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terça-feira, 24 de abril de 2018

MP investiga audiência da Havan

Várias entidades apontam indícios de fraude na reunião que aprovou o estudo de impacto de vizinhança do empreendimento


Opromotor Isaac Sabbá Guimarães, da 5ª promotoria de Justiça de Balneário Camboriú, abriu procedimento para apurar uma suposta fraude na audiência pública que aprovou o estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) da nova loja da Havan na cidade.

A denúncia foi feita à promotoria por integrantes do Fórum Permanente da Sociedade Civil Organizada de Balneário Camboriú. O fórum é integrado pela subsecção da ordem dos Advogados do Brasil (OAB), associação Empresarial (Acibalc), câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindsol) e Instituto Ideia.

Para os representantes do fórum, houve fraude na audiência pública, que acontece na noite de 11 de abril, no auditório da câmara de Vereadores de Balneário. A acusação é de que a maioria das pessoas que estava na reunião sequer era de Balneário Camboriú.

Um dos documentos que foi levado à promotoria é a lista de assinatura dos presentes na audiência. Ela revela que grande parte do povo era de Brusque. Segundo os membros do fórum, Luciano Hang, dono da Havan, teria trazido vários ônibus com funcionários da sede da loja, em Brusque, para lotar o plenário da câmara e mudar os rumos da audiência.

Segundo Eliane Colla, presidente da CDL, foi por isso, por exemplo, que as poucas compensações ambientais propostas pela Havan no estudo de Impacto de Vizinhança foram aprovadas tranquilamente. “Foi uma manipulação de opinião. Então que se apure o caso por esse motivo,” disse a chefona da CDL.

De acordo com informações da assessoria da 5ª Promotoria de Justiça, o promotor Isaac Sabbá já solicitou aos envolvidos com a audiência Pública informações oficiais para que possa apurar a denúncia.

A audiência foi organizada pelo Conselho da Cidade, que tinha como presidente o engenheiro Edson Kratz, até então secretário da prefeitura e apoiador do projeto da Havan.

Caravana de Brusque

No dia da audiência, duas horas antes da reunião começar, um leitor enviou ao DIARINHO uma foto com o auditório da câmara já lotado. Segundo o leitor, seriam funcionários da Havan que chegaram antes para encher o auditório.

Luciano Hang, dono da Havan, confirmou ao DIARINHO que realmente trouxe busões de Brusque com funcionários da sua loja. Mas, garantiu, que eles vieram para substituir empregados da Havan que moram em Balneário Camboriú e que, por isso, poderiam participar na boa da audiência pública.
O próprio Luciano e outros diretores da empresa, que segundo ele têm imóveis na cidade, também participaram da reunião.

Fonte: Jornal Diarinho

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