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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cientistas pesquisam novas receitas para serem consumidas no espaço

Seis pesquisadores passaram os últimos quatro meses vivendo em uma pequena tenda em um campo de lava no Havaí, a 2.400 metros, tentando descobrir quais comidas os astronautas poderiam comer em Marte e em longas missões espaciais.

Eles saíram do local nesta terça-feira (13) com suas receitas e sem os trajes espaciais que tiveram que usar a cada vez que se aventuravam na vertente norte do Mauna Loa, um vulcão ativo que teve sua última erupção em 1984.

“É um momento de que vou me lembrar para o resto da vida”, disse Oleg Abramov, cientista espacial do U.S. Geological Survey Astrogeology. “Sair, experimentar o brilho do sol e o vento em nossas faces.”

Os seis pesquisadores foram selecionados pela Universidade do Havaí e pela Universidade Cornell para o estudo financiado pela Nasa. O objetivo era preparar refeições a partir de uma lista de ingredientes desidratados e preservados.

Eles examinaram as refeições pré-preparadas similares às que os astronautas atualmente consomem e desenvolveram refeições próprias, em uma tentativa de combater a subnutrição e variar o cardápio dos astronautas, que com frequência enjoam das opções atualmente disponíveis.

A equipe trabalhou nas receitas em um domo com pequenos compartimentos para dormir, um quarto de exercícios e, é claro, uma cozinha. O comandante do time, Angelo Bermeulen, disse na terça-feira que o problema com os ingredientes desidratados é que eles são geralmente altamente processados e com poucas fibras.

Ele afirma que um dos fatores mais importantes que deve ser levado em consideração em futuras missões espaciais é o desenvolvimento das chamadas “comfort food”, aquelas comidas que trazem conforto a quem as consome. Um dos itens favoritos eleitos pela equipe que se isolou no Havaí foi a Nuttela, creme feito de avelã e chocolate.

Outro ingrediente que foi amplamente utilizado nas novas receitas desenvolvidas pela equipe foi a carne enlatada.

A temperatura e as características geológicas de Mauna Loa são perfeitas para o estudo, já que a área é isolada e não tem a presença visível de plantas ou vida animal. Pesquisadores ressaltam que a região “parece Marte”.

Uma das primeiras coisas que a equipe fez ao sair da missão foi tomar um café da manhã de buffet, onde foram direto para as frutas e vegetais frescos. Ainda vai levar vários meses para processar toda a informação reunida. As descobertas devem ser apresentadas no Congresso Internacional em Astronáutica, que deve ocorrer ainda este ano, em Pequim. 

Fonte: G1

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