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terça-feira, 4 de julho de 2017

Vereadores recolhem queixas sobre insegurança nos cemitérios públicos

Elas serão encaminhadas para a Prefeitura, com pedido de solução para os problemas


Roubos, furtos, uso de drogas, iluminação precária e falta de manutenção nas vias de acesso aos túmulos. Estes foram apenas alguns dos problemas apontados por vereadores e população durante audiência pública, que debateu a segurança dos cemitérios públicos de Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (28), no Plenário Edroim Reverdito, na Câmara.

Todo o material será formatado e deve ser encaminhado pela Comissão de Segurança, que é formada pelos vereadores Delegado Wellington (presidente), Odilon de Oliveira (vice), André Salineiro, Otávio Trad e Dharleng Campos ao administrativo para que providências sejam tomadas.

A questão já havia sido levantada pelo Campo Grande News, no final do mês passado, na reportagem que expôs a situação precária do Cemitério Cruzeiro, localizado no bairro Coronel Antonino, no entanto, quem endossou o debate na Casa de Leis, foram os vereadores Valdir Gomes (PP) e Veterinário Francisco (PSB) , que no uso da palavra atribuíram a responsabilidade do então "abandono" ao administrativo. "Faltou força de vontade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana em capacitar a mão de obra que possuímos para colaborarem com a manutenção dos cemitérios. Precisamos modernizar estes locais que são da década de 40", disse o vereador pelo PSB.

Prefeitura – O secretário de segurança do município Valério Azambuja reconheceu o problema e ainda disse que guardas municipais fazem rondas nos três cemitérios públicos da Capital, contudo, como as áreas são grandes e existe uma iluminação precária na região o trabalho acaba sendo ineficiente. "Precisamos de mais efetivo", afirma.

Já o representante do titular da Semadur, Miguel Vieira Ferreira, revelou que desde 2015 a prefeitura não tem contrato com uma empresa responsável pela manutenção do cemitério e que a questão deve ser resolvida até o final deste ano. "O último contrato era emergencial e foi encerrado em dezembro", relata.

População - Participante da audiência pública, a psicopedagoga Layne de Paula Oliveira, 41 anos, disse que a situação dos cemitérios fica ainda pior após as chuvas. "Nosso pé chega a afundar na lama. Existem corpo sendo enterrados nas vias de acesso aos túmulos", denuncia.

A reportagem retornou ao cemitério Cruzeiro e verificou que a situação exposta há um mês continua a mesma. Segundo a dona de casa que se identificou apenas como Jucilaine, de 33 anos, a sensação é de que o lugar está abandonado. "O mato alto chega a esconder os túmulos. Tem muita formiga e os muros estão quase caindo", enfatiza.

Fonte: Campo Grande News

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