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sábado, 5 de novembro de 2016

Condenada a profanação de cemitérios

O secretário da Comissão Episcopal do Clero da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), padre Correia Hilário, lamentou ontem, em Luanda, o comportamento das pessoas que não respeitam os túmulos nos cemitérios, quando vão a enterrar os seus entes queridos.


“É tarefa de todos nós cidadãos, crentes e não crentes,  proteger e cuidar dos cemitérios onde repousam aqueles que partiram antes de nós e que nos aguardam a qualquer momento. É o destino de todos, ninguém tem como escapar da morte. Seja na juventude ou na velhice, a morte é um dado existencial inevitável”, disse o padre Correia Hilário para acrescentar: “Neste dia dedicado aos que partiram antes de nós, devemos manifestar a nossa fé, o nosso carinho, o nosso sentimento de saudade, levando flores, o terço ou outro objecto de devoção ou piedade que nos ajude a manter uma relação de intimidade com aqueles que dormem na paz do Senhor”.

O religioso afirmou que os cemitérios deviam estar tão limpos como se fossem as nossas próprias casas habitadas e que a sua limpeza não deve ser feita apenas na proximidade do dia dos mortos. “Querendo ou não, é o lugar que nos espera a todos”, salientou.

Outra medida que se pode tomar para que os mortos descansem em paz, segundo o padre, é não vender bebidas alcoólicas nos arredores dos cemitérios e os serviços de segurança não deixarem entrar pessoas embriagadas ou que estejam a consumir bebidas alcoólicas.  

O padre notou que quando realizam os funerais as pessoas pisam nas campas, fazem uso de bebidas alcoólicas, promovem gritarias e danças profanas, ao invés de se remeterem ao silêncio e reflectirem sobre a vida.

Honra e memória

Em Angola é tradição as famílias renderem homenagem aos entes queridos falecidos com rezas, limpeza das campas e deposição de coroas de flores.  Ontem a equipa de reportagem do Jornal de Angola encontrou a cidadã Ana Maria, mais conhecida por Naita,  no Cemitério da Camama. Ela disse que, à semelhança dos anos anteriores, o Dia dos Finados não vai passar em branco. “Vim até aqui preparar a campa e no Dia dos Finados, como tem sido hábito, vou acender velas e voltar a orar para que a alma da minha mãe descanse em paz”, disse. 

Ana Maria “Naita” tem consciência de que a sua mãe, falecida há dez anos, já não volta. Para minimizar a dor da perda, ela faz questão de lembrar os momentos de vida   partilhados e tem sempre em mente a necessidade de honrar a sua memória. “Uma pessoa que tudo fez para que eu fosse hoje uma mulher digna e respeitada na sociedade”. É sua convicção que “as pessoas morrem para o mundo, mas nascem para Deus” e que “em toda a morte deve haver uma nova vida”.

Fé e convicção

No cemitério da Sant’Ana,  Antónia Octávio varria e limpava o pó na campa onde estão sepultados a mãe e o tio.  “Tenho a fé e a convicção de que eles estão com Deus e dão-me força”, disse à reportagem do Jornal de Angola.

Missas em todos os cemitérios

Esta prevista para hoje, em todos os cemitérios de Luanda, a celebração de missas. No Alto das Cruzes a missa decorre às 9h00, presidida por Dom Filomeno Vieira Dias, Arcebispo de Luanda. No Cemitério da Camama, à mesma hora, a missa é oficiada por Dom Anastácio Kahango, Bispo Auxiliar Emérito de Luanda, e no de Benfica, também às 9h00, é presidida pelo Vigário Episcopal da Vigararia de São Pedro. Dom Zeferino Zeca Martins, Bispo Auxiliar de Luanda, preside à missa as 15h00 no cemitério de Sant'Ana. Às 10h00 Dom Joaquim Ferreira Lopes, Bispo de Viana, oficia a missa no cemitério de Viana.

Fonte: Jornal de Angola

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