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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Pragas se deslocam para os polos com o aquecimento global

Um fungo está indo em sua direção. As lagartas estão em marcha. Da mesma forma, estão se deslocando vírus e muitos insetos e vermes nematoides. Desde 1960 todos esses seres estão avançando para o norte e para o sul em uma velocidade média de três quilômetros por ano, à medida que o mundo esquenta, de acordo com pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

Sandra Gurr e seus colegas relataram na Nature Climate Change que analisaram mais de 26 mil observações de 612 pragas conhecidas e tiveram acesso a observações feitas muito antes, incluindo o primeiro registro de ataque de fungos em colza no Reino Unido, em 1822.

As pestes podem causar fome, devastação e prejuízos econômicos.

A fome da batata irlandesa no século 19 foi causada pelo patógeno Phytophthora infestans, e a Grande Fome de Bengala de 1943 foi atribuída ao fungo Helminthosporium oryzae. E vinicultores franceses nunca esqueceram o pulgão filoxera, que destruiu suas vinhas.

As pragas costumam destruir entre 10% e 16% de todas as plantações – safras perdidas que poderiam alimentar mais de 8% da população do planeta.

E, alertam Gurr e seus coautores, as pestes ainda são uma ameaça para a segurança alimentar. A disseminação de pragas em direção aos polos é certamente auxiliada pela atividade humana, e os cientistas acreditam que o agente mais eficiente para isso é a agência internacional de transporte de mercadorias.

Mas o aquecimento global certamente está tornando um pouco mais fácil para as pestes encontrarem um lar confortável e presas fáceis em regiões anteriormente inadequadas para elas.

Risco crescente de perda

O besouro Dendroctonus ponderosae destruiu grandes áreas de floresta de pinheiros no Noroeste Pacífico dos EUA.

O fungo Brusone, do arroz, já atingiu 80 países, e teve um efeito catastrófico em economias agrícolas e ecossistemas locais, e – ameaçadoramente – evoluiu, desenvolvendo um gosto pelo trigo. O Brusone do trigo é agora um grande problema no Brasil.

Países em latitudes mais altas – essencialmente, o mundo desenvolvido – são mais capazes de monitorar e administrar pragas e doenças emergentes. Mas esses também são os países com mais rendimento por hectare.

Se as mudanças climáticas tornam mais fácil para as pestes se espalharem, então deve haver mais esforço para tomar cuidado com novas infestações e para controlar a disseminação de doenças. Simplesmente há mais a perder.

“Esforços renovados são necessários para monitorar a disseminação de pragas e para controlar seu movimento de região para região se quisermos deter a inexorável destruição de colheitas no mundo todo face às mudanças climáticas”, disse Gurr.

Seu colega Dan Bebber afirmou: “Se as pestes continuarem a marchar em direção aos polos à medida que a terra esquenta, os efeitos combinados de uma crescente população global e do aumento na perda de colheitas para pragas representarão uma ameaça seria à segurança alimentar global.”

Fonte: Mercado Ético

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