo já foi repleta de vegetação nativa. Porém, com o passar do tempo, a cidade se tornou mais populosa, vieram novas construções e boa parte das espécies originais foi substituída por plantas estrangeiras. Essa mudança gera um extermínio em massa, não só no que se refere à flora, mas também à fauna, que é diretamente afetada. Um exemplo disso é a baixa incidência de cigarras na cidade, como explica o especialista.

Como é praticamente impossível destruir os prédios para criar jardins em São Paulo, uma das saídas é aproveitar espaços inutilizados, como os telhados. O mestre em botânica garante que ao criar telhados verdes com plantas endêmicas é possível disseminar a vegetação original por toda a área ao seu redor. “A missão é resgatar a biodiversidade nativa, que eu acredito ser a maior riqueza do planeta”, informa Cardim.

A técnica utilizada no jardim suspenso do prédio da Gazeta é japonesa e, conhecida como Sky Garden. Trata-se de uma espécie de manta natural que permite o plantio sobre qualquer superfície. O sistema é totalmente orgânico e livre de materiais tóxicos, como o petróleo.

O maior diferencial e, ao mesmo tempo, benefício deste projeto é a utilização de vegetação endêmica. Cada uma das plantas foi pensada a partir de extenso trabalho de pesquisa. Assim, foi possível recriar um pedaço do que era a região da Avenida Paulista há mais de cem anos. O jardim conta com 130 tipos de árvores, que chegarão a até quatro metros de altura. Além disso, existe uma área reservada para flores e árvores frutíferas, que com o tempo devem atrair animais, como pássaros e borboletas.

Espécies da Mata Atlântica foram utilizadas, mas o ponto mais importante para Cardim é a área de 40 metros quadrados destinados à vegetação do Cerrado. Espécies como o Língua de Tucano, Araçá do Campo, Capim Barba de Bode, Pau Santo, Capim Rabo de Burro, que estão perigosamente ameaçadas de extinção, foram usadas no projeto.

Além de ser um refúgio ambiental, o uso dessas espécies permite economia financeira. O especialista informa que o de Sky Garden utiliza até 60% menos água no sistema de irrigação e consegue reduzir em até 18ºC a temperatura da laje, aumentando o conforto térmico no jardim e também no prédio. Pelo tipo de espécies usadas, a manutenção também é muito menor do que em um jardim com plantas exóticas.

Apesar de ter sido aplicado no topo do prédio da Gazeta na Av. Paulista, o jardim suspenso precisa de cuidados semelhantes ao de jardins tradicionais e pode ser replicado para qualquer local, desde que sejam usadas plantas nativas da região a ser instalado.

Fonte: Ciclo Vivo

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