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sexta-feira, 27 de junho de 2014

ONU chama atenção sobre deterioração dos oceanos e cobra ações

O Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (PNUMA) pediu nesta quinta-feira em Nairóbi que seja incluído nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU a defesa do ecossistema marinho por sua deteriorada situação atual.


O diretor do PNUMA, Achim Steiner, pediu perseverança na “batalha quixotesca” de reverter “o drama” no qual se encontram o alto-mar e o fundo marítimo.

“Não se pode confiar nas forças do mercado para defender algo que pertence a todos. Há gente que seria capaz de ir buscar até o último atum que restasse no mar”, lamentou Steiner na primeira Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), realizada nesta semana na capital queniana.

O chefe do PNUMA chamou a comunidade internacional a cumprir com o Programa Marítimo Regional, o único marco legal vigente há 40 anos em assuntos marítimos em nível regional, assinado por cerca de 150 países.

O príncipe Albert de Mônaco se uniu hoje à iniciativa liderada pela Comissão Oceano Global da ONU para salvar os oceanos da degradação causada pela atividade humana.

O príncipe ressaltou, em entrevista coletiva, a necessidade de “colocar a preocupação pelos oceanos na agenda” meio ambiental mundial, e agradeceu os esforços que neste sentido está realizando o PNUMA, organizador da UNEA e que tem sede em Nairóbi.

“Com uma população que vai passar de 7 a 9 bilhões de pessoas em 2050, a ameaça sobre os oceanos -incluindo a contaminação, os recursos naturais, a superexploração pesqueira e o excessivo desenvolvimento litorâneo- vai se intensificar”, advertiu o príncipe monegasco.

Além disso, o príncipe encorajou a comunidade internacional a avançar rumo a uma “economia azul”, consciente de que “não pode haver um desenvolvimento econômico sem oceanos produtivos e resistentes”.

Em entrevista com a Agência Efe, o ex-presidente da Costa Rica e co-presidente da Comissão Oceano Global, José María Figueres, ressaltou a urgente necessidade de atuar e de exigir “progressos específicos” à comunidade internacional em um prazo de cinco anos.

Figueres lançou uma advertência. “O oceano é um estado fracassado hoje, necessita uma importante e dramática intervenção da comunidade internacional”.

Integrada por representantes políticos e sociais de 17 zonas geográficas, a Comissão elaborou um relatório que detecta as cinco causas principais da deterioração do alto-mar -espaço marítimo que há além das 200 milhas territoriais- e propõe oito ações para “recuperar sua saúde”.

A principal causa do “declive” é o rápido crescimento da população, com estimativas de 9 bilhões de habitantes no ano 2050, e uma exponencial demanda da multidão de recursos que proporciona o mar.

Figueres propôs aos governos o estabelecimento de uma “zona marítima livre” para permitir a regeneração dos oceanos.

As soluções colocadas pela comissão incluem a mencionada “zona marítima livre” e a inclusão da defesa dos oceanos nos ODS que a ONU definirá após 2015 em substituição dos Objetivos do Milênio para reduzir a pobreza.

O reforço dos sistemas legais e a regulação das atividades desenvolvidas no mar, a limitação da superexploração pesqueira -sobretudo no continente africano-, a redução do vazamento de plásticos ou das prospecções petrolíferas são outras das ações urgentes para os próximos cinco anos, segundo Figueres.

O impacto humano destruiu 20% dos mangues do planeta e 30% dos fundos marítimos, e ameaça de 60% das povoações de coral, recurso que é fonte de riqueza para uns 850 milhões de pessoas.

Não em vão, cerca de 350 milhões de postos de trabalho no mundo todo estão vinculados aos oceanos, e 40% da população mundial vive a uma centena de quilômetros da margem do mar.

O futuro dos oceanos centrou a penúltima jornada da UNEA, o máximo organismo sobre esta matéria que a ONU constituiu em sua história e que realiza sua primeira sessão em Nairóbi. 

Fonte: Terra

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