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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Superlotação de cemitérios em Campina: covas públicas são privatizadas por zeladores

A superlotação em cemitérios públicos de Campina Grande é algo que tem preocupado a população e os gestores municipais.


Dos oito existentes na cidade, apenas o cemitério do Araxá ainda atende à demanda, já que destina 10% de covas públicas.

Um dos fatores para a superlotação seria a ‘apropriação’ de espaços por alguns zeladores que coagem familiares de mortos a pagarem pela manutenção das covas públicas, sob pena de ‘venda’ para outras famílias, deterioração de cruzes e outros acessórios, e transferência de restos mortais a valas comuns para indigentes, sem aviso prévio.

A denúncia foi feita pela Rádio Campina FM, que divulgou um esquema realizado há muito tempo na cidade e liderado por zeladores, que não têm vínculo empregatício com a Prefeitura.

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Segundo as informações da reportagem, os gestores dos campos santos não têm força para intervir contra isso.

A denúncia dá conta de que as covas públicas, ao serem pagas mensalmente pela manutenção, passam a ‘pertencer’ apenas a uma família, e todo ente querido desta será sepultado no mesmo terreno, caracterizando apropriação de espaço público.

Há casos de posse com mais de 15 anos, segundo revelou a reportagem.

Tendo conhecimento do caso, o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Geraldo Nobre, informou que chamou para uma reunião todos os administradores dos cemitérios públicos da cidade no intuito de reprimir a ação.

– Essas denúncias serão apuradas. Se existe covas rasas e as pessoas estão pagando para que os familiares permaneçam nos mesmos locais, estão totalmente erradas. Não comungamos com esse tipo de ação. Eu já marquei reunião com todos os administradores de cemitérios para que possamos apurar os casos – disse Geraldo.

Sobre a superlotação nos campos santos da cidade, o secretário reconheceu que Campina Grande precisa de novos cemitérios.

– Todos os cemitério estão lotados. São oito, sendo cinco na cidade e três nos distritos. Todos os túmulos do cemitério do Monte Santo são de propriedade privada e hoje só temos espaço no do Araxá, onde se destina 10% de cova rasa à população. A cidade precisa de novos cemitérios para que possamos atender toda essa demanda existente – disse.

Apesar de reconhecer a superlotação, o secretário explicou que a demanda que chega é atendida.

– A pessoa pode morar em um bairro e ser sepultada em outro. Estamos realizando um levantamento das covas rasas com pessoas sepultadas há mais de cinco anos, para serem remanejadas a um ossuário, no sentido de abrir novas vagas – relatou.

Fonte: Jornal Paraíba Online

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