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sábado, 5 de novembro de 2016

Histórias de quem homenageou seus entes queridos nos cemitérios de Joinville

Millhares de pessoas aproveitaram o feriado de Finados para visitar os dez cemitérios municipais e três particulares da cidade


“Eles eram populares em Joinville. Por muito tempo viveram no campo, e tiravam do cultivo do arroz o sustento da família. Depois, resolveram morar na cidade. Teve uma época, lá pela década de 40, que eles tiveram um alambique, ali, no limite de Joinville com Araquari e Guaramirim e região em que ficaram muito conhecidos”. Foi assim, com um carinho bem peculiar, e com um misto de sentimentos de respeito e orgulho que a pedagoga Sabine Paust Montes, 47 anos, contava as duas filhas, um pouco mais da história de seus antepassados. A família que é de Joinville e mora em São Francisco do Sul, resolveu aproveitar a quarta-feira (2), feriado de Finados, e vir bem cedo ao Cemitério Municipal de Joinville visitar a sepultura onde estão enterrados os avôs e o pai de Sabine.

Ao lado do companheiro, Celso Montes, 50, militar que hoje está na reserva das Forças Armadas, e das duas filhas, Valquíria e Vanessa Montes, de 19 e 20 anos, respectivamente, Sabine relembrou as histórias da família. “Esta é uma forma de lembrarmos a história de nossa família, de contar a minhas filhas, quem foram os avôs, como eles viviam e o que faziam. É um tempo de recordarmos as nossas origens e fazermos orações a estes familiares que faleceram. Não é um momento tristeza e sim de cultuar a história, relembrar o passado”, acrescenta a pedagoga.

Há poucos metros da sepultura da família Paust, uma mulher acomodava cuidadosamente um vaso de flores sobre um túmulo, na manhã deste feriado. “Aqui estão enterrados meu pai e minha mãe”, comenta a professora Marilete Sestrem Vitório, 47 anos. “Por muitos anos eles moraram no bairro Floresta. Meu pai era torneiro mecânico, já minha mãe, assim como eu, era professora”, recorda Marilete com carinho e brilho nos olhos.

A professora comenta que sempre faz visitas ao túmulo dos pais. “Não venho só no Finados. Pelo menos a cada dois meses visito a sepultura deles para limpar, deixar uma flor e fazer orações. Para mim, Finados é um momento especial destinado a oração, e a recordar de nossos parentes queridos que já se foram. Não é um momento de tristeza, porque sabemos que hoje eles estão com Deus”, comenta a professora.


"Este é um momento de saudades, lembranças, mas não de tristeza, porque sabemos que nossos familiares que faleceram estão com Deus", diz Marilete Sestrem Vitório, 47 anos - Fabrício Porto/ND

Assim como as famílias entrevistadas pela reportagem, millhares de pessoas aproveitaram o feriado de Finados para visitar seus antepassados nos dez cemitérios municipais, três particulares de Joinville e nas dezenas de cemitérios que ficam em igrejas da cidade. O movimento foi mais intenso no Cemitério Municipal, na região central, Cemitério São Sebastião, no Iririú, na zona Norte e no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, que fica na zona Sul.  Quem passava próximo aos locais, que ficam em regiões de morro percebia um colorido diferente, por conta das flores deixadas sobre as sepulturas.

Otimismo nas vendas em frente aos cemitérios

Neste ano, a Prefeitura de Joinville liberou 64 pontos em frente aos cemitérios da cidade para ambulantes fazerem o comércio de flores, vasos, e produtos alimentícios. O clima entre os comerciantes cadastrados era de otimismo neste feriado. “As vendas estão boas, dentro do esperado”, avalia a comerciante e artesã Marciane Miltão Vieira, 36 anos. Ela e a amiga Noeli Cardoso, 40 anos, encontraram na economia criativa, uma ferramenta de aumentar o orçamento doméstico e participam das vendas de flores no finados pela primeira vez. “Somos artesãs e trabalhamos com eva. De um tempo pra cá, começamos a fazer flores deste material e percebemos que poderíamos aumentar nossas vendas, comercializando elas no Dia de Finados. Tem sido uma experiência boa e rentável. Ano que vem queremos repetir” comenta Marciane.

As amigas comercializavam as flores em uma barraca no Cemitério Municipal. Os produtos, todos feitos por elas, no bairro Aventureiro, em Joinville, custavam entre R$ 10 e R$ 25. “Os campeões de vendas são o girassol e as rosas”, completa a filha mais de Marciane, Daniele vieira, de 11 anos, que acompanhava a mãe, neste feriado.

Fonte: Notícias do Dia

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