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sábado, 5 de novembro de 2016

Cemitério do Alecrim remonta história de Natal

Cemitério foi fundado em 1856 como medida de saúde pública.
Jazigo guarda tumbas de Presidente da República e veteranos da 2ª Guerra.


A movimentação no Cemitério do Alecrim no Dia de Finados não é apenas de parentes que prestam homenagem aos mortos. Primeiro cemitério público do Rio Grande do Norte, o local abriga parte da história do estado, sendo tombado como patrimônio histórico de Natal em 2011.

O cemitério do Alecrim foi fundado em 1856. De acordo com o pesquisador Ierecê Duarte, autor do livro ‘O repouso póstumo do natalense no cemitério do Alecrim’, antes da construção do cemitério, os sepultamentos eram feitos nas igrejas.

“Quem tinha poder era enterrado dentro da igreja, quem tinha mais poder ainda era enterrado mais próximo ao altar e aqueles pobres que não tinham poder aquisitivo eram enterrados ao redor da igreja, que se chama o átrio da igreja”, explica o pesquisador.

No entanto, um problema de saúde pública – um surto de cólera – fez com que as autoridades se preocupassem com a construção de um cemitério. Segundo Duarte, a construção do campo santo foi iniciada a partir da doação do então presidente da província.

“O presidente da província, Bernardo da Câmara Passos, baixou um decreto destinando três contos de réis para a construção de um cemitério que fosse longe da cidade. Então se localizou esse terreno aqui para se construir o cemitério”, explica Duarte.

Com o tempo, ao redor do cemitério surgiu um dos bairros mais populosos e importantes para o comércio da capital potiguar, o bairro do Alecrim.

História viva
Se a história por trás do cemitério guarda uma parte da história de Natal, o local remonta a história do estado. Estão sepultados no jazigo personalidades potiguares, como  Café Filho – único Presidente da República nascido no estado – Pedro de Albuquerque Maranhão, mais conhecido como Pedro Velho – governador que proclamou a República no RN – e o padre João Maria, e de anônimos com histórias únicas, como os ex-combatentes da 2ª Guerra Mundial.

Algumas tumbas, como as do ex-senador João Câmara e do médico Januário Cicco – que dá nome a maternidade estadual localizada na Zona Leste da cidade – chamam a atenção pela riqueza arquitetônica. No túmulo do médico, por exemplo, a mobília da família era guardada dentro do túmulo.

“Passear por aqui é uma aula de história. É você exercer sua cidadania e rememorar tudo o que se passou na nossa cidade”, finaliza Duarte.

Assista o vídeo aqui.

Fonte: G1

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