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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sensor criado na Unesp Araraquara detecta hepatite C em seis minutos

Um sensor desenvolvido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara (SP) é capaz de detectar a presença do vírus da hepatite C em bolsas de sangue em apenas seis minutos. A tecnologia pode reduzir o desperdício de material não aproveitado em doações, além de facilitar o diagnóstico da doença em pacientes.


Uma funcionária pública de 50 anos que convive com a doença há três só percebeu que tinha algo de errado quando teve um sangramento no esôfago e precisou ficar internada um dia na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Para descobrir a origem do problema, foram vários exames e a doença só foi comprovada após 20 dias. “Foi angustiante porque você pensa o que você tem, o que você não tem, aonde você pegou e quando chega o resultado é muito triste”, contou a mulher que não quis ser identificada.

O novo método desenvolvido pelos pesquisadores da Unesp praticamente elimina o tempo de espera do resultado do exame. O sensor, que foi criado nos laboratórios do Instituto de Química, é mais rápido e eficiente. O aparelho foi testado em bolsas de sangue do hemocentro de Botucatu (SP). Foi utilizada uma proteína extraída do casulo do bicho-da-seda e a nanotecnologia. “É uma tecnologia brasileira. O que nós temos hoje de teste rápido para a hepatite C é uma tecnologia importada, o que gera um custo maior”, disse a pesquisadora e criadora do método, Marli Moraes.

Vantagens – A sensibilidade do novo método possibilita resultados certeiros, ao contrário do teste mais usado, que costuma dar uma porcentagem de resultados sem conclusão. São amostras que podem ser falsos positivos ou falsos negativos e, por isso, as bolsas de sangue precisam ser descartadas.

Isso acontece porque o paciente pode ter sido infectado recentemente ou estar com alguma outra virose. No homonúcleo de Araraquara são feitas análises de 800 amostras todo mês usando esse tipo de teste. De 20 bolsas, duas são descartadas por hepatite C.

Para o médico hematologista responsável, Reinaldo Bonfá, o método pode ajudar principalmente em lugares onde falta estrutura e em situações de emergência. “Em certas situações de pronto-socorro, se precisar de um teste muito rápido para detectar certas condutas. Por não exigir nenhum equipamento sofisticado, pode ser utilizado em beira de rio, na Amazônia, em cidades menores e em postos de saúde. Você consegue aplicar o teste e fazer uma triagem dessa população, o que é muito importante”, explicou.

Aplicação – Os pesquisadores esperam que o teste, que já teve patente requerida, seja aplicado e analisado antes de coletar o sangue do doador. A tecnologia seria de grande interesse para o Sistema Único de Saúde (SUS) por causa do baixo custo. Um teste comum, por exemplo, custa R$ 50 e o sensor da Unesp fica em torno de R$ 10. Além disso, ele poderia ser usado em campanhas de prevenção da doença, que hoje utilizam os testes importados.

Hepatite C – Identificada em 1980, a hepatite C tem um tratamento complicado que atinge quase 5,6 mil pessoas no estado. Atualmente, minuciosos testes são feitos em cada bolsa de sangue e o micro-organismo é responsável pelo descarte de grande volume de material. No Brasil inteiro, o sistema público coleta 4,5 milhões de bolsas por mês. 

Fonte: G1

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