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terça-feira, 4 de julho de 2017

Em busca da saúde integral

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeções e enfermidades”. Mas, conseguir a harmonia entre o equilíbrio orgânico, mental e social é o grande desafio.


Em meados dos anos 60, a saúde era apenas sinônimo de perfeição morfológica e funcional. Hoje, diante da definição trazida pela OMS, ficou mais difícil saber se estamos realmente saudáveis ou não. Vários fatores, especialmente os internos, dificultam o nosso bem-estar mental e social. Mas a inteligência humana, com ciência, suor e tecnologia, obteve resultados favoráveis. Um exemplo clássico é a elevação dos índices atuais de longevidade.

Por instinto, o homem procura evitar o sofrimento ou liberar-se dele, utilizando-se dos recursos disponíveis. Além disso, a saúde saiu do plano individual para ser vista, também, nas relações sociais do indivíduo com o seu ambiente de trabalho e com a comunidade em que vive.

O lado psíquico da saúde passou a ser melhor apreciado porque cresceu o número de pessoas que apresentam distúrbios emocionais e sofrimentos psicossomáticos. Isso ocorre especialmente porque ainda não nos ensinaram a gerenciar nossas emoções. Vivemos no mundo da pressa, insegurança, ansiedade, desgaste de energia mental...

A ‘boa nova’ é que novos métodos de cura estão sendo aceitos. Em janeiro de 2017, o Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu meditação, arteterapia, musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático, tratamento quiroprático e Reiki em sua Tabela de Procedimentos, como “ações de promoção e prevenção em saúde”. Antes, o SUS já oferecia medicina tradicional chinesa, terapia comunitária, dança circular, ioga, oficina de massagem, auriculoterapia, massoterapia e tratamento termal.  Avanços elogiáveis!

A ciência médica ampliou os conceitos em torno da saúde e da doença, recorrendo a outras disciplinas que contribuem eficazmente para o bem-estar humano. Recentemente, no Rio de Janeiro, ocorreu a 11ª edição do Congresso de Medicina e Espiritualidade, com a participação de 4 mil médicos e profissionais de saúde de várias partes do mundo. Todo ano, evento similar, envolvendo paranormalidade e mediunidade, ocorre também em Santa Catarina, promovido pela Associação Catarinense de Medicina.

Embora ainda haja ceticismo e preconceito, a comunidade científica, aos poucos, rende-se às evidências das benesses para a saúde de práticas espiritualistas, como a participação em rituais religiosos e orações.

Além do efeito socializador, a espiritualidade afeta a saúde de dois modos. Um é o efeito mente-corpo, em que uma atitude mental mais positiva influencia o funcionamento do sistema nervoso e equilibra melhor as funções orgânicas. O outro, é o efeito comportamental, com menos tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, etc.

Assim, boa parte dos médicos incentiva seus pacientes à manutenção de suas práticas religiosas, sem deixar de lado o tratamento curativo convencional. Desta forma, aos poucos, teremos uma medicina mais humanizada, de mãos dadas com a cura espiritual.

Até a próxima semana!

Fonte: Cemitério Parque da Colina de Águas Mornas

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