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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Especialistas apontam surto psicótico e brutalidade como elementos de crime que chocou São Paulo

Possível assassinato de família por adolescente de 13 anos pode ter sido causado por "desequilíbrio psíquico"

Psiquiatras e psicanalistas consultados por Zero Hora caracterizam a tragédia ocorrida em São Paulo como uma possível situação de surto psicótico. Um adolescente de 13 anos é o principal suspeito de matar os pais, ambos policiais militares, uma tia e a avó. Os corpos foram encontrados em casa.

Na avaliação do psicanalista Mario Corso, a brutalidade é o principal elemento na interpretação da ação. 

Segundo Corso, que trabalha com adolescentes, uma ação com este nível de violência pode estar relacionada a um “surto neurótico-psicótico absurdo”. Sobre o fato de os pais serem policiais, o psicanalista observa que é necessário compreender o tipo de autoridade exercida por eles.

— Se a colocação de limites era pela força e não pelo moral, é compreensível que o surto de violência tenha brotado como resposta ao comportamento dos pais — pondera o psicanalista.

Para o psiquiatra forense Paulo Oscar Teitelbaum, como os comportamentos anteriores de Marcelo não apresentavam indício de anormalidade (atestam familiares), a atitude inesperada e súbita, caso os indícios se confirmem, pode estar ligada ao uso de alguma medicação ou drogas. Nesta hipótese, seriam desencadeadores de desequilíbrio psíquico.

ENTREVISTA

“É difícil os pais se darem conta”, Silzá Tramontina, Psiquiatra do Hospital de Clínicas de Porto Alegre 

Especializada em crianças e adolescentes, Silzá Tramontina alerta para dificuldade de diagnosticar determinadas doenças psiquiátricas.

Zero Hora — O que pode motivar um adolescente a matar membros da sua família?

Silzá Tramontina — Pode ter sido um surto psicótico. Ele imagina que está sendo perseguido, ouve vozes que mandam matar. O uso de drogas ou um surto esquizofrênico também podem ser as causas.

ZH — Que vestígios podem ajudar a entender esse comportamento?

Silzá — Às vezes, a pessoa tem delírios e não conta para ninguém, não deixa vestígios. Se dá conta de que está errado, mas filtra. Isso ocorre com quem é inteligente, quer se preservar. No surto, não se conseguem distinguir a realidade da ficção.

ZH — O fato de os pais serem policiais e terem arma em casa pode ter facilitado?

Silzá — A arma de fogo facilita muito, até uma possível alucinação em torno do tema de polícia e bandido.

ZH — Qual a diferença entre uma pessoa que tem psicose e um psicopata?

Silzá — O psicótico acha que é perseguido, fica totalmente fora da realidade, tem delírios. É uma doença psiquiátrica. A psicopatia é uma transtorno de personalidade, precedido por transtornos de conduta. Não é possível diagnosticar em adolescentes, só a partir dos 18 anos. Se fosse um psicopata, acho que ele não se mataria.

ZH — Transtornos psíquicos têm cura?

Silzá — Com medicação, se consegue ter controle. Na esquizofrenia é mais complicado, mas na psicose de transtorno bipolar, é possível se manter estável. É difícil os pais se darem conta. As crianças demoram para contar. Elas não querem ser taxadas de loucas.

Fonte: Diário Catarinense

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