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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Jovens montam biblioteca dentro de cemitério em São Paulo

Com mais de 4 mil obras no acervo, Caminhos da Leitura fica em Parelheiros, bairro na periferia da capital


Já dizia Rubem Alves, escritor e poeta brasileiro: “quem ama ler têm nas mãos as chaves do mundo”.  No entanto, em Parelheiros, bairro carente da Zonal Sul de São Paulo, quem ama ler têm, também, as chaves do cemitério.

Pode parecer estranho, mas um grupo de oito jovens – intitulados como “escritureiros” – mantém, há cinco anos, a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura dentro do cemitério do bairro. Com quatro mil obras no acervo, a biblioteca faz mais de 300 empréstimos de livros à comunidade por ano e atende, anualmente, cerca de 500 pessoas com projetos e atividades culturais.

A ideia da biblioteca comunitária surgiu há sete anos, quando o Instituto Brasileiro de Estudo e Apoio Comunitário (IBEAC) chegou a Parelheiros para a realização de uma pesquisa com os jovens. Durante o estudo, foi constatada que a maior necessidade da região era uma biblioteca, com espaço para realização de atividades culturais.

A biblioteca começou a funcionar em uma sala da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Parelheiros. Mas, pouco tempo depois, surgiu à demanda de um consultório dentário e o projeto da biblioteca teve que se mudar.  Foi, então, que os jovens da comunidade souberam que a casa do caseiro do cemitério do bairro estava vazia. “Nós fomos até lá e pedimos que a administração do local deixasse montar a biblioteca. Depois, tivemos a parceria do Consulado Alemão para reforma da casa”, Bruno Souza Araujo, 20 anos, estudante e um dos gestores do projeto.

São os oito jovens gestores e articuladores do projeto que cuidam da biblioteca e promovem as atividades culturais com crianças e jovens da região. O grupo também conta com apoio de sete instituições, entre elas o Instituto C&A e a Companhia das Letras. “Cada um nos ajuda como pode. A Companhia das Letras, por exemplo, fornece 20 livros para o nosso clube da leitura. Depois que o clube termina, devolvemos 18 obras e duas ficam no acervo da biblioteca”, diz Araujo.

Além das parcerias, a biblioteca arrecada dinheiro com o Cortejo de Leitura, um projeto que usa a música para atrair as pessoas para a literatura. “As apresentações custam, em média, R$ 4 mil. Este ano, conseguimos arrecadar mais de R$ 10 mil com o Cortejo”, afirma o estudante.

De acordo com Araujo, a biblioteca está aberta para novas parcerias e doações de livros, principalmente para a realização de um novo projeto: o “ônibus biblioteca". “Nós ganhamos o veículo da Secretaria Municipal de Cultura e estamos trabalhando nele para que seja uma biblioteca fixa no bairro do Barragem”, diz.

Fonte: Revista Pegn

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