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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Contaminação por usinas a carvão caiu 10% desde 2010 nos EUA

O total de gases de efeito estufa expelidos na atmosfera pelas maiores usinas de energia dos Estados Unidos caiu 10% desde 2010, informou o governo nesta quarta-feira (23).

Os dados foram coletados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) em sua estatística iniciada há três anos sobre as emissões derivadas da queima de carvão por 8.000 usinas de energia, refinarias de petróleo e fundições.

No total, essas operações, que representam de 85% a 90% das emissões de gases de efeito estufa, produziram emissões de carvão de 3,13 bilhões de toneladas métricas em 2012.

A redução das emissões na geração de energia chegou a 10% em relação a 2010, “devido à mudança do carvão para gás natural na geração de energia elétrica e a uma leve queda na produção de eletricidade”, destacou a EPA em um comunicado. A redução de 2011 a 2012 foi de 4,5%, prosseguiu.

A determinação da EPA de informar sobre os gases de efeito estufa de fontes americanas que emitirem 25.000 toneladas métricas ou mais de dióxido de carbono por ano começou na Presidência de Barack Obama, em 2009.

Plano climático – Em junho deste ano, o presidente Barack Obama divulgou o Plano de Ação Climática, voltado a combater as mudanças climáticas. O país dividiu em três pilares as formas de enfrentar os efeitos climáticos e contribuir na redução da poluição global de carbono: diminuir as emissões domésticas de CO2, preparar os EUA para serem resistentes aos impactos climáticos e liderar esforços internacionais sobre o tema.

Entre as ações internas dos EUA, o objetivo primordial é reduzir as emissões de dióxido de carbono em 17% até 2020, utilizando como parâmetro os níveis de emissões de 2005.

Além disso, uma ordem foi direcionada à EPA para que o órgão, com o apoio das empresas de energia, dos estados e outras partes interessadas, estabeleça padrões para reduzir as emissões de gases-estufa de usinas já existentes no país.

A agência terá de entregar até 20 de setembro deste ano novas regras que delimitam as emissões de novas usinas e, até junho de 2014, deverá definir quais são os limites de emissões de CO2 para as usinas que já estão em operação nos EUA.

Energia renovável – Outro ponto do plano é que o Departamento do Interior terá que permitir a implantação de projetos voltados à geração de energia renovável que permitam abastecer mais de 6 milhões de casas até 2020. O departamento também terá que trabalhar para que o país produza 100 MW vindos de fontes renováveis para abastecer moradias populares nos EUA.

Os Estados Unidos estabeleceram ainda como meta a redução da poluição de carbono em pelo menos 3 bilhões de toneladas, cumulativamente até 2030, com a implantação de parâmetros de eficiência para instalações e prédios federais. O montante representa mais de metade das atuais emissões de carbono anuais do setor energético americano.

Além disso, novos padrões de combustíveis serão desenvolvidos para veículos pesados e caminhões a partir de 2018 e haverá ainda um plano para reduzir as emissões de hidrofluorcarbonetos, gases provenientes do uso de ar-condicionado e geladeiras.

Ação internacional – Como medidas internacionais, o Plano de Ação Climática se compromete a expandir iniciativas, novas ou já existentes, que tenham o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Isto pode incluir a realização de acordos bilaterais com a China, Índia e outros países considerados grandes emissores.

O projeto pede o fim do apoio dos EUA ao financiamento público de novas usinas energéticas movidas a carvão no exterior, exceto para países mais pobres ou instalações com tecnologia capaz de capturar o carbono emitido.

O país se compromete a trabalhar com parceiros comerciais para iniciar negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) para promover o livre comércio global de bens considerados ambientais, como tecnologias limpas para geração de energia (paineis solares e turbinas eólicas)

Redução do impacto climático no país – De acordo com o novo plano, as agências federais serão direcionadas para apoiar investimentos voltados à redução do impacto de desastres ambientais por meio da redução ou remoção de barreiras políticas.

O plano estabelece a criação, a curto prazo, de uma força-tarefa em vários níveis (estadual e municipais) para que esses grupos informem ao governo federal quais medidas deverão ser tomadas para fortalecer a proteção dessas comunidades contra desastres ambientais.

Além disso, serão estabelecidas estratégias-pilotos para áreas afetadas pelo furacão Sandy, que atingiu a Costa Leste dos EUA em 2012, como forma de proteger a região de possíveis condições climáticas extremas no futuro.

O plano pede que seja feita uma parceria nacional contra os impactos da seca e amplia os esforços de restauração de florestas e pastagens, para que diversas regiões se tornem menos vulneráveis a incêndios catastróficos. 

Fonte: G1

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